Bruna Marquezine diz que já sofreu assédio em gravações: “Não percebi a gravidade”

Eleita it girl de 2018 em Portugal, atriz brasileira estrela ensaio e é a capa da GQ

Bruna Marquezine estrela ensaio da revista GQ Portugal. Foto: Branislav Simoncik / GQ Portugal/Divulgação

Depois de ser eleita a it girl de 2018 pela GQ Portugal, Bruna Marquezine estampa a primeira capa da revista em 2019. Em entrevista à publicação, Bruna abriu o jogo sobre diversos assuntos, entre eles feminismo e assédio.

– Eu costumo dizer que eu me tornei feminista e que me torno cada vez mais. Porque eu não nasci feminista, não venho de um lar feminista, nem venho de um meio feminista, mas há uns anos, poucos anos, eu venho me consciencializando. E venho vendo o quanto é importante, também por essa pressão dos homens, que eu preciso de me consciencializar.

Ela lembrou de algumas situações machistas que já viveu no meio artístico e comentou sobre a importância da conscientização das mulheres sobre o assunto:

– As mulheres têm aprendido a ser mais críticas e também mais intolerantes. E que bom! A partir do momento em que eu me comecei a conscientizar, eu não deixei mais que isso acontecesse. Mas antes sim, muitas vezes. Muitas vezes me senti desrespeitada, muitas vezes, no momento em que aconteceu, não percebi a gravidade daquilo que estava acontecendo, mas anos depois, já com entendimento, comecei a perceber quantas coisas eu tinha deixado passar. E o quanto essas coisas me feriram, sem que eu percebesse. Principalmente neste meio. Num set de gravação normalmente a maioria dos profissionais são homens, então eu já me senti muitas vezes assediada sem perceber. Houve coisas que já me traumatizaram e hoje eu sei que era assédio.

 

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Sem dúvida esse foi um dos ensaios mais lindos que eu já fiz! Obrigada @gqportugal 💜 By the amazing @branislavsimoncik

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Sobre seu relacionamento com o jogador Neymar, que começou em 2013 e teve várias idas e vindas,  Bruna comentou que, do ponto de vista profissional, um namoro midiático pode atrapalhar a carreira.

–  Para críticos de arte, um namoro com tanta exposição não é visto com bons olhos. E o que eu prezo é a arte. Mas eu jamais deixaria de viver algo, e não falo apenas de um relacionamento, eu jamais deixaria de fazer algo que quero, em que acredito, pensando somente na minha profissão – ponderou.

– Eu acho que infelizmente as pessoas ainda têm esse raciocínio medíocre e machista, mas é algo que realmente nunca me incomodou, porque sei bem como foi o meu percurso.

A atriz brasileira ainda aproveitou a deixa para falar sobre relacionamentos tóxicos.

– Já achei que ciúme era uma forma de demonstrar carinho e amor. Eu já achei que ter um parceiro que controlava um pouco o que eu vestia era uma forma de mostrar que ele estava com medo de me perder e isso era amor. Mas por experiência própria, eu vi o quanto isso era tóxico.

Bruna é a capa da edição de janeiro da GQ portuguesa. Ela compartilhou o vídeo do making off na sua conta no Instagam:

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