Artistas deixam os grandes centros e escolhem Santa Catarina para viver e criar

Por motivos políticos, geográficos ou econômicos, Santa Catarina se tornou um caminho para pessoas ligadas aos campos criativos

Dançarina Camila Seeger deixou o Chile para viver na praia da Gamboa, Sul de SC (Foto: Diorgenes Pandini)

POR CARLOS HENRIQUE SCHROEDER/ESPECIAL

Nos anos 1950, o médico húngaro e especialista em Bach, Sándor Lénard (1910-1972), comprou uma farmácia no interior de Santa Catarina, em Dona Emma, no Alto Vale do Itajaí. Trouxe a esposa, a italiana Andrietta. Vítima de duas guerras — a primeira o moveu da Hungria para a Áustria, e a segunda, para a Itália — e com receio de uma terceira Guerra Mundial (provavelmente nuclear, tendo Estados Unidos e URSS como protagonistas, e a Europa, como tabuleiro), encontrou neste refúgio a paz para seus estudos e escritos. Com pleno domínio de 12 idiomas e uma tradução reconhecida mundialmente no currículo (a do inglês para o latim de O Ursinho Puff, do Milne), Lénard silenciosamente construiu uma carreira ímpar: seus livros saíam na Alemanha, Hungria e Itália, mas com pouco ou nenhum alarde aqui.

Somente em 2013, essa grande injustiça foi corrigida, com o lançamento de O Vale do Fim do Mundo, na esmerada tradução de Paulo Schiller (o responsável por indicar a obra à editora). Originalmente publicado em 1967, na Hungria, o livro é um passeio pela história do nosso Estado, mas sobretudo um retrato do colono catarinense e do que é viver numa pequena cidade: “O colono de Santa Catarina não é diferente de outras pessoas responsáveis pela própria sorte, que trabalham com as mãos; talvez conheça melhor os animais, as variações do clima, as sombras das árvores que mostram as horas, e menos o que fica para além da cerca, do vale. É infinitamente desconfiado…”. Lénard soube mesclar erudição e mordacidade nesse livro híbrido, parte ensaio e parte romance desmontável: essencial para entender a formação da cultura catarinense pelo olhar de um estrangeiro.

“Filho de Santa Catarina? O que isso significa? O que podemos entender portanto por catarinense?”. A verdade é que muitos dos imigrantes europeus que chegaram em Santa Catarina distinguiram-se no campo das artes e das ciências. O próprio fundador de Blumenau, Hermann Bruno Otto Blumenau (1819-1899), era químico, farmacêutico, apaixonado pela meteorologia e também se arriscava na filosofia.

O médico alemão Fritz Müller (1821-1897), poeta e pesquisador da natureza catarinense, mantinha contínua troca de correspondências com Charles Darwin. É dele o primeiro livro defendendo a tese evolucionista, o Für Darwin, lançado em 1861, como resultado das suas observações com crustáceos.

Também podemos citar as escritoras Therese Stutzer (1841-1916) e Gertrud Gross-Hering (1879-1968), que tiveram sucesso de público e crítica, principalmente na Alemanha. E muitos outros nomes, vindos da Europa, América Latina e de outros estados brasileiros, ajudaram a construir a identidade criativa do estado nas décadas passadas.

O fato é que por motivos políticos, geográficos ou econômicos, Santa Catarina se tornou um caminho para pessoas ligadas aos campos criativos. A Versar conversou com nomes importantes de diversas áreas, que escolheram o estado para viver e produzir.

“Devo a Florianópolis esse desaceleramento”

Mario Prata (Foto: Divulgação)

Mario Prata foi um deles. Autor de novelas que marcaram época na televisão brasileira, como Estúpido Cupido (1976) e Bang Bang (2005), e de sucessos de crítica e público no teatro, como Fábrica de Chocolate (1979) e Besame Mucho (1982), Prata também foi um frequentador habitual da lista dos autores mais vendidos da literatura brasileira contemporânea, com títulos como Schifaizfavoire – Dicionário de Português (1994), Diário de um Magro (1997), Minhas Mulheres e Meus Homens (1998) e Purgatório (2007).

