Como Rihanna pretende revolucionar a moda dirigindo uma marca de luxo

Cantora inaugurou a primeira pop-up store da Fenty em Paris

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Rihanna na abertura da primeira pop-up store da Fenty em Paris. Foto: Martin Bureau/AFP

Rihanna fez história ao se tornar a primeira mulher negra a dirigir uma marca dentro da gigante francesa do setor de luxo LVMH, controlada pelo bilionário Bernard Arnault, que é proprietário das maisons Dior, Louis Vuitton, Fendi e Givenchy. É uma iniciativa “diferente e única”, segundo a cantora, que promete revolucionar o mundo da moda.

A artista multifacetada, de 31 anos, que nasceu na ilha caribenha de Barbados, garante que não faz parte do seleto mundo da moda – com frequência branco e dirigido por homens, e que deseja “contribuir com seu estilo”.

– Sou agressiva, gosto das silhuetas arredondadas e que as mulheres se mostrem seguras. É exatamente isto o que quero oferecer – disse Rihanna à AFP.

Na quarta-feira (22), durante a inauguração da pop-up store da Fenty em Paris, perto da Place des Vosges, Rihanna usava um minivestido tipo jaqueta branco, com ombreiras. Nos pés, calçada sandálias de salto-agulha. As joias completavam seu aspecto de mulher sexy e poderosa.

Todas as peças que a cantora estava usando pertencem à sua primeira coleção, que só será comercializada nas lojas durante dez dias, mas que poderá ser comprada pela internet a partir da próxima quarta, dia 29 de maio.

A cantora quer desenvolver seu estilo na alta-costura a partir de seu ponto de vista de “jovem mulher negra que adora e adota as ideias e o entusiasmo dos jovens e quer transformá-los em um produto de luxo para uma empresa de luxo”. O presidente, Bernard Arnault, deu a ela “carta branca” para trabalhar.

– Aprecio o fato de que são flexíveis o suficiente para me permitir fazer as coisas à minha maneira (…). Arnault não é idiota, é um homem muito inteligente e aberto – afirmou Rihanna.

A artista, seguida por 170 milhões de pessoas nas redes sociais, define seu estilo como “muito flexível” e diz que varia em função de seu “estado de humor”.

– É como a maioria das mulheres, que se perguntam: “como quero me sentir em tal momento do dia? Estarei confortável, sexy ou me mostrarei conservadora?” – diz.

Sem previsão de desfiles

Após ter desenhado tênis esportivos para a Puma e produtos de maquiagem para a LVMH com uma paleta de cerca de 50 cores adaptadas a todos os tons de pele, Rihanna confia agora em “fazer aumentar” o número de clientes das marcas de luxo.

– Quero que qualquer mulher use meus vestidos–, defende Rihanna, que promete peças de roupa até o tamanho 46.

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Rihanna é a primeira negra a dirigir uma marca de luxo. Foto: Martin Bureau/AFP
 A primeira coleção de Fenty se destaca pelas ombreiras pronunciadas, as formas curvas, os corpetes jeans e por mostrar as pernas, além de utilizar cores como o branco, o rosa ou o camel.

As calças de street style são usadas com óculos futuristas e com argolas douradas nas orelhas ornamentadas com cristais.

– Não temos previsão de fazer desfiles – disse Rihanna, que não quer promover sua coleção pelos métodos tradicionais.

– Não venho da indústria da moda e minha visão será muito menos tradicional – explicou.

Ela afirmou ainda que pretende anunciar novas peças e acessórios que seus seguidores poderão comprar imediatamente na internet.

– É necessário que os consumidores possam conseguir uma peça que eles gostem rapidamente, que não tenham que esperar seis meses (…). Gosto dos clientes que odeiam esperar – disse a artista, que recorda a longa espera entre a apresentação das peças de moda em desfiles e sua disponibilização para venda em lojas.

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