Barossa Valley, na Austrália, produz um dos Shiraz mais respeitados do mundo

Um pouco antes de pegarmos o último avião de volta aos EUA, devido a pandemia, visitamos a “cereja” da Austrália. Saímos de Melbourne e fomos até a cidade de Adelaide — a qual adoramos — e de lá fizemos um tour privado, que nos custou $480 dólares, para ficar o dia inteiro visitando vinícolas na famosa Barossa Valley.

Pegamos um guia local expert em Barossa, já tínhamos alguns nomes famosos para visitar, e foi quando ele nos propôs: “Que tal mesclarmos nomes famosos com vinhos excepcionais que só estão a venda aqui?”. Sem mais palavras!

Nossa primeira parada foi no belo Chateau Yaldara, e a surpresa foi encontrar um vinho espumante 100% Petit Verdot. Foi pra nossa adega (leia-se mala).

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Entre uma degustação e outra nos serviram um 100% Grenache de vinhas antigas.

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Naquele momento, começamos entender o guia, ele realmente queria nos levar em lugares especiais.

A próxima parada foi Rockford. A vinícola tem lista de espera para alguns vinhos. Será que são bons?

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É muito comum você encontrar em Barossa os GSM, um blend de Grenache, Shiraz e Mourvèdre (também conhecida como Mataro).

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A casa produz o “Basket Press Shiraz” vinho de alta gama, que esta entre os 10 melhores vinhos da Austrália. Só pode ser comprado na vinícola, máximo três garrafas por pessoa e com lista de espera. Estávamos encantados com os espumantes de uva tinta, então levamos um Black Shiraz, também só vendido no local.

Os vinhos são envelhecidos por muitos anos em carvalho antes de entrarem no processo Champenoise.

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Seguimos o passeio até a vinícola Grant Burge, onde o Sr. Meshach William Burge, foi um dos pioneiros no cultivo de uva na região de Barossa, por volta de 1860.

E por onde começamos a degustação? Nos espumantes de uvas tintas, é claro.

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Os donos da vinícola sabiam que estávamos por ali e vieram com um exemplar fora da degustação tradicional, especialmente para o Locoporvino. Se tratava do ícone da casa, que leva o nome de seu fundador, “Messhach”.

Um vinho “feito a mão” de vinhas de aproximadamente 100 anos, que passa por barrica americana e francesa, e mais dois anos e meio em garrafa antes de ir ao mercado. É o famoso “Big and Bold” de Barossa, que pode ficar 20 anos em sua adega e um dos motivos que muitos viajam a Austrália. Preço? $200 dólares na vinícola. Achou caro? Então espere para ver o que temos mais a frente.

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Apenas lembrando que a maioria das vinícolas oferecem ótimos exemplares de vinhos estilo Port e Sherry.

E segue o baile  — já falando alto, com os dentes escuros e sorriso no rosto — para a próxima parada, Château Tanunda. Considerado o maior e um dos mais antigos Châteaux da Austrália (1890).

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Entre os vinhos de alta gama e “limited release” estão os Hand Picked, Basked Pressed e Unfiltered.

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Tanunda é famoso por um personagem que você já tenha ouvido falar, Barack Obama.

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Um vinho deste Château foi servido ao ex presidente, em um cocktail de abertura de uma reunião do G20. É justamente o branco, 100% Semillon, 100 Year Old Vines do Château Tanunda.

Nós provamos o que foi elaborado com vinhas de 150 anos. Um vinho perfeito para ser tomado sozinho, sem comida, devido a suas características delicadas.

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E finalmente um dos vinhos que “paga a viagem” o top da casa “Everest”. Um produto que segundo os donos expressa a melhor de sua filosofia e das técnicas apuradas de enologia. Um vinho que une todas as melhores e mais caras técnicas, sendo colhido a mão, não filtrado e usando a técnica milenar de basked press. O vinho só é produzido em safras excepcionais e custa $300 a garrafa (na vinícola).

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Depois de tanta degustação já era hora de “rebolar os queixos” e fomos almoçar na vinícola Seppeltsfield, que oferece almoço harmonizado.

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Seguindo em busca dos estruturados Shiraz, paramos na vinícola Torbreck, uma vinícola inspirada na França, para uma degustação “limited release”, dos vinhos que não saem ao mercado todos os anos.

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São estas três destaques aqui:

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The Factor ($125) 100% Shiraz-Barossa Valley: um Barossa com taninos mais redondos e produzidos de vinhas antigas.

The Descendant ($125) 94% Shiraz, 6% Viognier-Marananga: uvas co-fermentadas the parcela única.

Runrig ($300) 98% Shiraz, 2% Viognier-Barossa Valley: um vinho comparado ao melhores de Rhône, na França.

E estes não são os mais caros, “the Laird”, 100% Shiraz de Barbosa, custa $750 dólares a garrafa e tem fila de espera.

De saideira ainda nos deram um “Les Amis” 100% Grenache, uma variedade plantada a mais de 150 anos na Austrália.

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Ufa… Isso tudo em um dia! Mas espere, não está faltando algo?

Sim… PENFOLDS! Afinal, você vai a Disney para ver o Mickey.

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Mais um das “vinícolas mais antigas da Austrália”, fundada em 1844, em Adelaide, por um imigrante inglês chamado Christopher Penfold.

Como vamos sair da Austrália sem visitar a casa do seu vinho mais famoso?

Pendfolds “Grange”, antes chamado de Pendfolds hermitage, é feito basicamente de Shiraz com uma pequena parte de Cabernet Sauvignon (se necessário) e que custa a bagatela de $1.000 a garrafa.

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É um dos vinhos mais buscados por colecionadores e até considerado um bom investimento. Se você quiser algo mais em conta, pode optar pelo “ Bin 389”, considerado o baby Grange. É envelhecidos em barris usados para os vinhos grange do ano anterior e possui um pouco mais de Cabernet Sauvignon em seu blend. Custa em torno de $80.

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Esta degustação foi para fechar com chave de ouro o passeio.

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Se você tiver pique, ainda pode passar em um supermercado e levar alguns Shiraz sem rótulo, vendidos por produtores locais.

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Enfim, foi uma bela maneira de passar o dia, não? Lembrando que se você for visitar a Austrália, vá com a mente aberta e deguste alguns Portos, Sherry, GSM, Grenache e seus espumantes tintos.

Esta é, com toda certeza, a melhor maneira de conhecer Barossa. Contratando quem entende do local e mesclar grandes nomes com preciosidades que você só pode provar lá, na Austrália.

Salud!