Mulheres que amamentam podem doar para banco de leite humano

Por Dra. Luísa Aguiar da Silva, da Clínica Urogine

Na última semana, inúmeras pessoas compartilharam fotos e frases sobre a doação de leite em comemoração ao Dia Nacional da Doação de Leite Humano. Durante o ano, por várias vezes comemoramos dias ou mesmo o mês em homenagem à amamentação, numa tentativa de alertar, incentivar e informar as mulheres e suas famílias sobre a necessidade de ofertar leite materno ao recém-nascido.

A Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, sempre ressaltando a importância do leite humano para o bom desenvolvimento da criança.

Neste contexto, inúmeras mulheres não conseguem oferecer leite para os seus filhos por problemas na gestação, de saúde, ou mesmo por problemas na própria amamentação. Além disso, outras mulheres desconhecem que é possível doar leite sem prejudicar a oferta ao seu próprio filho.

Há contraindicação absoluta à doação individual de leite e ele precisa passar pelos bancos de leite para ser devidamente avaliado, examinado visando a detecção de agentes indesejáveis e, então, oferecido à criança.

Os bancos de leite oferecem ensinamento para esta prática, bem como o material necessário para o armazenamento e ainda coleta residencial, se for necessário. O Brasil possui o maior banco de leite humano do mundo e é referência internacional no tema, com mais de 200 unidades espalhadas pelo país. Toda mulher que amamenta é uma possível doadora. Basta ser saudável, não tomar nenhum medicamento incompatível com a amamentação, não fumar mais de 10 cigarros por dia, não beber álcool ou usar drogas ilícitas e realizar os exames específicos do pré-natal.

Na imensa lista dos receptores, estão recém-nascidos prematuros ou de baixo peso que não sugam; recém-nascidos com infecção internados na UTI, infectados, recém-nascidos portadores de imunodeficiência; recém-nascidos portadores de alergia a algumas proteínas; e outros casos, a critério médico.

As mamães doadoras são também beneficiadas dessa prática, já que a ordenha evita o empedramento das mamas (ingurgitamento mamário), as infecções desta fase como a mastite e mantém a produção de leite necessária para o seu filho. Além disso, ainda contribui para a saúde dos recém-nascidos necessitados.

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Dra. Luisa Aguiar
Luísa Aguiar da Silva Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela AMB Especialista em Uroginecologia pela Unifesp Professora da disciplina Materno Infantil da Universidade do Sul de Santa Catarina Proprietária junto com a Dra Raquel Aguiar – minha mãe – da Clínica Urogine