Belo Horizonte em um dia: O que conhecer na capital mineira

Visitamos cinco regiões de BH que nenhum visitante pode perder

Fotos: Stefani Ceolla

Um dia é pouco tempo para conhecer uma cidade. Ainda mais uma capital com 2,5 milhões de habitantes. Mas Belo Horizonte tem uma vantagem: muitos dos atrativos ficam perto um do outro, o que facilita a vida de quem não tem tanto tempo para fazer as paradas obrigatórias. Em visita à capital mineira na semana passada, à convite da Max – Minas Gerais Audiovisual — um evento super bacana que discutiu sobre o setor — sobrou um tempo libre para curtir os atrativos da cidade (que não são poucos). Confira uma lista com os locais que você precisa visitar se estiver em BH:

Mineirão

Meu roteiro de um dia na cidade começou cedo e pelo estádio Mineirão. Tem capacidade pra mais de 60 mil pessoas e foi reformado para a Copa do Mundo de 2014 — e foi palco do famigerado 7×1. É incrível, gigante e reconhecido por adotar práticas sustentáveis. No estádio, fica o Museu Brasileiro do Futebol. Além de guardar a história da maior paixão nacional, o museu é super bacana pra levar as crianças, por ter muito conteúdo interativo. Além disso, é possível fazer um tour guiado pelo estádio e ir até as arquibancadas, banco de reservas, vestiários, percorrer os corredores. Uma super passeio por um dos maiores estádios do Brasil. A entrada custa R$ 20, e tem opção de meia-entrada.

Conjunto Moderno da Pampulha

Perto do Mineirão está a Lagoa da Pampulha. É possível ir a pé e conhecer os atrativos do Complexo Moderno, considerado um Patrimônio Mundial pela Unesco. A lagoa, por si só, é linda — apesar da poluição. Em suas margens, estão a Igreja São Francisco de Assis, o Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (atual Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte) e o Iate Golfe Clube (hoje Iate Tênis Clube), construídos quase simultaneamente entre 1942 e 1943, e a residência de Juscelino Kubitschek (atual Casa Kubitschek), construída em 1943.

Os traços marcantes de Oscar Niemeyer estão presentes. O arquiteto concebeu as ideias do projeto arquitetônico que compreende o Iate Tênis Clube, o Cassino, a Casa do Baile e a Igreja de São Francisco de Assis (atualmente em reforma).

É possível ir até eles a pé, mas aviso que a caminhada é longa, e o calor é forte! Confesso que houve certa frustração por esperar grandes exposições nos espaços, o que quase não havia. Mas o que percebi é que as obras de arte são as próprias construções, que inspiraram uma arquitetura moderna e ousada pelo entorno.

Praça da Liberdade

No entorno desta praça que fica na região central de BH, estão prédios históricos, museus e construções modernas que contrastam com aquelas de antes da República. A praça, em si, está em obras e fechada, mas o canteiro foi circundado por tapumes que estampam obras de artistas de rua e formam um grande e colorido mural.

Minha parada na praça foi o Centro Cultural do Banco do Brasil, um prédio histórico, imponente e super conservado, onde, pra minha sorte, estavam expostas obras do artistas Jean-Michel Basquiat. A entrada era gratuita.

Mercado Central

Você chega em BH, anuncia que é de fora e logo vem a sentença: “Você precisa conhecer o Mercado Central”. É o mercado público da cidade onde podem ser encontradas todas as deliciosas iguarias que fazem parte da gastronomia mineira. Queijo, muito queijo!

O mercado é um fervo. Gente por todos os lados, bares lotados e lojinhas em que é possível encontrar de tudo. De fato, não se pode ir a BH sem passar por lá. E trazer na mala queijo, goiabada, doce de leite…

Não fica muito longe da Praça da Liberdade. Também é possível ir a pé.

Museu de Artes e Ofícios

Fica na Praça da Estação, outro prédio histórico maravilhoso e super conservado. O diferencial desse museu é que não tem aquelas obras de arte super conceituais. São objetos que fazem parte das nossas casas, do nosso cotidiano.

Também dei sorte de encontrar por lá a exposição Quando o Cinema se Desfaz, de Solon Ribeiro, que fazia parte da programação da Max. O artista cearense apresenta um recorte de produção do artista através de vídeos, fotografias e instalações, com base em fotogramas de filmes do cinema clássico das décadas de 1920 a 1960. Nos anos de 1990, Ribeiro herdou de seu pai uma coleção (iniciada por seu avô, nos anos 50) de mais de 20 mil fotogramas que mostravam, em geral, protagonistas de filmes clássicos de Hollywood. Com vídeos e novas imagens fotográficas, o artista ressignifica a coleção familiar, criando novos contextos e sentidos para as cenas originais. Ela fica aberta até novembro.

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