Confira essas dicas de decoração para deixar sua casa mais luxuosa

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Foto: Denilson Machado

Do bom e do melhor

O interesse geral pela beleza e pela estética de tudo afeta todos os setores da indústria no mundo, desde a moda à tecnologia, da gastronomia ao segmento de bens de produção. A força da aparência, a despeito de todas as reflexões e críticas sobre seu perigoso protagonismo, tem feito com que mais e mais consumidores se disponham a investir expressivas quantias em móveis, objetos e utensílios para casa oferecidos por marcas que são sinônimos de alta qualidade, elegância e poder. Não, nem tudo o que é caríssimo é bonito ou bom, assim como há coisas a bons preços com muitos belos predicados. Mas, os produtores do chamado high-end design (design de alto padrão) entregam ao mercado produtos fabricados com preciosismo incomum: materiais de indubitável qualidade e elevado aporte tecnológico, insumos muitas vezes exclusivos e raros, excelência no desempenho de suas funções, formas, texturas e cores meticulosamente estudadas e resultantes de um cuidadoso processo de depuração estética. Esses fabricantes são empresas idôneas; os envolvidos na cadeia produtiva são profissionais com vasto repertório técnico, recebem remunerações dignas e conhecem boas condições de trabalho. Por sua trajetória incomum no mercado de design, tais marcas carregam valores intangíveis, como prestígio e estirpe em elevadas doses. Claro, tudo isso tem seu preço, que vale a pena ser pago.

Luxo?

O que representa o luxo contemporâneo? Luxo é possuir coisas que poucos podem comprar? Se sim, o que isso significa? É mesmo relevante e diferenciado que alguém tenha o que ninguém mais tem? Para muitos a noção de luxo parece estar associada à quantidade de recursos dispendida na aquisição do bem e ao poder que isso confere a seu detentor, mais do que ao valor intrínseco da coisa em si. Assim, se é caro, é “luxuoso”.

O preço justo estaria relacionado à capacidade da coisa material em auferir ao seu proprietário o tão desejado diferencial social. Nesse sentido, o luxo precisa ser vistoso, óbvio e rico: o carro deve ser grande e reconhecidamente caro, a roupa precisa exibir a etiqueta da marca, a casa será “sofisticada” ou, como querem alguns, “palaciana”.

Esses índices tão tradicionais e anacrônicos de avaliação não fazem mais muito sentido em nosso tempo. Mas o desejo de status, de reconhecimento e admiração é potente.
Alain de Botton afirma que ele está diretamente ligado à primitiva necessidade humana de amor. Sim, todo mundo quer ser amado. E se ter algo material pode trazer notoriedade e amainar a inescapável dor de existir, eis uma estratégia razoavelmente
simples de felicidade e auto-engano.. Carência explica muitas coisas, a gente sabe…

Luxo só

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Foto: Edra/Divulgação

Desenho apurado e uma criativa conjugação de artesania e tecnologia explicam muito do que os mais proeminentes brands de design de alto padrão oferecem ao mercado consumidor. Companhias como Fendi Casa, Henredon, Marioni e Stilnovo são exemplos de excelência em fabricação de móveis , luminárias e objetos, aliando uma estética fina à maquinaria de alta performance e ao domínio de manualidades que são herança de sua própria história. A italiana Edra ostenta um posto de destaque nesse cenário, por sua produção de mobiliário contemporâneo que confronta os limites entre design e arte e pelos materiais e técnicas exclusivas frutos de permanentes pesquisas por inovação e adotados na criação de assentos confortáveis, como sofás e poltronas.

Luxo a domicílio

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Foto: Divulgação
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Foto: Divulgação

Se um móvel de procedência nobre, criado por um designer genial e executado com materiais de qualidade inquestionável finamente acabados, chegasse pelo correio? Sim, isso é possível. Estetas inspirados como Dieter Rans e os irmãos Ronan e Erwan Bouroulec já desenharam belas peças que podem ser acondicionadas em embalagens planas, de pequeno volume, que viabilizam uma distribuição global. Os móveis são facilmente montados pelo consumidor, em casa. Baratinho não é, mas é bem mais acessível do que se poderia supor. E o mais interessante no segmento do flat-pack design é a democratização do acesso, anteriormente bastante restrito, a produtos especiais de extrema qualidade. Menos exclusividade, mais inclusividade: essa sim, é uma estratégia nobre.

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