Como usar quadros na decoração e deixar sua casa com cara de revista

Pôsteres da Top Quadros, empresa de Blumenau parceira do Clube do Assinante. Foto Divulgação

Montar uma casa é muito mais do que escolher sofá, mesas e cadeiras, armários ou tapetes. Cada vez mais a decoração é quem ganha espaço nos lares mundo afora e estar por dentro de como escolher os objetos que vão adornar sua casa ou apartamento é fundamental para não errar na décor. Um dos assuntos que se destaca na decoração é a utilização de quadros, que podem estar em qualquer ambiente, da cozinha, ao banheiro, passando pelo hall de entrada, salas ou quartos. Para não errar a dica é procurar um especialista no assunto, que manje de design ou decoração de interiores. Eles podem ajudar na escolha das cores, alinhamento, material, molduras e criar o ambiente perfeito.

Artista plástica Fabi Loos Foto Divulgação

A artista plástica Fabi Loos sabe tudo de quadros e inclusive mantêm uma galeria de arte em Balneário Camboriú. Fabi trabalha essencialmente a tinta acrílica sobre tela e busca surpreender e sensibilizar o espectador da arte, fazendo com que a cor influencie diretamente sua alma, provocando sentimentos e vibrações, da mesma maneira que tais emoções surgem em seu corpo durante o processo de criação da obra.

Neste ano sua obra de arte Solitude esteve presente no ambiente assinado pela dupla do Studio Casa Design, Moacir e Sálvio Jr, a Casa Oak, que ganhou a casa da Revista CASACOR SP. A obra, com 150×120 cm foi inspirada no quadro Composição de 1930, óleo sobre tela, de Tarsila do Amaral.

Além da CASACOR Fabi Loos também já participou de outras mostras, como vitrines Artefacto, Artezanalle, entre outras.

 

1) Os quadros precisam estar alinhados?

Foto: Top Quadros

Os quadros não precisam estar alinhados na parede. Há várias possibilidades de pendurá-los. É possível colocá-los de uma forma simétrica na parede ou em relação à distribuição dos móveis, podendo pendurá-los todos na mesma altura, mais próximos do móvel, por exemplo, de um sofá ou de um aparador, do que do teto. Também é possível brincar e colocar vários quadros em uma única parede, de forma descontraída, com molduras diferentes e linhas pictóricas diferentes, porém, é importante observar a harmonia na distância entre eles, deixando a mesma medida.  Também é possível fazer o alinhamento pela parte inferior de todos. Outra forma é colocar o quadro ou os quadros de forma assimétrica em relação a um objeto ou em relação a um móvel disposto no local, essa assimetria acaba dando um aspecto contemporâneo e arrojado ao ambiente.  Vários quadros pequenos, pendurados lado a lado conferem um resultado final bastante simétrico formando uma unidade mais sólida. A simetria geralmente proporciona um padrão mais clássico.

 

2) Qual o tipo de iluminação ideal para quadros?

A iluminação sempre é utilizada para dar destaque à obra de arte. Uma luz direcionada a um quadro ou a uma escultura faz com que a peça se torne o ponto central de todo o cenário. Mas também é possível deixar a iluminação do ambiente toda neutra, mais difusa, sem destacar nenhuma obra de arte especificamente, isso acontece quando há um grande número de quadros no ambiente, assim todos ficam iluminados de maneira uniforme. Alguns tipos de lâmpadas, devido à emissão de raios UV e de calor, quando colocadas muito próximas a um quadro, pode danificá-lo, então, é sempre bom ter cuidado.

 

3) Quadro pode aumentar ou diminuir um ambiente? Como fazer isso?

Um único quadro grande é capaz de dar uma proporção maior ao ambiente, pois deixa o local mais clean e minimalista, amplia o campo de visão como um todo, deixando o foco direcionado a uma única obra de arte de grande proporção. Um maior número de obras de arte com pequenas dimensões já reduzem o ambiente, dividem o olhar, porém, podem dar um aspecto mais acolhedor ao mesmo. De qualquer forma as obras de arte atraem os olhares e tornam qualquer ambiente encantador.

 

4) Dizem que tem que combinar com sofá. Isso é verdade?

