Carolinie Figueiredo desabafa sobre cobrança para ser magra desde a infância: “Precisa dar uma secadinha”

Atriz fez um post nas redes sociais contando que lutou a vida toda com a balança

Atriz ficou conhecida por interpretar a personagem Domingas, de "Malhação". Foto: Instagram / Reprodução

A atriz e influencer Carolinie Figueiredo, 29 anos – conhecida por interpretar a personagem Domingas na novela Malhação –, fez um desabafo nas redes sociais sobre a cobrança que sofre em relação ao seu corpo desde a infância. Junto de uma foto em que aparece de costas e sem blusa, ela postou um texto sobre como foi afetada pela imposição dos padrões de beleza.

“Eu li que a maior forma de reprimir uma mulher é impondo a ditadura da beleza aos nossos corpos. Eu desde muito cedo escuto: você é linda, seu rosto é lindo, só precisa dar uma secadinha/fechadinha. Como sou atriz desde os 5 anos, eu comecei ouvir essas frases desde muito cedo. Permaneci minha vida inteira lutando com a balança”, revelou Carolinie, que é mãe de Bruna, oito anos, e Theo, seis anos, fruto do casamento com o ex-marido Guga Coelho.

 

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Eu li que a maior forma de reprimir uma mulher é impondo a ditadura da beleza aos nossos corpos. Eu desde muito cedo escuto: você é linda, seu rosto é lindo, só precisa dar uma secadinha/fechadinha. Como sou atriz desde 5 anos eu comecei ouvir essas frases desde muito cedo. Permaneci minha vida inteira lutando com a balança. As vezes nem por opção, mas revendo meu caminho até aqui: oscilo profundamente entre “uau estou numa fase boa, focada, disciplinada, regradinha, fechei a boca, estou ainda mais motivada” e fases de largar tudo pro alto e afrouxar, desistir, comer compulsivamente pra suprir sei lá o que. O que acontece é que quando somos metralhadas desde cedo com imagens de perfeição, a gente odeia o próprio corpo, porque junto com ele vem a mensagem de sermos erradas, imperfeitas e não amarmos o próprio corpo. O padrão esmaga. Eu destruí meu corpo várias vezes por não me amar e não me aceitar. Fiz as maiores rebeldias e revoluções com meu próprio corpo, hoje sei como proteção da objetificação, e porque de alguma maneira jogava pro meu corpo minha próprias frustrações e rejeições num ciclo vicioso. Nessa jornada de amor próprio e aceitação eu estou engatinhando mas reconheço que já caminhei . Eu ainda estou no meu próprio caminho. Agora aos 30 (sábado 20/04✨) começa uma nova fase: olhar pro meu corpo e pra minha alimentação de um lugar de mais consciência, amor e presença. A @nutrisuellenlorenci começou comigo um processo profundo de perceber quando é fome e quando é tentar calar outras demandas. Me ensinou que preciso tirar toxinas e vícios de alimentação que machucam consciente e inconscientemente. Será a primeira vez que iniciarei um processo que não é sobre calorias, ou emagrecer, ou chegar em algum lugar. Um caminho com presença, aceitação e consciência. ✨ sinto que preciso de força e encorajamento ✨ honro @nutrisuellenlorenci 💜 pelo suporte e sua medicina poderosa 💜 me conta aqui abaixo como está seu processo com seu corpo: aceitação + consciência , como é isso pra você?

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Ela também contou que vive uma montanha-russa quando o assunto é a relação com a imagem:

“As vezes nem por opção, mas revendo meu caminho até aqui: oscilo profundamente entre ‘uau estou numa fase boa, focada, disciplinada, regradinha, fechei a boca, estou ainda mais motivada’ e fases de largar tudo pro alto e afrouxar, desistir, comer compulsivamente pra suprir sei lá o que. O que acontece é que quando somos metralhadas desde cedo com imagens de perfeição, a gente odeia o próprio corpo, porque junto com ele vem a mensagem de sermos erradas, imperfeitas e não amarmos o próprio corpo. O padrão esmaga”.

