Croácia: acompanhe nosso passeio pela costa deste fantástico país

Dubrovnik, Split, Pula, Hvar... Visitamos os pontos mais populares do país, degustando vinhos e passeando de barco

Fotos: Arquivo Pessoal

Fizemos a Croácia praticamente de ponta a ponta. Começamos por Dubrovnik, um dos destinos mais concorridos no mar Adriático. Considerada a “pérola do Adriático”, Dubrovnik é cercada por muralhas e oferece todo o tipo de atração aos turistas. Existe tour que você dá a volta caminhando pelos muros, passeio de caiaque, de barco para ilhas vizinhas, teleférico, e outro. É necessário preparar o bolso para visitar a cidade número 1, em termos turísticos na Croácia.

De Dubrovnik seguimos para Split, sempre pela costa. A segunda maior cidade da Croácia destaca-se pelo palácio de Diocleciano, um imperador Grego que governou o local nos anos 300 D.C. Em volta das ruínas do Palácio é uma verdadeira loucura. Restaurantes, ambulantes, barraquinhas de feira, e muitos passeios de barco.

Compramos um passeio que vai até cinco ilhas, vários mergulhos, e uma visita a famosa Hvar, o segundo ponto mais visitado depois de Dubrovnik.

Em Split fomos apresentados para uma figura importante no mundo dos vinhos da Croácia. Marco representa mais de 800 rótulos locais e nos levou para uma degustação em um bar com grande variedade de vinhos da região. Marco nos presenteou com um Orange Wine, o famoso vinho laranja, feito com uvas brancas e método de produção de tinto, ou seja, em contato com as cascas.

Para entender um pouco mais sobre os vinhos da Croácia

As ilhas de Vis, Hvar e Korcula, possuem fama na região e vestígios de produção de vinho a mais de 2500 anos atrás. A Croácia é dividida em duas grandes regiões, a Continental e a Costa, que inclui as ilhas. Porém existem mais de 300 sub-regiões definidas como produtoras de vinho no país.

As regiões de Dingač, Postup, Pelješac, Grk e Korčula produzem os melhores vinhos. Com vinhedos por todos os lados e por muitas ilhas, o ideal é realmente visitar uma ou duas vinícolas e sentar em um bom wine bar, com um belo visual e relaxar.

Quanto as variedades locais vamos começar falando da Grasevina. Esta variedade também é muito comum na Bósnia, porém, é a mais plantada na Croácia continental.
Produz vinhos muito agradáveis, leves, refrescantes e meio aromáticos. Vale a pena conferir!

A Croácia possui uma variedade imensa de uvas que deixa qualquer um confuso. Apesar de possuir uma grande gama de uvas internacionais, com destaque a Merlot, o país é conhecido por suas variedades indígenas com destaque a Plavac Mali.

A Plavac é conhecida por ser ‘a mãe’ da famosa Zinfandel. Muitos locais afirmam que Zinfandel é descendente da Plavac, que produz vinhos com alto teor alcoólico, até 17% e taninos encorpados.

Fomos aos super e compramos dois tipos de Plavac, um deles da famosa região Postup. ​Os vinhos também são divididos por outra importante classificação, a de qualidade. Esta classificação é claramente encontrada nos rótulos e ajuda na compra.

– Vrhunsko Vino: Premium Qualidade
– Kvalitetno Vino: Vinho de qualidade
– Stolno Vino: Vinho de mesa

Muitas vezes os croatas tomam vinho com água, criando o gemišt, combinação de vinho branco e água com gás ou o bevanda, mistura de vinho tinto e água sem gás.

De Split dormimos na cidade de Senj, para no outro dia viajar a Pula. Com tradição na pesca e produção de vinho, Pula é famosa pelos fragmentos romanos espalhados pela cidade, com destaque para o anfiteatro conhecido como Arena.

Pula fica a 20 minutos da fantástica cidade de Rovinj, que possui uma linda Costa e um centro antigo, onde a ideia é perder-se pelas ruas. No caminho paramos na vinícola Collis, onde fomos extremamente bem recebidos pelos donos.

Collis produz leite de burro, azeite de oliva, vinhos e uma iguaria: linguiça de carne de burro. Provamos a tal linguiça, queijos locais, azeite de oliva da casa, e claro, os excelentes vinhos.


O jovem Winemaker, filho dos donos, se preocupa com qualidade e não quantidade, e por isso recebe medalhas em todos os concursos que passa. Esse tipo de lugar merece ser visitado. Longe das tecnologias e químicos que ajudam a ‘camuflar’ um vinho ruim, Collis produz vinhos excelentes e uma produção limitadíssima a 5 mil garrafas ao ano.

Entre as variedades provadas está um Blend de quantidades iguais de Cabernet Sauvignon, Merlot e Teran – uma uva indígena que produz vinhos com forte tanino, trazendo ótima estrutura aos blends.


O destaque foi o nosso presente, um vinho branco chamado ECO. Feito com a variedade Malvajiza, fica em contato com as cascas por 22 dias, usa fermento natural e não filtrado. Provamos direto dos tanques e pedimos para levarmos uma garrafa para casa.

Faz um final de tarde extremamente agradável, completando as paisagens de tirar o fôlego deste país que merece semanas para ser explorado. Provamos muitos pratos com peixes na Croácia, e para eles indicamos um vinho branco chamado Pošip, leve e tomado a uns 14 graus.

Agora vamos ficar 45 dias na Itália, ajudando em uma vinícola na Umbria e desbravando muito em nosso tempo livre. Até lá!