Alcione: “Vivemos em um mundo profundamente machista. O samba não é exceção”

Cantora se apresenta neste sábado em Florianópolis. Sócio do Clube NSC tem 50% de desconto no ingresso

Alcione (Foto: Andréa Graiz/Agência RBS)

A cantora Alcione apresenta em Florianópolis neste sábado o show Eu sou a Marrom. A apresentação será no Área 52, e sócio do Clube NSC tem 50% de desconto no ingresso.

Eu sou a Marrom marca as comemorações pelos quase 50 anos de carreira da cantora maranhense. Com uma trajetória consagrada, cantora e instrumentista, Alcione trafega entre os mais diversificados gêneros musicais. Neste espetáculo, a intérprete canta os maiores hits da carreira. Alcione circula o Brasil com esta turnê desde dezembro de 2017.

A última vez que Alcione se apresentou em Santa Catarina foi em 2016, em Biguaçu, quando trouxe ao estado um show de bolero.

Você completou 47 anos de carreira. Como resumiria sua trajetória na música?

Já são 47 anos muito bem vividos, felizmente, porque continuo contando com o apoio do público. Sem o aplauso e a cumplicidade dos fãs, não existem artistas.

Tem algum sonho, algum plano na música que ainda não realizou?

Claro que sim, e não são poucos. Estou sempre pronta aos desafios.

Você sempre foi um grande símbolo da força feminina no samba. Como avalia a presença das mulheres neste meio? Já sofreu algum tipo de preconceito pelo fato de ser mulher?

As coisas estão melhores hoje, mas ainda vivemos em um mundo profundamente machista. O samba não é exceção. Pelo menos, atualmente, temos mais compositoras surgindo. Antigamente, o machismo não deixava que aparecessem, e nem havia mulheres nas alas de compositores. Talentos como Dona Ivone e Leci Brandão, por exemplo, batalharam muito para serem reconhecidas.

Você também é muito reconhecida pela sua autoestima, pelas falas fortes sobre beleza, sobre não se preocupar com a idade. Como foi chegar aos 70 anos?

Estou bem, me cuidando, e sempre tive autoestima alta, sim. Se a gente não se amar, quem vai?

Você teve problemas de saúde, passou por procedimentos médicos e ficou um período fora dos palcos. Como se sente agora?

Levei um susto mas, agora, estou muito bem, graças a Deus. Procuro ter uma alimentação saudável, conforme me prescreveram, e me sinto mais disposta. Por conta disso, ainda perdi mais de 20 quilos. Mas não fiz nenhuma cirurgia, conforme alguns questionaram. Só não consigo comer arroz integral, tenho horror (risos).

Como é sua rotina hoje? A agenda de shows continua extensa?

Felizmente, lotada. Tenho shows todos os finais de semana, às vezes até mesmo durante a semana. Nem no Carnaval aproveitei para dar uma parada, porque cantei em camarotes da Sapucaí.

Como será seu show em Florianópolis?

O público pode esperar um show repleto de hits para cantarmos juntos.

A apresentação que você traz para cá faz parte da turnê Eu sou a Marrom. Como você se define?

Sou eu mesma! Uma cantora brasileira que tem orgulho de ser popular e não desiste nunca (risos).

No ano passado você fez um dueto com a cantora catarinense Ana Clara, de Joinville, cantando Não Deixe o Samba Morrer. Como foi essa parceria e como avalia o trabalho dela?

Conheci o trabalho da Ana Clara através de Alexandre Pires e adorei cantar com ela, que tem uma brilhante carreira pela frente.

Você acompanha sambistas da nova geração? Que nomes destaca?

Diogo Nogueira, Mart’nalia, Mumuzinho, Ferrugem e Gabby Moura.

Você também transita por outros gêneros musicais. No ano passado, gravou com Detonautas, por exemplo. O que você costuma ouvir além do samba?

Música Popular Brasileira como um todo. Forró, bolero (que não nasceu no Brasil, mas é como se fosse nosso). Mas também ouço jazz e rock, como o interpretado pelo meu ídolo Axl, vocalista do Guns N’ Roses.

Serviço

Alcione em Florianópolis

Quando: 16/3, 23h

Onde: Área 52 (Rodovia José Carlos Daux, 10.300, Saco Grande, Florianópolis)

Quanto: A partir de R$ 112. Desconto de 50% para sócio do Clube NSC e acompanhante (Área Superior) na compra do ingresso antecipado no site Blueticket.

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