Cauã Reymond fala de sua relação com Santa Catarina e sobre a exposição nas redes sociais

Cauã Reymond
Foto: Leo Munhoz

Cauã Reymond estava em casa. Em Santa Catarina para participar da reinauguração de uma loja em Florianópolis, ele, que acabou de gravar a série Ilha de Ferro e de produzir e filmar o longa Dom Pedro, só queria provar uma tainha antes de voltar para o Rio de Janeiro, onde mora. Antes de iniciar a carreira de ator, Cauã morou durante alguns anos em Balneário Camboriú com o pai e, por isso, ainda mantém uma boa relação com o Estado.

Sem barba depois de “abandonar” os últimos personagens, Cauã era só sorrisos no evento da loja Colcci. Uma fila de fãs aguardava para uma selfie com o ator, que no provador da loja concedeu uma entrevista exclusiva para a Revista Versar. Confira:

Qual a sua relação com Santa Catarina?

É ótima. Eu morei em Balneário Camboriú e tenho grandes amigos aqui. Sempre que posso, eu volto. Amo. Tenho um sítio no interior do Estado, que infelizmente não vou com tanta frequência. Mas meu pai mora aqui, minha irmã nasceu aqui, então eu me sinto meio catarinense e meio carioca.

 

Essa sua relação com nosso Estado e com o litoral também dita um pouco do seu estilo de vida?

Eu tenho um estilo diurno, ao ar livre, gosto de esporte, comida saudável, gosto de surfar.

 

E o estilo de vestir do Cauã, qual é?

O meu estilo é bem jeans wear, acho que é por isso que eu e a Colcci temos uma parceria tão longa – e se Deus quiser vai continuar – porque o jeans é uma peça que não pode faltar no meu guarda-roupa. Eu gosto de peças confortáveis que se adaptem ao meu estilo de vida, bem urbano e esportivo, às vezes.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Cauã Reymond (@cauareymond) em

 

Você começou na moda e continua fazendo vários trabalhos. ainda se sente à vontade nesse papel de modelo?

Eu tenho uma relação muito boa com a moda. Mesmo depois de 17 anos como ator, eu sou um cara que trabalho constantemente com a área. Eu faço muitas capas de revistas. Provavelmente um dos que mais faz ou fez capas. Tenho o maior orgulho de trabalhar com grandes fotógrafos. Já fiz muitas campanhas de moda aqui no Brasil e internacionais também. Tenho uma relação muito boa com a Armani, então é um lugar que eu me sinto bem à vontade, principalmente porque trabalho com bons profissionais.

 

Esse tipo de trabalho dá a você uma exposição ainda maior, você fica na vitrine dos galãs. Isso incomoda?

Isso é divertido. A gente vai lançar a segunda temporada de Ilha de Ferro – a primeira já está disponível no GloboPlay. Iria estrear nesse ano na TV aberta, mas resolveram deixar para o ano que vem. Eu fiz ainda Dom Pedro, que é um filme que eu também produzo. Fiquei dois anos de barba, para esses dois trabalhos.
E, agora, ao mesmo tempo que as pessoas tomam susto, elas muitas vezes demoram para me reconhecer. É divertido isso.

 

Não te incomoda esse assédio? Você consegue levar uma vida “normal”?

Eu gosto de preservar a minha vida pessoal. Desde o começo eu sempre fiz muito sucesso, mesmo com o público infantil e mais jovem, mas ao longo dos anos eu fui aprendendo a me proteger. Lógico que tem coisas que você não consegue mudar, mas eu sou bem reservado, até pelo meu estilo de vida. Eu não gosto de sair muito. Eu sou uma cara bem do dia. Gosto de sair para jantar, gosto de frutos do mar. Quero realmente comer uma tainha aqui em Floripa, eu já comi sashimi de tainha (risos).

 

Tenho observado que você tem exposto um pouco mais da sua vida. Esse é um processo natural?

Eu passei por um processo de aprendizado. Entrei no Instagram muito tarde em relação a outros colegas. Há uns dois ou três anos. No começo, até contratei uma empresa para me ajudar, mas depois eu percebi que não tinha a minha cara e aí agora sou eu que posto. Mesmo assim, é muito pouco o que posto no feed. Já os stories eu gosto bastante, é uma ferramenta que quero aprender a usar. O pessoal tem usado bastante a IGTV. Estou sempre no dilema de quanto eu entrego e o quanto eu guardo. Eu prezo muito pela privacidade da minha filha e do meu relacionamento. São coisas que eu aprendi ao longo da minha caminhada.

 

E o quanto isso interfere na sua carreira?

Não sei. Eu tenho uma boa quantidade de seguidores no Instagram e no Facebook, acho que algo em torno dos 16 milhões somados, mas eu percebo que eu entrego muito menos que os outros colegas, e isso não é uma crítica. Acho que você não vai me ver postando uma foto minha acordando, só se eu estiver fazendo uma campanha de lençóis (risos). Eu acabei de filmar a segunda temporada da série Ilha de Ferro e também o filme Dom Pedro, quando você pergunta como as redes interferem na minha carreira, eu uso elas bastante para divulgar os meus trabalhos. Como produtor de cinema, mesmo que a gente esteja vivendo um momento agora sem saber direito para onde o audiovisual vai caminhar, pelo menos o cinema brasileiro incentivado, eu vejo as redes como uma forma de divulgar esses trabalhos.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Cauã Reymond (@cauareymond) em

Sobre a série Ilha de Ferro, ela traz a problemática de uma mulher que assume um papel que seria considerado masculino. Qual a importância da dramaturgia nas discussões sociais?

Acho que essa é uma das coisas que mais me deu prazer de fazer esse trabalho, porque Ilha de Ferro mostra essa força dos personagens femininos. Eu acho interessante. Passei um tempo fora do Brasil, e eu sou um cara consumidor de revistas e entretenimento, eu vejo como a indústria americana e europeia estão se readequando a essa nova realidade, como o movimento #Metoo. No Brasil, nós também temos uma força muito grande, e a mulher tem lutado bastante para ter esse lugar de destaque, muito merecido. Interessante que eu gravei agora em Portugal, Dom Pedro, e as mulheres lá não vivenciam isso de uma forma tão forte como no Brasil ou EUA. Uma das coisas que eu percebi é que as personagens femininas têm ganhado muita força. Se você for parar para pensar, desde Avenida Brasil, com a Carminha, as novelas têm destacado esse papel. As tramas de Manoel Carlos sempre têm uma protagonista mulher, e tudo girava em torno dela. Isso está muito presente na dramaturgia brasileira. Mas como a Ilha de Ferro é uma série adulta, tanto de dramaticidade como de sensualidade, você vê as mulheres ocupando o empoderamento em outro lugar. Na primeira temporada, atrizes como a Sophie Charlotte e a Maria Casadevall, estão presentes nessa luta. Você consegue enxergá-las em uma posição de muita força, mesmo que o papel seja mais frágil, como a personagem da Sophie – que é mais emocional. Mas você consegue identificar de uma forma geral, como o papel da mulher vem ganhando novos espaços no audiovisual.

Leia mais:

Marina Ruy Barbosa assina terceira coleção de moda de marca catarinense

Cauã Reymond confirma que reatou namoro

Mariana Goldfarb revela ter sofrido de anorexia há dois anos

Artista catarinense Mateus Bailon assina estampas de coleção de moda