Mineiro de Uberaba, depois de 35 anos morando em São Paulo (com algumas passagens por Rio e Lisboa), o escritor resolveu mudar de ares em busca de outro estilo de vida:

— Eu bebia e fumava muito, de ansiedade, de nervoso, de estresse. Meu caçula já tinha 18 anos, já estava encaminhado, e eu naquela loucura de São Paulo, gás carbônico para todo lado. Essa mudança foi muito importante para a minha vida, eu parei de beber, parei de fumar. Devo a Florianópolis esse desaceleramento.

E continua:

— Eu estava encantado com duas cidades, Goiânia e Londrina. Mas o escritor Fernando Morais me mandou um e-mail dizendo: antes de fechar com qualquer cidade, tente conhecer Floripa.

No mesmo dia, Prata viu um anúncio de página inteira de uma companhia aérea Gol, no principal jornal de São Paulo, sobre o primeiro voo direto entre São Paulo e Florianópolis, para o dia seguinte e por um preço promocional. Não teve dúvidas: comprou uma passagem e ligou para Celso Nunes, diretor de teatro que estava morando na Ilha e descreveu uma vista incrível de seu apartamento (e informou que havia um imóvel no condomínio para venda).

No dia 17 de janeiro de 2001, Prata embarcou no tal primeiro voo, que contou com a presença do então vice-presidente da companhia. Quando avião se aproximou da Ilha, foi anunciado que o avião daria uma volta por toda a Ilha, em comemoração, voando relativamente baixo.

— Fiquei encantado. Fiquei como um moleque vendo a paisagem. Floripa me pegou pela beleza, em primeiro lugar, o ar. Tem uma frase que eu gosto de dizer, mas até parece do Edir Macedo (risos): Florianópolis é ar e luz. O ar e a luz daqui me cativaram muito. No inverno tem um céu de um azul que eu não vi em lugar nenhum na minha vida.

Quando chegou ao apartamento, a vista era realmente incrível, e tudo foi se encaixando. E desde então mora em Canajurê, como gosta de dizer, basicamente na divisa dos bairros de Jurerê e Canasvieras.

— Eu morei em 30 casas, e essa é a em que estou mais tempo. Gosto desse espírito de cidade pequena, da cordialidade. Espero poder completar ao menos 25 anos aqui.

Florianópolis é o cenário de seus dois romances policiais, protagonizados pelo detetive Ugo Fioravanti: Sete de paus (2008) e Os viúvos (2010). E está fechando o terceiro, também com a Ilha como pano de fundo e seu intrépido detetive. Prata se derrete pelo Estado, mas levanta uma ressalva:

— Conheço todos os estados brasileiros, com exceção de Roraima. Não há um estado com tanto potencial turístico quanto esse. Não podemos ficar reféns apenas dos argentinos, a Secretaria de Turismo do estado me parece ineficiente. O estado deveria ser vendido para o mundo todo com precisão.

No caminho inverso

Beto Shibata (Foto: Arquivo Pessoal)

O artista gráfico e designer Beto Shibata, 42 anos, também largou a correria de São Paulo, há quase três anos, e veio com a família para Jaraguá do Sul, no Norte do estado.

— Cheguei em novembro de 2015. Na busca por um ritmo mais tranquilo de vida, aliado com um espaço profissional onde pudesse investir dentro da minha área, eu vi a Firmorama (agência de design da qual se associou) com muito potencial para expansão de serviços criativos através da inteligência estratégica, e qualidade de entrega estética.

