Adega de Florianópolis muda de endereço para propor novas experiências e dá desconto de 30% em espumantes para sócios do Clube NSC

Fotos: Diorgenes Pandini

O número 546 da Rua Esteves Júnior, localizado em pleno Centro de Florianópolis, já foi a residência do historiador, médico, professor e político Oswaldo Cabral, ilustre figura da Ilha. O casarão, em estilo neocolonial espanhol, projetado na década de 1940, também sediou uma edição da Casa Cor, evento expoente da arquitetura, decoração e design que roda o Brasil. Agora, a propriedade, que mais parece um oásis cercado por prédios espigões, abriga a Adega Mercearia do Vinho, espaço que é referência na bebida e que tem como principal intuito disseminar a cultura do vinho. O motivo da mudança foi nobre.

– Antes ficávamos na SC–401, no Norte da Ilha. As pessoas muitas vezes tinham que pegar o carro com o objetivo específico de ir até lá. E como a adega oferece cursos que incluem degustação, como elas dirigiriam após beber? A mudança para cá foi assertiva não só do ponto de vista cultural, já que a casa carrega uma história muito interessante de Florianópolis, mas também da acessibilidade. Boa parte dos prédios do Centro são residenciais, ou seja, os moradores do entorno podem vir a pé comprar e degustar um vinho conosco. Quem está saindo do trabalho, ao passar aqui na frente, pode resolver entrar. Além disso, aqui há um restaurante cuja carta de vinhos tem a nossa assinatura – explica João
Meurer, proprietário do espaço ao lado da mulher, Vanessa.

Segundo Meurer, um dos propósitos da adega é promover o vinho como hábito saudável – inúmeros estudos apontam que o consumo diário e moderado proporciona efeitos benéficos para a saúde – e quebrar o estigma de que a bebida é pouco acessível.

– Existe uma falsa ideia de que o vinho é uma bebida cara, intimidadora, para os mais velhos e ricos. Mas não é assim. Cada vez mais os jovens e pessoas de diversas situações econômicas vêm se interessando pelo universo da Enologia – ressalta o proprietário.

E quem chega à Mercearia, mas ainda não sabe exatamente que rótulo pedir, João e Vanessa esclarecem todas as dúvidas dos clientes para que a experiência com o rótulo a escolher seja perfeita.

– Muita gente chega aqui sabendo o que pedir por já ser um conhecedor médio ou avançado. Mas também recebemos muitas pessoas que querem começar a entender sobre as características da Enologia. Geralmente perguntamos o que elas gostam de comer porque este é o ponto primordial para saber qual é o seu gosto e que vinho escolher, afinal 22 mil tipos de uva é uma diversidade enorme. Diante da resposta, nós indicamos vinhos jovens, menos complexos e mais fáceis de beber. E assim, conforme os clientes vão se interessando, vamos ajudando nessa construção – conclui Meurer.

Com cerca de 700 rótulos de mais de 10 países, a Adega Mercearia do Vinho trabalha apenas com pequenos produtores. A razão dessa escolha está em manter a qualidade e conhecer a procedência dos vinhos.

– A produção em grande escala muitas vezes resulta em uma qualidade menor. As parreiras têm limite de produção. A lógica é quanto mais vinho produzido, menos qualidade.Temos vinhos de parreiras que produzem 3 kg de uva, o que rende uma garrafa por parreira. Esse vinho logicamente tem mais qualidade. Porém é o gosto pessoal que define se um vinho é bom ou não – diz Vanessa.

Descontos para parceiros do Clube NSC

E para aproveitar as maravilhas da Adega, sócios do Clube NSC ganham um benefício especial. Durante todo o mês de fevereiro, a Mercearia do Vinho oferece 30% de desconto em todos os espumantes e champagnes. Os preços partem de R$ 40.

Com o desconto do Clube, neste valor, sai a R$ 28. A casa também oferece 18% a menos em todos os rótulos da adega e de 30% nas compras acima de R$ 300 e na reserva do espaço para eventos. Os vinhos partem de R$ 30. Com o desconto, ficam por R$ 24.

Dicas da diretora comercial da Adega e especialista em vinhos, para desgustar bem:

  • Não escolha o vinho pela aparência do rótulo ou preço. Atente para informações sobre a uva, a região e a safra.
  • A máxima de que tintos são para o inverno e brancos para o verão não é real. Alemães vivem no frio e são os maiores consumidores de vinhos brancos. O fator determinante é o que você vai comer.
  • Após abertos, brancos, rosés e espumantes devem ficar na adega ou geladeira para não oxidar.