Biquíni Cavadão apresenta em SC disco que homenageia Herbert Vianna

Bruno Gouveia, vocalista do Biquíni Cavadão, conversou com a Versar sobre o novo trabalho

Biquíni Cavadão
Foto: Divulgação

No dia 21 de setembro, Biquíni Cavadão retorna a Santa Catarina para show em Jaraguá do Sul. A apresentação encerra a turnê do disco As Voltas que o Mundo Dá e apresenta o novo trabalho da banda, que homenageia Herbert Vianna, de Os Paralamas do Sucesso.

Bruno Gouveia, vocalista do Biquíni Cavadão, conversou com a Versar sobre o novo disco, o show em SC e canções de protesto, como a clássica Zé Ninguém, lançada na década de 1990, mas que continua atual. Confira:

O que o público pode esperar do show em Jaraguá do Sul?

Nós tocamos ano passado na cidade, foi ótimo. É praticamente o encarramento dessa turnê. Vamos aproveitar pra adiantar alguma coisa do novo disco, Ilustre Guerreiro, que nós já gravamos. Todas as músicas são em homenagem ao Herbert Vianna, só com canções dele. O Herbert foi responsável pelo nome Biquíni Cavadão, nos apoiou muito. O disco tá pronto e vai sair no fim do ano. Terminamos de gravar agora.

O Herbert Vianna já ouviu o novo disco?

Ainda não ouviu. A gente está fazendo os retoques finais. Quando ficar tudo pronto, a gente vai apresentar.

No repertório estarão canções clássicas, como Zé Ninguém? Você acredita que ela continua atual?

Ela não falta em nenhum show! Eu fiz uma canção que tem 26 anos e parece que foi feita há 25 dias. É uma canção de crítica social, não é política. Ela foi cantada tanto para tirar o Collor quanto para tirar a Dilma. Na verdade, ela expressa a sensação que o brasileiro ainda vive de se sentir um Zé Ninguém. Quando a gente vê essa tragédia que aconteceu essa semana com o Museu Nacional, é uma sensação de impotência. Foi uma coisa tão deprimente olhar pra tudo aquilo, pra uma tragédia anunciada há mais de 20 anos. Não tem como não se sentir um Zé Ninguém. A gente se sente desprotegido. É um problema de todos nós. Os culpados disso somos todos nós, todas as administrações. Gastou-se com o amanhã [com a construção do Museu do Amanhã], mas não se preservou o passado. O mais importante não é revirar as cinzas, é a gente ver que essa é a ponta de um enorme iceberg.