Trouxe na bagagem a experiência de gerente de promo e gráficos da MTV Brasil, diretor de arte da Revista da MTV, editor de arte da revista Trip e diretor de criação na F/Nazca Saatchi & Saatchi. Suas ilustrações também já estamparam páginas na Theme Magazine (Estados Unidos), Peel Magazine (Estados Unidos), Rojo Magazine (Espanha) e Gudberg Magazine (Alemanha). Em 2009, Shibata foi selecionado para o calendário da revista digital japonesa Shift e participou da exposição coletiva 100 Postcards From World New Creators – Sunshine Studio (Japão) e Synth Eastwood (Irlanda). Hoje, do interior catarinense, atende clientes como Coritiba Football Club, Evino, Itaipava, Sportv, Viacom, Sooner, Brahma, O Boticário e Espn.

— Temos muitas oportunidades por morarmos em uma região industrial, voltada ao mercado de moda, principalmente, e outros importantes segmentos da indústria — analisa.

Shibata elenca como principais vantagens de se morar em Jaraguá do Sul a qualidade de vida, agilidade nos deslocamentos do dia a dia, segurança pública e o contato com a natureza, que era um dos fatores que mais sentia falta em São Paulo. Mas da capital paulista sente falta da variedade gastronômica e das opções culturais.

— Quando viemos para cá, observei uma geração mais nova chegando em São Paulo, e coincidentemente algumas pessoas eram de Santa Catarina, buscando oportunidades na carreira profissional e vivenciar o panorama de abundância cultural. Então acredito que a movimentação acontece nos dois sentidos, da cidade pequena para as grandes cidades e das grandes cidades para as cidades pequenas, como num processo natural de renovação.

Nos movimentos da natureza

Camila Seeger
Camila Seeger (Foto: Diorgenes Pandini)

A palavra renovação também impulsionou a chilena Camila Seeger, 32 anos, a deixar a capital Santiago para morar na calma praia da Gamboa, em Garopaba, no Sul do estado. Artista cênica, dançarina contemporânea e professora de Axis Syllabus ( método de ensino e treinamento do movimento que parte da combinação de conhecimentos de diferentes áreas – como a cinesiologia, biomecânica, fisiologia, a física, psicologia, a sociologia e a pedagogia). Camila estudou dança no centro de dança Espiral e fez sua licenciatura em artes cênicas na Universidad Mayor, em Santiago do Chile. Se especializou em análises do movimento desde a perspectiva do Axis Syllabus entre 2008-2015 na Europa, América do Norte e Brasil.

Mora há dois anos na Gamboa com o marido, o brasileiro Rafael, e o filho Gael, de um ano. O motivo: quis criar uma família com qualidade de vida, se inspirar na natureza e observar como isso rearticula sua perspectiva criativa.

— Estou trabalhando direto nas dunas e na praia da Gamboa e região, explorando dança e landscape. São cenários incríveis para estudar o movimento em diversas superfícies e explorar o mundo da videodança. Definitivamente, morar aqui está me abrindo novas portas de exploração que antes não pareciam tão inspiradoras como agora. Ao mesmo tempo, viver aqui está me desafiando a gerar instâncias de troca com artistas do meu interesse que não moram aqui. Como estabelecer diálogos com a cidade é um questionamento que me interessa. Nesse sentido, sinto que este lugar está abrindo novos caminhos criativos para mim — reflete.

Depois de morar em Santiago (no Chile), em Bruxelas (na Bélgica), e em Viena (na Áustria), Camila pesa os prós e contras da nova escolha:

— Certamente sinto falta das facilidades que oferecem as cidades maiores por gerar redes de criação e de troca artística. Nesse sentido sim, saudades dos centros culturais que abordam as artes e a pesquisa. Fiquei um mês trabalhando no Chile, recentemente, e percebi aquele mergulhar na ação do trabalho, na troca com outros pares. Isso acontece muito naturalmente no contexto urbano, faminto pelas artes. Aqui, a fome é outra ou diferente, e ter as duas está sendo muito nutritivo. Está sendo muito inspirador e posso sentir como a minha experiência, o meu corpo, a minha atividade está sendo expandida.

