Alimentação impacta mais no bem-estar emocional das mulheres do que dos homens, diz estudo

Mulheres necessitam de um leque maior de nutrientes para garantir o humor na comparação com os homens, sugere pesquisa de universidade americana

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Foto: Ezran Kamal / freeimages

Manter uma alimentação saudável e equilibrada é um dos pré-requisitos para fugir de uma série de problemas de saúde, inclusive os mentais. O que pesquisadores da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, descobriram é que as mulheres precisam de mais nutrientes do que os homens para manter o bem-estar emocional.

Conforme os cientistas, as diferenças anatômicas e funcionais no cérebro de homens e mulheres já são apontadas como um dos indicativos de suscetibilidade a doenças mentais. No entanto, o que ainda não estava claro é o papel da dieta no bem-estar psicológico de cada gênero.

Para responder essa questão, a equipe liderada pela professora Lina Begdache fez uma pesquisa anônima, por meio do preenchimento online de um questionário. Ao todo, foram 563 participantes (48% homens e 52% mulheres). Os resultados mostraram que os homens conseguem manter esse bem-estar emocional até surgirem deficiências nutricionais. Por outro lado, as mulheres precisavam que dieta e estilo de vida saudáveis estivessem em equilíbrio para atingir esse ponto.

– As mulheres necessitam de um leque maior de nutrientes para garantir o humor na comparação com os homens. Esses achados podem explicar a razão pela qual as mulheres são duas vezes mais propensas a sofrerem episódios de ansiedade e depressão mais longos do que os homens. Hoje, a dieta é alta em energia (calorias) e pobre em nutrientes-chave que apoiam a anatomia e a funcionalidade do cérebro – afirmou Lina, ao site da universidade.

Segundo a pesquisadora, a dieta de nossos ancestrais, rica em energia e nutrientes, contribuiu significativamente para os volumes do cérebro e evolução cognitiva. Como fêmeas e machos tinham diferentes responsabilidades físicas e emocionais dentro daquele contexto, as necessidades de energia e preferência alimentar também não eram as mesmas.

– Assim, a ingestão diferencial de alimentos e energia baseada em gênero pode explicar os volumes e a conectividade diferencial do cérebro entre mulheres e homens. Portanto, o desajuste entre a nossa dieta contemporânea e o cérebro humano está perturbando a funcionalidade normal de certos sistemas no cérebro – concluiu.