 

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Vão julgar e apontar seu corpo como forma de silenciar seu poder. Vão desqualificar suas potências, sua carreira, sua maternidade porque é na ameaça que te mantém no medo. Irão te acusar de louca, desajustada, subvertida. Dedos na cara questionando: quem é você? Eu aprendi a rir das antigas estruturas apavoradas em perder poder. Eu trago a força que questiona em que solo suas raízes são ancoradas? É tempo de mudança. Eu mulher aprendo a abrir mão da insegurança como forma de justificar minha limitação. Eu mulher autorizo viver plena com minha sexualidade e minha maternidade como se essas forças não se excluíssem. Eu bandeirante do meu tempo vou farejando cheiro de antigas estruturas decaídas. Estou demolindo o que não me cabe. Ao manifestar minha potência eu invoco brilho e poder pra todas nós. Eu, quando levanto da cama e abençoo meu dia com alegria, espano pra longe qualquer vestígio daquilo que me puxa pra baixo. Já desci, já subi, já desci mil vezes e outras mil reerguida. Ungida na força de renascer. Agora Eu abro mão de conhecer minha força somente quando sou desafiada. Eu reconheço, autorizo e manifesto minha força de mulher porque é meu direito divino desfrutar do meu corpo, de quem eu sou. Eu rasgo a pele, quebro a casca. Estou demolindo estruturas velhas. Eu mulher aprendi a renascer. Eu mulher aprendi a parir minha própria vida. Feliz dia das mulheres hoje. Porque hoje eu toquei a força do meu corpo e é essa força que entrego através dessas palavras a você. Vamos juntas? #luacrescente #podasnecessarias #marqueumamulherqueteinspira (((para atendimentos individuais e online carolinie@gmail.com))). 📸 @rianimariane

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Hoje, a atriz e influencer tenta aprender a amar o próprio corpo e encarar a comida de um novo jeito. No post, ela conta que começou um acompanhamento nutricional para aprender a se aceitar sem neuras:

“Nessa jornada de amor próprio e aceitação eu estou engatinhando mas reconheço que já caminhei . Eu ainda estou no meu próprio caminho. Será a primeira vez que iniciarei um processo que não é sobre calorias, ou emagrecer, ou chegar em algum lugar. Um caminho com presença, aceitação e consciência”.

 

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Minha querida é dia após dia. Quando você está imersa no turbilhão, na onda gigante que parece te roubar o ar, se entrega. Procura relaxar e confiar enquanto segue. A essa altura da vida já deve ter entendido que a vida é cíclica e que essas marés revoltas estão te ensinando algo profundo. O que ela está te ensinando exatamente? Eu posso te dar a certeza que isso vai passar e que você pode ser resiliente nesse desconforto sem precisar preencher esse buraco com coisas que não te suprem internamente. Olha pra esse buraco. Nomeia o que está vindo enquanto olha. Pode ser que você volte na sua infância e reviva suas sensações de estar sozinha e sem apoio. A essa altura já sabe que seus pais fizeram o que de melhor poderiam. Talvez essas lacunas sejam exatamente sobre abraçar sua humanidade. Abraçar a fragilidade. É duro perceber que talvez você ainda escolha passar por esses caminhos escuros. Eu estou aqui estendendo a mão pra que você atravesse essa fase com força e fé. Eu posso te sussurrar baixinho que o primeiro passo pode ser relembrar a autoconfiança. Fecha seus olhos minha querida. Leva a mão no seu coração. Sente o pulsar? Eu estou aqui dentro e enquanto você sentir esse coração pulsando sentirá também a minha presença. A presença de Ser quem se é. Respira e sustenta essa conexão. Pode ser que dure um segundo mas esse segundo te preencherá por completo. Assim te ensino a confiar em si. Assim te ensino que tem suporte e apoio. Te ensino que é forte e que merece amor. Eu inspiro palavras pro seu coração nesse momento. Desfrute do que está sentindo sem julgar. Esse é o silêncio que te preenche por completo. Eu estou aqui. Me conta aqui: como essas palavras ressoam em você? 🙏🏽 📸 @rianimariane 🙏🏽 para atendimentos individuais online carolinie@gmail.com

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Eu aprendendo a ser um vórtex de pura energia com meus companheiros de jornada. 💜🎆🔮 @amuletwear

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