Artistas como Fernanda Montenegro e Ludmilla cantam pelos direitos humanos

Anistia Internacional lança a música "Manifestação" em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

artistas direitos humanos
Fernanda Montenegro. News Assessoria & Comunicação / Divulgação

Artistas brasileiros dos mais variados gêneros se reuniram para lançar um videoclipe em comemoração dos 57 anos do movimento global da Anistia Internacional e dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A música Manifestação traz participações de Chico Buarque, Fernanda Montenegro, Criolo e outro 30 artistas brasileiros em uma letra que trata de diversos tipos de violações de direitos humanos recorrentes no Brasil, além de lançar um clamor à sociedade para que se mobilize.

Participaram da gravação nomes como Ludmilla, Criolo, Pericles, Rael, Rico Dalasam, Paulo Miklos, As Bahias e a Cozinha Mineira, Luedji Luna, Rincon Sapiência, Siba, Xenia França, Ellen Oleria, BNegao, Felipe Catto, Chico César, Paulinho Moska, Pretinho da Serrinha, Pedro Luis, Marcelino Freire, Ana Canãs, Marcelo Jeneci, Márcia Castro, Russo Passapusso, Larissa Luz, Ludmilla e Chico Buarque. Além dos cantores, a gravação contou a participação das atrizes Camila Pitanga, Fernanda Montenegro, Letícia Sabatella e Roberta Estrela D’Alva.

A banda é formada pelos músicos Benjamin Taubkin (piano), Os Capoeira (percussão), Siba (rabeca), Marcelo Jeneci (acordeon), Emerson Villani (violões e guitarra), Robinho (baixo), Samuel Fraga (bateria), DJ Nyack (pickups) e Beto Barreto (guitarra baiana).

Segundo a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck:

— O lançamento deste clipe é um marco para lembrarmos que, mesmo após 70 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos, a mobilização para que nossos direitos sejam garantidos continua sendo crucial. A letra da música descreve graves violações de direitos humanos, como a violência que sofre as populações negra, indígena, quilombola, LGBTI, bem como refugiados, mulheres e pessoas que vivem em favelas e periferias. No país que tem o maior número de pessoas assassinadas por ano, a canção-protesto transmite a força e ânimo que tanto precisamos para continuar lutando.

A composição é dividida em 117 versos escritos por Carlos Rennó e musicados por Russo Passapusso, Rincón Sapiência e Xuxa Levy. No repertório de denúncias, a canção mostra a indignação diante dos mais de 61 mil homicídios cometidos por ano no país; do racismo que atinge de formas perversas a sociedade; o machismo e a LGBTfobia que faz com que pessoas sejam mortas, agredidas e humilhadas por sua individualidade; da falta de moradia e de outros direitos violados no cotidiano de uma parcela significativa da população brasileira.

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