Você sabe como escolher um plano de previdência privada? Veja dicas

Arte ZH - Divã Financeiro

A grande maioria dos brasileiros que investem através de planos de previdência privada em algum momento já se perguntaram se contrataram o plano correto. Quem nunca avaliou essa questão, deve fazer o quanto antes, pois existem análises que devem ser feitas, como: optar por uma modalidade entre VGBL e PGBL, uma tabela de imposto de renda que impacte diretamente na sua estratégia para o plano de previdência, selecionar o tipo do fundo de investimento que esses recursos serão aportados e por fim, precisam ser considerados todos os custos envolvidos, como taxa de administração, carregamento e saída.

É comum que depois de um certo tempo, por consequência de uma melhor orientação ou simplesmente pela mudança de perfil, o investidor entenda que está com um plano de previdência inadequado. Para esses casos existe uma boa notícia, a portabilidade de planos de previdência é um processo relativamente simples e bastante comum no mercado financeiro com muitas vantagens para o investidor. Importante salientar que é impossível alterar o tipo do plano, um PGBL continuará sendo um PGBL enquanto um VGBL também permanecerá o mesmo, o investidor pode alterar o perfil da aplicação e optar por planos com custos inferiores.

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Para fazer um investimento adequado ao seu perfil, existem etapas estratégicas em busca de assertividade, são eles:

1. (Re)Avaliar o seu objetivo: Antes de pensar numa portabilidade, avalie a sua situação pessoal e suas metas para a aposentadoria. Para isso, é essencial que o investidor conte com a ajuda de um Planejador Financeiro CFP® ou de um especialista em investimentos. A dica aqui é encontrar um profissional de atuação autônoma e/ou independente. Se você pedir ajuda ao seu gerente de banco, muito provavelmente ele levará em consideração o seu investimento do ponto de vista do banco e isto talvez esteja distante do ideal individual de cada investidor.

2. Conheça os tipos de plano: Planos de previdência tem características específicas quanto ao tipo (VGBL/PGBL) e a tabela de imposto de renda a ser utilizada (Regressiva/Progressiva). De maneira geral seu plano pode ter 4 configurações; VGBL Progressivo, VGBL Regressivo, PGBL Regressivo ou PGBL Progressivo. Aqui mais uma vez o especialista em investimentos pode fazer uma grande diferença, atendendo a configuração ideal para o investidor e suas metas.

3. Acompanhe o desempenho e os custos do seu plano atual: Um plano de previdência nada mais é que um fundo de investimento com características específicas, sendo assim, esse fundo terá um histórico de desempenho e dos custos atrelados (taxa de administração, carregamento e saída), permitindo avaliar a eficiência do plano atual.

4. Para onde ir e com quem: Caso você entenda que sua situação atual não está adequada ou deseja iniciar sua jornada de investidor, o próximo desafio é escolher o destino dos seus recursos. Não dispense o auxílio de um profissional capacitado, ele facilitará esta etapa, evitará escolhas indesejáveis e trará resultados com a maior eficiência perante suas escolhas e perfil. Hoje com a desmistificação, evolução e crescimento das plataformas independentes de investimento, existem as mais diversas alternativas, para todos os perfis.

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Após cumpridas estas etapas, o processo de transferência tende a ser extremamente simples. O investidor precisa apenas levantar algumas informações junto a instituição detentora do plano atual (número do processo SUSEP, a matrícula do plano e o CNPJ do fundo atual são necessários), essas informações são públicas e seu banco é obrigado a disponibiliza-las perante sua solicitação, inclusive algumas instituições entregam juntamente aos extratos de resultado. A instituição destino formaliza uma proposta onde informará todas as características e custos do novo plano e disponibiliza para assinatura do investidor. Feito isso, o processo é realizado automaticamente entre as instituições envolvidas.

A grande vantagem desse processo é que a portabilidade não é configurada como um resgate, então não há incidência de imposto de renda. Da mesma maneira os prazos dos aportes que você fez no seu plano antigo são mantidos. Por exemplo, se você fez um aporte a 10 anos essa informação vai junto no seu plano novo, isso é fundamental pois afeta diretamente na alíquota de IR. Além disso o processo de portabilidade não tem custos para o investidor.

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Respeitando a carência de 60 dias (para transferência entre instituições), a portabilidade pode ser feita quantas vezes o investidor julgar necessário, permitindo mudanças de estratégia que se beneficiem de momentos distintos da economia por exemplo, alguns fundos de previdência funcionam melhor em um cenário de alta nas taxas de juros, outros em um cenário de baixa nos juros. Com uma alocação inteligente, os resultados no longo prazo podem ser muito melhores do que na forma tradicional, onde investidor escolhe um plano e nele fica a vida toda.

A mensagem disso tudo é de que ninguém é obrigado a ficar em planos antigos, caros e ineficientes, as possibilidades aumentaram muito e graças a tecnologia hoje tudo é feito através do computador de forma segura, rápida e fácil. É sua escolha cuidar bem do seu dinheiro e nunca foi tão fácil como hoje.

Texto escrito por Fernando Soethe, CFP®

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