Apresentadora catarinense da MTV fala sobre sua carreira na TV

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Modelo que escreve, DJ que desfila, escritora que toca e apresentadora da MTV. A breve biografia da catarinense Michelli Provensi no perfil dela no Twitter dá uma ideia da versatilidade da maravilhense, que saiu de casa aos 16 anos para ser modelo e desde então já visitou mais de 30 países. A experiência de manequim a levou a escrever o livro Preciso Rodar o Mundo: Aventuras Surreais de Uma Modelo Real, que traz os bastidores do mundo da moda e foi lançado em 2013. Agora, enquanto se dedica à televisão, Michi (como é carinhosamente chamada) prepara um segundo livro que deve ser lançado ainda este ano. Confira o papo com ela.

Você sempre teve essa vontade de ser apresentadora de TV?
Eu sempre gostei de entretenimento. Quando eu era adolescente, em Maravilha, sempre assistia à MTV porque gostava muito de música. Na época eu gravava os clipes, e como nem todas as amigas tinham o canal MTV em casa, a gente se juntava para assistir. Então sempre tive esse carinho. Quando virei modelo, sabia que era uma profissão que tinha um certo tempo de validade. Com 30 anos você já está velha, apesar de hoje isso estar mudando. Mas foi uma coisa que deixei rolar e estou muito feliz.

Quais são os desafios? Tem alguma habilidade que você desenvolveu na carreira de modelo e que depois ajudou na TV?
O grande desafio é sempre o ao vivo. Quando se está gravando você pode repetir, é normal. Ao vivo tem uma responsabilidade maior, apesar de hoje em dia tudo ser mais leve. O lance de ser modelo tem essa coisa de encarnar personagens e de saber lidar com o público. A gente fica acostumada com exposição. Apesar de estar na TV ser uma exposição muito maior, a gente já vem com essa escola. E eu não vejo o lado glamoroso. Trato como um trabalho, que é muito legal e divertido. A melhor coisa é fazer o que se gosta, mas é trabalho. Trato da mesma maneira que sempre falei desse tema na moda – é glamoroso para quem vê, não para quem faz.

Você ainda modela? O que tem feito além de ser apresentadora?
Estou escrevendo um segundo livro, que pretendo lançar esse ano. Hoje os trabalhos de modelo não são como antes. Agora eles me chamam por eu ser eu mesma, e não por eu ser uma modelo morena. Também toco como DJ em algumas festas. Como sempre tive essa relação forte com a música, começaram a me chamar para tocar em lançamentos de coleções e outros eventos ligados à moda. Comecei tocando com uma amiga e depois nos separamos por questões de agenda.

O que você curte ouvir?
Gosto de música brasileira, indie rock… Mas depois que entrei no canal comecei a me aproximar do universo pop. Não tem como ficar parada escutando Anitta. Não gostava muito quando eu era modelo, mas depois que você cresce você passa a admirar o trabalho de artistas como ela. Hoje sou mais aberta. Você vai crescendo e vai quebrando preconceitos, dá chance.

Você escreveu um livro em que, além de contar sua trajetória, disse a real sobre os bastidores da moda. Que tipo de retorno você teve e tem do público?
A coisa mais difícil para o segundo livro é que o primeiro não teve nenhuma crítica negativa. Até hoje recebo mensagens de modelos falando sobre como foi importante para elas no começo. Óbvio que alguém deve ter lido e não gostou, mas não tive esse retorno. E nesses tempos de haters, quando você faz uma coisa que alguém não gosta você descobre rápido. O livro agradou um público muito amplo, que entendeu e se emocionou. Com o segundo, sei que vai ser difícil agradar todo mundo. Vai ser novamente sobre o mundo da moda, mas com uma visão mais de fora, uma visão minha sobre o universo da moda atual. Entrevistei muita gente na MTV. Mas prefiro falar mais sobre ele mais para frente.

Como você se interessou pela escrita e pela leitura?
Sempre gostei muito de ler. O que me formou foi a leitura, porque larguei a escola muito cedo. Gostaria de escrever muito mais do que eu escrevo. As coisas ficam na minha cabeça e eu demoro para “fazer o download”. Dentro de oficinas de escrita eu entendi a importância da disciplina, por exemplo.

Como é hoje sua relação com SC? E qual é sua memória mais forte da infância e adolescência aqui?
Vou com muita frequência visitar meu pai, que mora em Maravilha, meus avós, tios. Meus irmãos moram em Florianópolis, estou sempre aí. E na memória ficou o café colonial e a comida italiana.

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