Casamento de Meghan e Harry dá show de representatividade e quebra tradições

Por Thamires Tancredi

Era esperado que o casamento de Meghan Markle e príncipe Harry chamasse a atenção para além dos protocolos reais. Filha de mãe negra e divorciada, a noiva fez questão de chamar o reverendo Michael Bruce Curry, conhecido por se manifestar pela igualdade racial. Ele também é a favor do casamento gay e já se manifestou contra o presidente norte-americano, Donald Trump.

Em um discurso emocionante, o reverendo da Igreja Episcopal dos EUA falou sobre o poder do amor, como não poderia deixar de ser. Mas o grande momento foi quando Michael Curry citou o ativista Martin Luther King, assassinado há 50 anos, em abril de 1968.

– Precisamos descobrir o poder do amor, o poder redentor do amor e, quando o fizermos, faremos deste velho mundo um novo mundo – declarou.

Fotos: AFP

Outro momento que ressaltou a representatividade negra na cerimônia foi a presença do coral gospel Karen Gibson and The Kingdom Choir, composto em sua maioria por cantores negros. A música escolhida foi Stand By Me, de Ben E. King, também entoada na voz de John Lennon.

Para completar , o violoncelista da cerimônia foi o jovem negro Sheku Kanneh-Mason, de apenas 19 anos. Detalhe: ele foi convidado pela própria Meghan, por telefone, para participar da cerimônia.

Veja como foi o casamento real

Depois da cerimônia e de um passeio de carruagem diante do público, teve início a parte privada do casamento, com um almoço oferecido por Elizabeth II no castelo de Windsor. À noite, acontece uma festa à noite na mansão Frogmore, presente do pai do noivo, o príncipe Charles.

Nas ruas de todo país foram organizadas festas e o dia acabará com a aguardada concessão que permite aos pubs funcionar até mais tarde que o habitual. O grande evento foi cercado por muitas medidas de segurança no país, que sofreu cinco atentados em 2017, com um balanço de 36 mortos e dezenas de feridos.