Criciúma, Blumenau e Florianópolis recebem peça sobre a vida de Allan Kardec

Allan Kardec – Um Olhar para a Eternidade passa por Santa Catarina e sócios do Clube NSC têm desconto de 50%

Foto: Divulgação

“Essa peça se transformou em uma missão de vida”. É assim que o protagonista e produtor da peça Allan Kardec – Um Olhar para a Eternidade, Rogério Fabiano, define seu trabalho neste espetáculo. Na remontagem sob a direção da atriz Ana Rosa, o elenco conta a história de Hippolyte Léon Denizard Rivail, que aos 50 anos adotou o pseudônimo
Allan Kardec e se posicionou como um codificador da doutrina espírita.

– Em algumas cidades submetemos a peça a avaliações de pessoas com conhecimento na vida de Kardec, e sempre somos muito bem elogiados. Somos reconhecidos pela maneira como conduzimos o roteiro – acrescenta Rogério.

A peça é de autoria de Paulo Afonso de Lima, falecido recentemente, e não foi baseada em nenhuma obra ou biografia de Kardec, é fruto de uma profunda pesquisa, que resultou em um espetáculo dramático, mas também com tons de humor, que são o segredo do sucesso. Em todos esses anos na estrada foram mais de mil apresentações e meio milhão de espectadores.

Com uma hora e vinte de duração, no espetáculo dirigido por Ana Rosa, uma das maiores atrizes do país, a curiosidade pelos assuntos espirituais está ligada ao objetivo da equipe em contar boas histórias, de fazer uma boa apresentação e atender ao público que procura um trabalho sério e verdadeiro. Dirigindo mais duas peças da mesma temática, a atriz e diretora não esconde o prazer de ter o comando deste espetáculo.

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– Primeiro, por se tratar da vida e obra de Allan Kardec, já conhecido por nós através de suas obras básicas. Segundo, porque o texto de Paulo Afonso de Lima é uma obra de arte, tanto em termos de pesquisa como de teatralidade. E terceiro, por orquestrar o talento e sensibilidade de atores como Rogério Fabiano, Érica Collares, Antonio Pina, Ana Carolina Rainha e Claudio Gardin, exercício que me revigora – como atriz que sou, me entusiasmo como diretora a cada ensaio – frisa Ana Rosa, espírita praticante há mais de 30 anos e que dirige os espetáculos de sucesso O Cândido Chico Xavier e Violetas na Janela, ambos em
cartaz há 15 anos.

Nesta montagem, com um elenco mais enxuto para rodar o país, são 64 trocas de figurinos, e os atores se revezam em mais de um personagem. Com uma mensagem de amor, a peça tem recebido um retorno positivo do público.

– A peça é um grande sucesso de público. No final das apresentações recebemos muitos agradecimentos das pessoas. Os depoimentos às vezes chegam a ser comoventes. Muitas saem da peça transformada, com outra visão e com equilíbrio espiritual. Para a gente isso é muito gratificante – comenta Rogério que também foi responsável pela primeira produção da peça, em 1999.

A plateia costuma ser de pessoas que já têm um envolvimento com a doutrina espirita, mas também de um público curioso, como explica Rogério.

– A peça tem atingido muitas pessoas curiosas. Elas vêm em busca de alguma coisa para se amparar nesse momento tão difícil que passamos no país. As pessoas precisam alimentar a sua fé e a vida desse homem e desse filosofo Hippolyte Léon Denizard Rivail, que depois veio a se chamar Allan Kardec, é uma vida muito rica, era um homem de uma cultura muito rica, de uma bondade imensa, então a trajetória dele, desde a hora que nasce até a hora que morre, passa uma mensagem de amor.

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Sobre o espetáculo

No palco, a atriz Érica Collares, também produtora do espetáculo, vive a médium Gertrudes Laforgue e Amélie Gabrielle Boudet (esposa de Allan Kardec).

– A história de Amélie e Kardec é muito bonita. Eles eram companheiros em uma vida passada e se reencontram no século XIX. Foi amor à primeira vista. Eram filhos únicos, não tiveram filhos, e estavam unidos na missão do espiritismo. Foram destinados a isso – conta Érica.

Já Ana Carolina Rainha tem entre os seus papéis de destaque: a mãe de Allan Kardec, Madame Rivail, a Madame Plainemaison e a amiga de Kardec Justine Frenard. Figuras fundamentais na transição de Allan Kardec.

– A primeira pessoa espírita que ele tem contato é com a culta e fina Madame Plainemaison. Ele a visita pretendendo desmascará-la, mas Allan receberá uma mensagem do além, que o fará mudar radicalmente e começar a codificação do espiritismo – esclarece Ana Carolina.

Outros integrantes do elenco são Claudio Gardin – que interpreta o Professor Fortier, o Padre católico e o tio Maurice – e Antonio Pina, como o Mago Lacazze, o Professor Pestalozzi, o médium Jean Paul e o Espirito da Verdade.

Serviço

Quando: 6 de julho às 20h
Onde: Teatro Elias Angeloni (Praça Domenico Sônego, 0 – Centro, Criciúma)

Quando: 7 de julho às 20h
Onde: Teatro Carlos Gomes (Rua Quinze de Novembro, 1181 – Centro, Blumenau)

Quando: 8 de julho às 20h
Onde: Teatro Ademir Rosa – CIC (Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Florianópolis)

Ingressos: No site da Blueticket. Sócio e acompanhante do Clube NSC têm 50% de desconto.