The Voice Brasil: Cadu Duarte, o catarinense que se destaca no time de Lulu Santos

Natural de Alfredo Wagner e morador de São José, na Grande Florianópolis, ele passou para a próxima fase do reality na noite desta quinta-feira

Cadu Duarte
Foto: Guilherme Tonial/Divulgação

Ao som de Feeling Good, Cadu Duarte enfrentou, na noite desta quinta-feira, a batalha do The Voice Brasil ao lado de Ian Alone e foi o escolhido para continuar no time de Lulu Santos. O catarinense de Alfredo Wagner, e que hoje mora em São José, segue na disputa do reality. Assim como Marine Lima, de Catanduvas, Cadu voltará aos palcos na próxima etapa para as apresentações ao vivo, e contará com o apoio do público para a votação.

Aos 29 anos, o jovem catarinense já tem na bagagem anos de envolvimento com a música. Aos quatro começou a cantar e lembra de participar de festivais e competições antes mesmo de aprender a pronunciar as palavras direito.

— Comecei a cantar em festivais com uns cinco ou seis anos. Lembro de participar de uma competição onde eu quase não sabia falar, acho que é por isso que acredito tanto que nasci para cantar.

cadu duarte
Foto: Arquivo pessoal

Cadu não teve referências de músicos em casa. Pelo contrário, foi ele que incentivou a irmã mais nova a também seguir na música. Fã incondicional de Sandy e Júnior, ainda criança escutava com os pais grandes músicos nacionais.

— Na minha casa eu sempre escutei muita música. Eu lembro que meus pais gostavam de ouvir Chitãozinho e Xororó, Roberto Carlos, Tonico e Tinoco, esses sertanejos mais regionais que meu pai era apaixonado. Mas houve um momento em que eu fiquei totalmente mergulhado em Sandy e Júnior, e eles foram minha paixão. Eu tinha todas as fitas cassetes e sabia cantar todas as músicas. Minha irmã me escutava ensaiando e depois acabou me acompanhando. Hoje ela canta na igreja.

Para o cantor que hoje canta em uma banda em casamentos, eventos e formaturas, cantar nunca foi um problema, sempre foi algo natural, mas o nervosismo o acompanhou e em alguns momentos ele revela que precisou parar de cantar por conta da pressão que enfrentava.

— Na verdade a minha infância toda eu tenho lembranças cantando, mas é claro que não são só boas lembranças. Eu lembro de ser uma criança muito pressionada. Eu tive todo o apoio dos meus pais. Cantava em coral, na igreja, tinha os músicos que tocavam comigo. Mas tinha essa pressão de sempre estar com a voz boa, de sempre estar preparado para cantar. Eu sempre fui muito crítico e ansioso, acho até que as pessoas por confiarem muito em mim acabavam depositando muita responsabilidade e eu acabava carregando esse peso. Quando criança eu tive que parar de cantar por alguns momentos, porque eu ficava realmente muito nervoso. Meu psicológico fazia essa pressão.

Ansiedade que Cadu carrega até hoje. Na batalha às cegas em que foi selecionado para fazer parte do time de Lulu Santos, o cantor revela que ficou quase sem reação ao saber que estava vivendo a realização de um sonho.

— Quando eu vi que o Lulu tinha virado, eu estava com o grau de adrenalina lá no céu e ainda tinha que responder as perguntas. Eu confesso que não tenho muita lembrança. Tanto que perguntaram meu nome – e claro, na edição não aparece -, mas eu demorei uns cinco segundos para responder. Porque eu não conseguia. Mas eu lembro que eu fui tomado por uma alegria imensa que eu tinha vontade de deitar no chão, de gritar, de sair correndo por aquele palco.

Desde a primeira edição do programa, em 2012, Cadu se inscreve para participar do The Voice Brasil, mas somente agora foi chamado para as audições e reconhece que este foi o melhor momento.

— Eu sonhei participar desse programa desde a primeira edição, eu sempre me inscrevi, mas nunca fui selecionado para as audições à cega. E hoje, estando no meio desse meu sonho eu agradeço por ter conseguido somente agora, porque vejo que estou mais maduro. É o momento certo.

Trajetória

Formado em jornalismo, o jovem chegou em Florianópolis aos 17 anos para cursar a faculdade, mas nunca chegou a atuar na área.

— Assim que me formei eu entrei para uma companhia de teatro aqui de Florianópolis. Na Cia. Grito entrei como cantor, mas foi ali que eu aprendi a interpretar e dançar. Foram seis anos de uma escola maravilhosa.

cadu duarte
Foto: Arquivo Pessoal

Hoje Cadu já vive de música e está à frente da banda Projeto Z, que para ele também trouxe vários ensinamentos.

— Hoje trabalho na banda que eu sempre sonhei, a Projeto Z (antiga Zawajus). Entrei como vocalista, e hoje acabo viajando todo o sul do país fazendo formatura, casamentos e eventos. Na banda eu estou há quase três anos. Eu nunca imaginei trabalhar na noite, eu até dizia que não queria trabalhar assim, mas é uma escola. Depois do teatro é o lugar que eu mais aprendi.

O teatro para Cadu sempre esteve em primeiro lugar, mas infelizmente não conseguiu com ele viver daquilo que mais ama, cantar.

— Eu sempre fui apaixonado por musical, só que infelizmente na nossa região eles não são muito valorizados e eu não consegui me manter e ter um retorno financeiro. A banda me permitiu realizar o sonho de viver só de música. Durante muito tempo eu também dei aula de música, mas agora por conta do programa eu precisei parar com as aulas. O shows continuo seguindo a agenda, já que os compromissos são no fim de semana e as gravações do The Voice são em dias de semana.

Cadu se prepara agora para as apresentações ao vivo, além do reconhecimento do público ele irá contar com o voto e a torcida que já o acompanha.

— Eu estou recebendo muitas mensagens do Brasil inteiro e até de fora do país. Minha vida está uma loucura boa.

A loucura que ele se refere é a realização de um sonho, agora não mais o de conseguir viver da música, mas o de ser reconhecido por aquilo que ele sempre buscou, sempre estudou e buscou se aperfeiçoar.

— Eu acho quando a gente é artista o que a gente mais deseja é que mais pessoas conheçam o nosso trabalho, no meu caso, a minha voz e minha entrega, e principalmente percebam esse amor que eu tenho pela música. O programa para mim era uma oportunidade de alcançar mais gente com a minha música e era isso que eu fui buscar no programa. E estou vivendo isso, essa realização.