Ana Beatriz Brandão, autora best seller aos 18 anos, é atração da Feira do Livro de Jaraguá do Sul

Nesta entrevista, ela fala sobre o primeiro contato com a escrita e analisa o mercado editorial nacional

ana beatriz brandão
Foto: Divulgação

Aos 18 anos, Ana Beatriz Brandão já é considerada uma autora best seller, com cinco livros publicados, que começam a virar filme. A jovem é uma das atrações da 12ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul. No bate-papo, que acontece na Grande Teatro Scar, neste domingo, dia 12 de agosto, a escritora contará sobre sua carreira e o lançamento de Sob a Luz da Escuridão, pela Verus Editora, do Grupo Record.

Seu último sucesso, A Garota das Sapatilhas Brancas, que entrou na lista dos mais vendidos da Veja na categoria infanto-juvenil, junto ao anterior, O Garoto do Cachecol Vermelho, serão transformados em um filme, que já está em fase de pré-produção.


A escrita foi uma forma encontrada por Ana para enfrentar problemas da infância e adolescência, como o bullying. Nesta entrevista, ela fala sobre o primeiro contato com a escrita e analisa o mercado editorial nacional.

Você costuma contar, em entrevistas, que seu primeiro contato com a literatura foi encontrando nos livros uma forma de escapar de problemas que enfrentava na infância, como o bullying. como você foi apresentada aos livros? Quem te incentivou a ler?

Sempre fui incentivada a ler desde pequena. Meus pais sempre me levaram em livrarias, liam para mim quando era pequena e isso me ajudou a desenvolver o gosto pela leitura. Eles foram os grandes responsáveis pela leitora viciada e escritora apaixonada que me tornei.

O contato com a leitura logo te aproximou da escrita? Como foram suas primeiras tentativas de escrever?

Acho que o fato de gostar muito de ler ajudou a desenvolver muito a minha criatividade e vocabulário, e isso me ajudou a desenvolver a escrita. Eu gostava muito de fazer as redações da escola, sempre que a professora pedia uma página, eu acabava fazendo três, quatro páginas a mais. Elas foram como um ensaio para meus primeiros livros.

Seus livros rapidamente conquistaram espaço e um público fiel e jovem no Brasil. Como é ser uma jovem escritora no país? Como você avalia o incentivo que a literatura recebe?

É maravilhoso e assustador ao mesmo tempo! Por eu ser jovem, enfrentei muita resistência por parte de alguns leitores mais velhos do que eu, e também dentro do meio literário. Mas, com o tempo, fui me firmando e conquistando o meu espaço. E todas as minhas conquistas devo aos meus leitores, que sempre me apoiam e não me deixam desistir. A literatura nacional enfrenta muitos obstáculos, desde o pouco incentivo até o preconceito contra livros nacionais. Mas aos poucos conquistamos nosso espaço. Hoje em dia, já vemos livros nacionais colocados em bancadas junto com os estrangeiros, e não somente naquelas prateleiras no fundo das livrarias dedicadas apenas para a literatura nacional e onde quase ninguém vê.

E como se sente sabendo que é responsável por trazer outros jovens para a leitura?

Agradecida! Saber que inspiro outras pessoas a lerem, ou a escreverem é algo muito emocionante e dá a sensação de que estou realizando algo muito especial. Afinal, a leitura é a única forma de aprendizado e de crescermos como indivíduos.

Hoje se fala muito e já se consome literatura em outros formatos que não sejam o físico, em papel. Como você avalia este movimento? Acredita em uma migração total dos livros para o formato digital?

Acho válido quem gosta de ler livros em e-book, é muito mais fácil levar um leitor digital, ou ter acesso a leitura pelo celular, do que carregar um livro de 500 páginas na bolsa, mas não acredito que o livro físico vai deixar de existir. Quem gosta de ler, sempre vai querer ter o prazer de pegar em um livro, de cheirar, folhear.

Você é super jovem! Como é conciliar a sua rotina de estudos, amigos, com a de uma jovem escritora?

No começo era mais complicado, tinha que abrir mão de finais de semana com amigos para ir a eventos, ou terminar o livro que tinha prazo para entregar. Hoje já consigo organizar melhor minha agenda. Os sacrifícios são necessários, sempre tem aquele cineminha, ou festa em família, que acabo deixando de ir por causa da carreira. Ainda bem que tenho o apoio de todos e eles entendem.

Seus livros conquistaram tanto espaço que vão para o cinema. Como foi receber esta notícia? O que você espera ao ver suas obras na tela?

Foi surreal! Acho que ainda não caiu a ficha de que verei O garoto do cachecol vermelho nas telas do cinema! Quando entraram em contato, eu achei que era brincadeira, só depois, quando fizemos a primeira reunião com a produtora e, principalmente, com os detalhes da pré-produção sendo realizados, é que estou começando a acreditar. Eu espero que ele seja o mais fiel possível ao livro.

Quais são seus próximos planos? Pretende continuar escrevendo livros na mesma linha? Pensa em mudar de rumo?

Espero poder continuar a escrever fantasia, mas como gosto muito de me desafiar, quem é que sabe sobre o que será minha próxima aventura? A única certeza que tenho é que nunca vou parar de contar histórias!


Serviço:
12ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul – bate-papo com Ana Beatriz Brandão
Dia: 15 de agosto (quarta-feira)
Horário: às 19 horas
Local: Grande Teatro Scar
Endereço: Rua Jorge Czerniewicz, 160
Entrada Franca