Foto: Mariana Boro

Obra de arte não precisa combinar com sofá, com almofada, com colcha. Enfim, não precisa combinar com nada. Não é essa a função de uma obra de arte. As obras de arte são peças atemporais, escolhidas pelo comprador através de uma identificação pessoal, uma relação de afinidade ou sentimento, dessa forma identificam o estilo de vida e a personalidade dos moradores.  Na verdade, cada quadro tem seu dono. A obra de arte tem vida própria e pode ser inserida em qualquer ambiente, com o intuito de deixa-lo mais acolhedor, sofisticado, arrojado, contemporâneo ou descontraído, clássico ou moderno.  Ao comprar obras de arte, é muito importante que a pessoa se informe sobre o artista plástico, procure por seu nome em sites, na internet, em galerias de arte, enfim, informe-se sobre as obras, especialmente a respeito da originalidade e da autenticidade delas. Peça currículo do artista. Veja se ele realmente existe ou se não se trata de um fantasma copista. A escolha de uma obra de arte é uma questão muito pessoal. Mas sua originalidade abrange uma série de questões legais.

 

5) Como usar quadros de forma criativa na decoração?

Há inúmeras possibilidades na disposição dos quadros nas paredes, pode variar com a criatividade de cada pessoa, com o gosto pessoal, com a composição da decoração, enfim, não há padrões definidos.  É possível brincar com estilos, cores, tamanhos e molduras diferentes, depende do propósito desejado para cada ambiente e decoração. Nem sempre o quadro precisa ser pendurado sobre uma parede branca. Uma ideia legal é mudar a cor de uma das paredes do ambiente e sobre ela colocar um quadro, a cor diferenciada irá trabalhar como uma grande moldura e direcionar o olhar para o local da obra de arte. Obras de arte penduradas sobre espelho, sobre madeira ou sobre papeis de parede também deixam o ambiente com um ar arrojado e diferenciado.

 

6) E sobre a conservação da obra de arte?

É muito importante ficar atento à incidência de luz solar diretamente sobre as obras de arte. Geralmente, gravuras, impressões e aquarelas são mais sensíveis e têm grande tendência em desbotar. O papel sempre tem mais facilidade em se deteriorar ou mudar de cor do que uma obra de arte em canvas. As impressões sejam elas em canvas ou em papel também são peças mais sensíveis à luz solar, à umidade e ao calor.  Também é preciso ter cuidado para transportar obras de arte, principalmente em mudanças, e ao armazená-las em depósitos. Sempre é preferível tê-las penduradas na parede. Também é preciso tomar cuidado com locais úmidos e com a maresia. Quadros em tinta acrílica ou a óleo, mantidos com cuidado, podem durar muitos e muitos anos, um investimento que passa de pai para filho e com o poder de contar inúmeras histórias.

 

Mais sobre obras de arte

 

Entre os 24 ambientes da CASACOR Santa Catarina, que encerra neste fim de semana em Balneário Camboriú, algumas obras de arte, que trouxeram um charme a mais na composição de cada espaço. Confira:

Cocar do índio, por Dani Buzzi. Foto Divulgação

Obras do artista Marcos Bazzo se fazem presentes em dois ambientes, o primeiro um colar indígena no espaço assinado pelas Designers Josy Melo e Hevelin Buss e também um cocar no Restaurante Motírõ, da Ileon Arquitetura. No restaurante, que inclusive ganhou o prêmio de melhor ambiente comercial e de uso público, o cocar reúne referências das tribos Guarani e também das etnias Kaingang e Xokleng, que compartilhavam as terras catarinenses. Feito em fibra de bananeira e penas de aves, a obra traz o universo indígena do litoral que tinham no fruto uma de suas principais fontes de alimento além da pesca. No espaço destaque ainda para as pinturas de Marcelo Urizar, Feita em tecido de blackout de cortinas e confeccionada com tinta, foi inspirado nos grafismos indígenas brasileiros.

Africano por Fabio Severo. Foto Divulgação

Já no ambiente de Fernando Dal Bosco, a Casa Basalto, a foto do menino africano, assinada pela fotógrafa australiana Giovanna Aryafara, se destaca, assim como a obrade arte ‘É o Amor’, esculpida em madeira reaproveitada da natureza, assinada por Juliano Guidi, da Residual Arte & Design, presente no Espaço Deca, de Thayane Santana.

Os cachorros, obra assinada pelo pernambucano Marcos Paulo Lau da Costa, é feita em madeira e compõe a estante no projeto de Lins Martins e Cris Araújo.

Marcelo Urizar, por Dani Buzzi. Foto Divulgação

Finalizando a parede ao fundo do hall de entrada, assinado por Cibele e Eduardo Castello Branco mostra uma grande arte gráfica em caneta permanente, assinada pelo reconhecido artista Julian Gallasch, que é paulista, mas radicado em Santa Catarina desde a infância. Com forte atuação no mercado nacional de decoração, Gallasch se destaca por apresentar um traço inovador, com uma estética geométrica e repetitiva.

 

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