Entre o agito e a tranquilidade

José Geraldo Couto (Foto: Arquivo Pessoal)

A fome, também por tranquilidade, impulsionou o crítico de cinema, jornalista e tradutor José Geraldo Couto, 61 anos, a trocar São Paulo pela capital catarinense há 19 anos. Veio em busca de uma vida mais tranquila, segura e saudável, do que a que estava levando com sua família em São Paulo.

— Tínhamos um filho de oito anos e queríamos que ele crescesse com mais liberdade e contato com a natureza. Tínhamos alguns amigos na cidade, vínhamos para cá de vez em quando e vimos que era possível e conveniente morar aqui. Esse “nós” se refere a minha mulher na época, a jornalista e escritora Milu Leite, que continua feliz e adaptada à Ilha, assim como nosso filho, que está se graduando na Udesc — conta.

Couto é formado em História e em Jornalismo pela USP. Trabalhou durante mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e três na revista Set. Escreveu para as revistas Bravo, Carta Capital, Cult, República, Interview, Bizz e Época, entre outras. Publicou, entre outros, os livros André Breton, Brasil: Anos 60, Florianópolis (coleção Cidades do Brasil, da Publifolha) e Futebol brasileiro hoje, e participou com artigos e ensaios dos livros O cinema dos anos 80, Folha conta 100 anos de cinema e Os filmes que sonhamos. É sócio-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e assina uma coluna de cinema no blog do Instituto Moreira Salles.

Mas a questão profissional não parece tão fácil:

— O mercado de trabalho na minha área (jornalismo, comunicação, tradução de livros) é bastante limitado, sobretudo se compararmos com os grandes centros. Na verdade, trabalhei pouco para empresas locais. Só dei aulas no curso de Cinema da Unisul, em Palhoça, durante um ano e meio, e alguns cursos livres em centros culturais locais, como a Barca dos Livros, o Museu Victor Meirelles e o Sítio. No mais, sigo trabalhando para publicações e editoras de São Paulo e do Rio. Por outro lado, a vida mais tranquila que tenho aqui me possibilitou assumir mais trabalhos de tradução (ainda que para editoras paulistas e cariocas).

Radicado na Lagoa da Conceição, acredita que achou seu lugar no mundo.

— É o bairro ideal para o meu temperamento, com sua mistura cultural (nativos e forasteiros, samba e rock, hippies e pescadores), sua proximidade com a natureza (a mata, as dunas, a lagoa propriamente dita), sua convivência entre agito e tranquilidade. Mas sinto falta de uma programação cultural mais diversificada, em termos de cinema, exposições, shows. E dos amigos que tenho em São Paulo, claro. De mais nada.

Amor também é argumento

Bia Mattar
Bia Mattar (Nilson Bastian/Divulgação)

A tranquilidade é a prerrogativa oficial de muitos, mas o amor também aparece na lista. Bia Mattar, 52 anos, chegou em Florianópolis em 1989. Como toda paulista, cansada de tanto trânsito e violência, escolheu Santa Catarina como cidade para melhorar sua qualidade de vida, mas confessa que o real motivo foi que estava apaixonada pelo então namorado, hoje marido, e aceitou o “larga tudo e vem comigo pra Floripa”, onde se encaixou na histórica academia de dança Albertina Ganzo.

Bia convivia com a dança desde os quatro anos de idade, já que sua mãe era egressa da Escola Municipal de Ballet de São Paulo. Formada em dança clássica pela Escola de Ballet Evelyn, Bia frequentou diversos cursos ao longo de sua carreira no Brasil e Estados Unidos. Entre eles clássico, jazz, contemporâneo, especializando-se em sapateado, em que é reconhecida internacionalmente. Fundou a primeira escola especializada em sapateado de Santa Catarina, em 2005. Completa 38 anos de profissão como bailarina, professora e coreógrafa. Em 2017, recebeu a comenda de mérito cultural Cruz e Sousa do Estado de Santa Catarina.

