Catarinense vira febre na internet ensinando a fazer slime, a famosa massa de modelar

Tio Lucas conquistou mais de 1 milhão de inscritos em seu canal no Youtube

tio lucas
Tio Lucas (Foto: Instagram/Reprodução)

Você pode nunca ter ouvido falar em slime, mas seu filho ou sobrinho com certeza já ouviu. Em 2018, “como fazer slime” foi o questionamento mais pesquisado no Google pelos brasileiros. Esta febre entre as crianças é a famosa “geleca”, ou massa de modelar, que pode ser comprada pronta ou feita em casa. E foi ensinando como fazer que o catarinense Lucas Schoeninger, o Tio Lucas, conquistou mais de 1 milhão de inscritos em seu canal no Youtube.

Natural de de Rio do Sul, Tio Lucas mora em Florianópolis há 12 anos. É bailarino clássico e foi professor de balé para crianças antes de ficar famoso na web. Hoje, aos 33 anos, dedica-se exclusivamente ao slime e faz o maior sucesso entre os pequenos.

Na semana passada, ele recebeu 200 crianças para um encontrinho no Slime é Nick Experience, evento gratuito da Nickelodeon que ocorre no shopping Iguatemi, em Florianópolis, até o dia 3 de fevereiro. As senhas foram distribuídas a partir das 10h e teve quem chegou no shopping duas horas antes para garantir uma foto com o youtuber. Foi nesta ocasião que ele falou sobre o trabalho:

Como você decidiu se dedicar ao slime?

Minha relação com as crianças é antiga. Comecei a dar aulas de balé para público infantil aos 18 anos. E já produzia vídeos para o Youtube desde 2013, sempre por hobby, com um conteúdo mais adulto, voltado para beleza, cabelo, maquiagem. Mas o canal nunca “aconteceu”. Há alguns anos, uma amiga minha, a Kim Rosa Cuca, fez um encontrinho aqui no Iguatemi e eu vim vê-la. Eu vim, mas não consegui nem chegar perto dela. Aí me deu um clique. Pensei: eu já trabalho com crianças, por que não levar isso para o canal? Naquele dia, eu estava com um amigo que me disse: quem sabe um dia você não faz um encontrinho aqui? E foi quando eu resolvi estudar melhor o Youtube. Larguei o conteúdo que fazia antes, fiz cursos. Queria ensinar as crianças a fazer alguma coisa. E pesquisando
no Google, vi que o assunto mais procurado no momento era slime.

Você já sabia o que era?

Não sabia, e na época ainda era chamado de “amoeba”. Pensei: como assim, dá para fazer amoeba caseira? Pesquisei a receita e logo o canal começou a bombar. Isso já vai fazer dois anos. Continuei dando aula por um tempo, mas não consegui mais conciliar. Em agosto do ano passado, abandonei quatro escolas de dança e agora viajo pelo Brasil inteiro para participar de eventos.

Como são seus workshops?

Como sou professor e já tenho uma didática com as crianças, queria passar uma mensagem. Uso a minha experiência de 15 anos dando aula. No workshop, além das crianças terem uma experiência comigo naquele momento, eu ensino algumas dicas que eu não passo no canal.

Que cuidados você tem com esse público?

Cuido muito com a exposição, mas isso não vem de agora, vem do balé. Isso é normal para mim, cuidar com o que posto, com o que falo, e como falo. Os pais gostam do meu trabalho por isso, porque tem um cuidado. Sei como me comunicar com elas, estudei muito, quais as cores que elas gostam, quais as palavras e tom de voz usar.

Na sua opinião, por que o slime é uma febre?

Tem muito a ver com o trabalho manual, que é muito importante para a criança. É uma coisa que a gente está resgatando de brinquedos antigos, de quando a gente fabricava o brinquedo. As crianças até gostam do celular, do digital, mas elas gostam de pegar em alguma coisa, no material. É a criatividade delas. Elas estão adorando criar cores diferentes, texturas, é muito legal.

O slime te pegou também? Você tem prazer em fazer, em descobrir receitas novas?

Hoje eu respiro slime. Tenho um cômodo na minha casa onde eu criei um estúdio para os vídeos, e é incrível. Fico o dia inteiro mexendo com slime. Mesmo que agora tenha virado um trabalho, às vezes eu me pego em um momento relaxante com o slime. É muito bom. A cabeça está sempre a mil pensando em criar coisas novas.

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