“Assédio”: série exclusiva do Globoplay estreia na TV aberta nesta segunda-feira

NSC TV exibirá o primeiro episódio da produção baseada no caso do médico Roger Abdelmassih

Assedio
Série é uma das apostas do serviço de streaming da Globo. Foto: Ramón Vasconcelos / TV Globo/Divulgação

Assédio, série que estreou no mês passado pela plataforma Globoplay, será exibida na NSC TV na noite desta segunda-feira (15), às 22h45min, após a novela Segundo Sol. Uma das apostas do serviço de streaming da emissora, a obra ficcional conta a história de uma rede de mulheres que se forma para denunciar uma série de abusos sexuais cometidos por um médico bem-sucedido e respeitado.

O primeiro episódio da produção irá ao ar sem intervalo nesta segunda. Ainda não há data prevista para exibir a série na íntegra pela TV aberta. A iniciativa é uma reprise da tática utilizada para divulgar outra atração do serviço de streaming da emissora, a série americana Good Doctor, que teve seus dois primeiros episódios exibidos como “telefilme” também numa segunda-feira.

A saga começa quando uma dessas mulheres rompe o silêncio e torna público o que até então era restrito ao consultório. Só que essa história é baseada em um história real bem conhecida dos brasileiros: o caso do médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por estupro contra 39 mulheres, em 2010.

Escrita por Maria Camargo, a minissérie é livremente inspirada no livro A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih, de Vicente Vilardaga. Cabe a Antonio Calloni o papel de interpretar o tal médico, chamado aqui de Roger Sadala, um especialista em reprodução humana e profissional até então com carreira irreparável. Porém, quando um grupo de mulheres se une em busca de justiça, a máscara dele começa a cair.

Ramón Vasconcelos / TV Globo/Divulgação
História trata do caso real do médico Roger Abdelmassih. Foto: Ramón Vasconcelos / TV Globo/Divulgação

Cena de estupro logo no primeiro capítulo

A minissérie, que tem 10 episódios, foi construída como se fosse um documentário. Vítimas como Stela, personagem de Adriana Esteves, relatam seus sofrimentos, enquanto os casos são rememorados como flashes. No primeiro episódio, Sadala, interpretado por Antonio Calloni, vive com sua tradicional família, mas esconde um outro lado, bem mais obscuro do que a traição a mulher, Glória (Mariana Lima), com Carolina (Paolla Oliveira), casada com um de seus amigos. O temperamento do médico é apresentado como o de um sujeito instável. Durante um jantar, por exemplo, ele perde a paciência e quebra objetos porque suas filhas não gostam da sua receita apimentada.

— Foi difícil de fazer porque tive que acreditar nele, mas nada do que é humano me é estranho. Há todas as possibilidades dentro da gente. Tirei perversão, ódio e até amor das minhas gavetas  — disse Calloni à Folha de S.Paulo.

Logo no início, a cena de estupro de uma de suas pacientes já revela a outra face do médico. Nela, Stela aparece semi-acordada quando é assediada por Sadala, logo após o procedimento de inseminação artificial.

Atrizes defendem a importância da produção em debater o assunto.

— A maioria das cenas de estupro em filmes são construídas a partir do olhar do homem, sempre com erotização. Estupro não é sexo, mas tem a ver com poder. É um crime de ódio e essa série retrata muito bem isso — argumenta Monica, que vive Carmen, uma das vítimas do médico.

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