— Há cinco anos me mudei para Balneário Camboriú, novamente seguindo o amor, porque meu marido é professor na Univali, em Itajaí, e como qualquer processo de desenvolvimento urbano, ficou muito cansativo para ele ir e vir de Floripa todos os dias. Minha alma livre de artista me fez desapegar de casa, de minha escola de dança. A vinda para Balneário novamente me proporcionou novos desafios que assumi junto à Fundação Cultural de Balneário Camboriú em 2017.

Atualmente é gestora de cultura na Fundação Cultural de Balneário Camboriú e proprietária de um escritório de projetos da Economia Criativa, em que presta consultoria técnica para elaboração de projetos culturais e captação de recursos através de Leis de Incentivo.

O mar como inspiração

Josely Vianna Baptista (Foto: João Urban/Divulgação)

Josely Vianna Baptista, 61 anos, trocou Curitiba por Florianópolis há mais de 10 anos. Josely é uma das mais instigantes poetas brasileiras, além de tradutora e editora. Publicou Ar (1991), Corpografia (1992), Outro (2001, em colaboração com Maria Angela Biscaia e Arnaldo Antunes), A Concha das Mil Coisas Maravilhosas do Velho Caramujo (2001, que recebeu o VI Prémio Internacional del Libro Ilustrado Infantil y Juvenil do Governo do México em 2002), Los poros floridos (2002), Sol sobre nuvens (2004), Terra sem Mal (2005) e Roça barroca (2011), que recebeu o Prêmio Jabuti de Poesia, entre outros.

Tradutora de literatura hispano-americana e ameríndia, com mais de 100 títulos traduzidos, integrou o corpo de tradutores das obras completas de Jorge Luis Borges. A paranaense começou a praticar mergulho em apneia aos 16 anos, e desde então teve vontade de ler (e escrever) olhando pro mar. A paisagem de Florianópolis, inclusive, é uma das estrelas de seu livro Os poros flóridos, publicado no Brasil e no México. Seu livro Roça barroca, que traz poesia, tradução, ensaio, também veio encontrar sua forma final entre a mata atlântica, céus espetaculares e o mar.

Aliás, o trabalho se desdobrou também em exposições de poesia e arte visual com o artista plástico Francisco Faria, que tem feito séries maravilhosas de desenhos da paisagem catarinense. Uma de suas traduções mais importantes e difíceis, a do monumental Popol Vuh (o livro sagrado dos maias), foi feita na Ilha, “onde a inspiração e os deuses dançam nas barbas-de-velho das figueiras e respiram até na cor das corolas dos hibiscos.”

Josely trabalha agora no projeto “Rio Vermelho”, uma cartografia de linguagens e imagens peregrinas a ser traçada com as múltiplas vozes, tempos e histórias dessa misteriosa praia. A Ilha é realmente sua paixão:

— Já peregrinei por ela, e agora estou num lugar repleto de universitários, com muita vida e alegria e movimento, e ao mesmo tempo que ouço ruído de motores e sirenes constantes, pela janela emoldurada por figueiras veneráveis me chegam, de manhãzinha e ao entardecer, os cantos de um mosteiro vizinho. Também é encantador o som das vassouras de piaçava varrendo as folhas que caem das figueiras. Gosto dessa “coexistência de contradições” que, para mim, diz muito de Floripa.

Essa coexistência de contradições, rica num estado multifacetado culturalmente como Santa Catarina, é uma estrada aberta para profissionais de diversas áreas, que chegam todos os anos no estado, deixando aqui um legado e expandindo as nossas fronteiras criativas. Afinal, “a criação é a mais eficaz de todas as escolas de paciência e de lucidez”, como já afirmou o escritor e filósofo Albert Camus.

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