Casa em forma de iglu, em Florianópolis, surpreende por espaço interno. Veja fotos

Uma antiga pista de skate em forma de bolha foi totalmente repaginada e se transformou em uma casa bem peculiar

Era uma casa muito engraçada… Diferente da música, esta casa tem tudo, porém de forma um pouco inusitada. Localizada no bairro do Porto da Lagoa, na capital catarinense, o lado externo dessa residência se assemelha a uma bolha gigante. No entanto, seu interior transmite aconchego, com uma eficiente distribuição dos espaços.

O objetivo da cliente ao acionar uma empresa especialista em reformas era transformar uma então pista de skate (sim, isso mesmo!) em uma casa com três quartos – sendo uma suíte e duas semi-suítes –, lavabo e sala de estar integrada ao espaço da cozinha, de forma que fosse possível receber convidados e permanecer em contato. A SOS Casa, responsável pelo projeto e execução da obra, liderada pelo engenheiro civil Marco Galvão e a arquiteta Bianca Schuch, concluiu todas as etapas em três meses.

Leia mais sobre arquitetura na coluna do Sandro Clemes

Como a estrutura era pequena para comportar todos os ambientes desejados pela cliente, foi acrescentado um anexo quadrado, em madeira escurecida, para contrapor à grande esfera branca já existente, garantindo assim um espaço adequado para cada cômodo.

A estrutura da “bolha” é toda em tubos de metal e fechamentos com placas cimentícias. O piso era em assoalho com placas de compensado. Para transformar o espaço em uma casa, deixando os ambientes mais arejados e amplos, foram abertas janelas e uma porta adicional. Algumas partes da estrutura estavam danificadas e passaram por reforma; também foi realizada nova impermeabilização em toda a esfera, que apresentava pontos de infiltração.

— Nosso orçamento era limitado, então optamos por materiais alternativos e baratos. Nas divisórias internas usamos vigas de madeira e placas de OSB, uma espécie de compensado feito de lascas de madeira. Para o piso escolhemos cimento queimado. Também foram aplicadas esquadrias de vidro temperado, guarda corpo madeira e cabo de aço —, explica a arquiteta Bianca Schuch.

Desafios

Um dos maiores desafios enfrentados pela equipe foi, sem dúvida, trabalhar tendo como base a forma esférica. Agregar tudo o que foi solicitado pela cliente ao pequeno espaço e com um orçamento reduzido (60% do CUB – Custo Unitário Básico da Construção) foi a real missão da equipe, desde o projeto até a execução da obra.

— Tratando-se de criação tudo é possível. Especialmente quando se tem como ponto de partida algo tão inusitado quanto uma esfera de aproximadamente 7m de diâmetro. Porém, criar dentro de limitações de materiais e financeiras foi o grande desafio —, esclarece a arquiteta. Outro desafio foi resolver o mobiliário para a planta esférica.

— Foi necessário repensar as formas ao escolher os móveis —, completa.

Resultado

O trabalho inédito surpreendeu o engenheiro Marco Galvão, que não fugiu do desafio.

— Na medida do possível tentamos adequar para o que a cliente desejava. Foi um trabalho bem inusitado, de fazer o ajuste de uma estrutura existente para transformar em casa. Trabalhar para conseguir com que os espaços funcionem bem em uma semi-esfera é muito mais complicado. Uma vez que foi desenvolvido o projeto procuramos seguir o que foi definido e acordado com a cliente —, finaliza Marco.

Além da satisfação da cliente pelo objetivo alcançado, a casa se tornou referência no bairro, chamando a atenção dos passantes.