Estilo de cerveja criado em SC entra para o principal guia de juízes da bebida

Catharina Sour foi anunciada como integrante provisória do Beer Judge Certification Program (BJPC). É a primeira vez que um estilo criado no Brasil conquista este espaço

Foto: Daniel Zimmermann/Divulgação

Nos últimos cinco anos, o número de cervejarias e de consumo da bebida cresceu mais de 20% no país. Nesta terça-feira (4), pela primeira vez, o Brasil teve um estilo nacional catalogado pela mais importante instituição de juízes de cervejas do mundo, o Beer Judge Certification Program (BJPC). A Catharina Sour, cerveja ácida com adição de frutas, agora pode ser julgada em todo o mundo em concursos oficiais que seguem essa normativa.

A história da Catharina Sour começou em 2015, em Santa Catarina, entre os produtores caseiros. Em 2016, através da Associação Catarinense das Cervejas Artesanais (Acasc), eles organizaram um workshop que contou com a participação de mais de 20 cervejarias, que passaram a produzir a Catharina Sour profissionalmente.

Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e um dos criadores do estilo, conta que a criação do estilo levou em conta a geração de discussão e debate sobre as cervejas produzidas no Brasil.

— Agora, esse movimento só ganha mais força. Com a adição de frutas a uma cerveja ácida e leve, conseguimos voltar ainda mais os olhos do mundo interessado em cerveja para o Brasil. Estamos muito felizes — conta.

Nos eventos cervejeiros seguintes, o estilo começou a se popularizar e hoje, além de marcas de todo o Brasil, já há cervejarias de outros países da América Latina colocando as suas Catharinas Sours em produção.

Sobre o estilo

A Catharina Sour é uma cerveja leve e refrescante, com baixo amargor, corpo leve e boa carbonatação. A graduação alcoólica vai de 4% a 5,5% e o índice de IBUs varia de 2 a 8. A aparência é clara e efervescente. A coloração varia de acordo com a fruta utilizada. Em relação a estilos similares, é mais intensa do que uma Berliner Weisse, mas com frutas frescas. É menos azeda do que as Lambics e as Gueuzes, sem a característica dos Brettanomyces. Todas as informações técnicas oficiais sobre o estilo estão no link www.dev.bjcp.org/beer-styles/x4-catharina-sour.

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