Empresas buscam aliar lucro a solução de problemas sociais e ambientais: conheça o Sistema B

O movimento chega a Florianópolis com curso presencial voltado às pessoas interessadas em aprender um caminho para tornar as empresas melhores para o mundo

Foto Reprodução Facebook
Você já imaginou se todas as pessoas pudessem combinar suas intenções pessoais com sonhos compartilhados por seus vizinhos ou pessoas completamente desconhecidas morando de norte a sul do país? Muitas empresas vêm trilhando, juntas, um caminho diferente do tradicional. Algo que parte de propósitos individuais, mas também de sonhos coletivos.
Em vez de apenas venderem um produto ou serviço, terem lucro e explorar tudo a sua volta, começam a florescer empresas que combinam o lucro de um negócio ao bem-estar das pessoas, da sociedade e do Planeta.

É o caso da Larissa Kroeff, cofundadora da Meu Copo Eco, que depois de estudar Turismo Sustentável e ter uma experiência com copos reutilizáveis na Copa do Mundo da Alemanha em 2006, decidiu criar o próprio negócio. Ainda na França, ela começou a apoiar eventos que queriam ter uma gestão sustentável, mas foi no Sul da Ilha da Magia que a empreendedora transformou o incômodo com um problema ambiental em um negócio social.

Um propósito que só se tornou possível porque pessoas como Joris Fillatre e Martin Joufflineau, seus sócios, se juntaram a empreendedora com a intenção de compartilhar rotas e sonhos. Já se passaram quase 8 anos desde que a empresa nasceu. Desde então vem eliminando milhares de copos descartáveis por todo o Brasil e transformando a cultura de consumo das pessoas.

Em 2017, a Meu Copo Eco se tornou a primeira empresa certificada pelo Sistema B em Florianópolis, amplificando ainda mais a voz que Larissa começou a ecoar lá atrás e equilibrando pilares fundamentais para a sustentabilidade da organização – o ecológico, econômico e o social.

Mais de 140 empresas são certificadas no Brasil

Assim como a Meu Copo Eco, mais de 140 empresas são certificadas no Brasil, fortalecendo um movimento que começou em 2006 pelos americanos Jay Cohen Gilbert e Bart Houlahan, ao se depararem com o fim das boas práticas criadas por eles numa empresa de acessórios para basquete que haviam cofundado e vendido. Eram pessoas sendo demitidas e o pensamento do lucro a todo custo.

A partir dali, eles perceberam que, para ser diferente, as pessoas precisavam se comprometer com o impacto gerado por seus negócios. E é assim que toda mudança começa. Pelas pessoas, em suas próprias empresas ou dentro de organizações em que atuam.

Por isso, para que cada vez mais o movimento cresça, com pessoas dispostas a olhar para os seus negócios ou incentivar que outras empresas descubram um novo significado de sucesso na economia, é que surgiu o curso Multiplicadores B. É com a intenção de multiplicar e de acolher pessoas diversas e plurais que queiram conhecer o movimento e ser parte dele.

Pela primeira vez em Florianópolis

O curso presencial de Multiplicadores B será uma imersão de dois dias – nos dias 30 e 31 de março, das 9h às 18h, no Impact Hub Sul da Ilha. Quem participar, vai aprender sobre o contexto histórico do movimento, as ferramentas práticas de mensuração de impacto e certificação  e aprofundar-se em valores essenciais para ser uma Empresa B, além de entender quais são as oportunidades e os compromissos proporcionado pelo Sistema B e suas Comunidades B.

O Sistema B

O Movimento Global de Empresas B foi criado em 2006 nos Estados Unidos, com o objetivo de redefinir sucesso na economia para que sejam considerados não apenas o êxito financeiro, como também o bem-estar da sociedade e do planeta. O Movimento se expandiu para todo o mundo e, desde 2013, está no Brasil com a denominação de Sistema B. Atualmente, são mais de 2.700 Empresas B, em 67 países, sendo mais de 140 no Brasil, distribuídas em mais de 130 setores.

As Comunidades B

Para conseguir a mudança sistêmica na economia, é preciso gerar conexões e o comprometimento entre os principais agentes: empresários, academia, poder público, comunicadores, líderes de opinião, compradores, investidores e empreendedores. O Sistema B procura colocar estas referências estratégicas como protagonistas das Comunidades: encontros para reflexão, diálogo, apropriação de valores e construção de agendas coletivas que vão muito além das agendas pessoais, formadas por pessoas com uma paixão comum. Em Floripa, a comunidade é liderada pelos empreendedores Jean Roversi e Silvia Luz.

Mais informação e inscrições:  http://bit.ly/multiplicadoresb_floripa