Defesa pessoal: aprenda técnicas com 30% de desconto pelo Clube NSC

defesa pessoal
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No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, muitas precisam  lutar – literalmente –por autonomia e empoderamento. Com a falta de segurança nas cidades brasileiras – pesquisa do Datafolha mostrou que uma em cada três mulheres sofreu algum tipo de violência no país em 2017 – a saída pode passar pelo aprendizado de técnicas de defesa pessoal para sentirem-se mais seguras e independentes no dia a dia.

Entre os treinamentos estão o método Combatives e as artes marciais derivadas do Pa-Kua. O primeiro surgiu no exército americano durante a Primeira Guerra Mundial. Homens recrutados para irem às batalhas ainda jovens e sem experiência precisavam aprender a lutar em embates corporais, mas não tinham tempo para treinar técnicas elaboradas. Criaram, então, movimentos simples, porém capazes de proteger a própria vida e combater o inimigo. A segunda é um conhecimento milenar originário da China (Pa=oito; Kua=mudanças). É baseado nos estágios de mutação da natureza e ensina a lidar com as alternâncias da vida por meio de disciplinas de artes (Arte Marcial, Acrobacia, Armas de Corte e etc) e de cura e harmonização (como Tai Chi, Sintonia e Medicina Chinesa).

Segundo Fabrício Demétrio, instrutor de defesa pessoal da Combatz – Combatives Training, é necessário entender as diferenças entre defesa pessoal e prática de artes marciais.
– Definimos defesa pessoal de forma descolada de arte marcial. A primeira é mais voltada à realidade, à questão da vida em perigo e quando é necessário tomar uma atitude rápida e simples para se proteger, como aplicar golpes em pontos sensíveis do corpo. Já as artes marciais, como o jiu-jitsu por exemplo, é um esporte que trabalha pautado em uma série de regras e com fins de competição – explica o especialista.

Mestra 3º grau de Pa-Kua, Mayla Mendel de Sylos, que ministra aulas em uma das unidades de Florianópolis, explica que o conhecimento oriental trabalha diversas modalidades. Uma delas é focada na defesa pessoal utilizando os chamados golpes de mãos vazias. O Pa-Kua – assim como nas lutas mais conhecidas – adota graduações por mudanças de cor de faixa até chegar à preta, que possui oito graus.
– Nas aulas de defesa pessoal são aperfeiçoados, principalmente, os giros de combate circular. Mas todos os conhecimentos de Pa-Kua se complementam – diz a instrutora.

Foto: Marco Favero

Pa-kua: legado chinês para corpo e mente na defesa pessoal

A modalidade arte marcial dentro do Pa-Kua tem como um dos focos a defesa pessoal. Nela, são aperfeiçoados os giros de combate circular, que utilizam a força do oponente contra ele mesmo.
– O treinamento ensina gradativamente as posturas, os golpes e o combate em si, que utiliza muitas movimentações de tronco, braços e pernas – explica a mestra.

Além do aprendizado da luta em si, a elevação da auto-estima e o empoderamento são outros efeitos positivos trazidos pela prática constante da modalidade.
– Esse conhecimento nos leva a reflexões interessantes. Há muitas mulheres que, após começarem a praticar, descobrem uma força interior que não sabiam ter. E em várias momentos essa sensação pode livrá-las de situações complexas e até mesmo de relacionamentos abusivos – afirma Mayla, que faz a afirmação baseada em si própria.
– Como mulher, desde sempre tive de enfrentar preconceitos e machismos que foram afetando a minha auto-estima. Mas descobri um poder interior e isso me tornou mais forte – completa.
A técnica milenar chinesa voltada à defesa pessoal também ajuda a aperfeiçoar a capacidade de tomar decisões rapidamente em circunstâncias de perigo e adrenalina.

– É muito importante manter um trabalho emocional para evitar reações impensadas, controlar os efeitos do medo e dos hormônios no corpo e buscar as melhores ações em uma situação de perigo – esclarece ela. Foi o que levou Maria Eduarda Nogueira, de 22 anos, a praticar o Pa-Kua.
– Comecei há dois anos porque queria ter confiança para sair na rua e reconhecer uma situação de perigo e, diante dos riscos, avaliar as melhores táticas de reação e os meus limites – enfatiza.

Os golpes de defesa pessoal do Combatives Training

Aos 23 anos, Bruna Vargas Oliveira faz aulas de defesa pessoal na Combatz – Combatives Training há dois meses. Como a maioria das mulheres, se interessou pela técnica a partir da vontade de se sentir resguardada, porém, descobriu um outro lado do treinamento: o empoderamento emocional.
– Conforme vou praticando, me sinto mais segura e, de certa forma, mais confiante. Todo dia é um exercício novo, aprendo a direcionar uma força que eu nem sabia que tinha. A luta nos empodera, tanto física quanto emocionalmente, digo até mais emocionalmente, pois acabamos acreditando na potência que temos. E vamos combinar que acreditar na nossa força é tão importante quanto tê-la em si. Em uma sociedade onde a mulher é vista como um ser delicado sempre à espera de um príncipe salvador dos perigos, saber se defender é um ato de coragem e poder – garante ela.

Mas engana-se quem acha que os golpes são o único foco da modalidade. Segundo Fabrício, desenvolver a percepção do que acontece ao redor e evitar o embate são até mais importantes.
– Costumo dizer às alunas que o essencial é estar sempre alerta. É importante estar atenta ao ambiente antes que uma abordagem se concretize, afinal, é comprovado que ladrões e agressores quase sempre preferem atacar alvos fáceis, que estejam distraídos. Frisamos aqui que o principal é evitar o enfrentamento ao máximo.

Bruna mostra que já aprendeu algumas estratégias básicas para proteção.
– Ficar em posição de atenção, com as mãos levantadas na altura dos cotovelos é importante para evitar, ou então se defender de pessoas que chegam até nós com uma atitude suspeita. Classificamos uma movimentação suspeita quando a pessoa chega de mansinho, pedindo dinheiro, uma informação ou mesmo puxando papo sem ter nenhuma intenção clara além do roubo ou da agressão. Nesses momentos, a adrenalina e os nossos sentidos se alteram e a execução dos movimentos pode não ser perfeita. Mas o relevante é se concentrar na defesa e, se for necessário, atacar – completa ela.

E engana-se quem acha que as mulheres tenham desempenho inferior ao dos homens quando o assunto é defesa pessoal. Segundo Fabrício, elas levam algumas vantagens sobre o sexo masculino em situações que envolvam perigo.
– Apesar de, na maioria das vezes, elas terem menos força física do ponto de vista fisiológico, as mulheres geralmente têm uma percepção do entorno melhor que a dos homens. Além disso, por serem mais leves, acabam sendo mais ágeis. E depois que descobrem como é possível golpear o agressor, costumam ter bastante sucesso na ação – diz ele, que relata a experiência de uma aluna que conseguiu evitar uma agressão do próprio companheiro.
– Ao perceber que o diálogo durante uma discussão não seria suficiente e que a iminência de agressão física era grande, uma das meninas que treinava com a gente conseguiu aplicar um golpe, se desvencilhar do companheiro e torcer o braço dele, impedindo que o sujeito tentasse uma nova abordagem – finalizou.

Combatz, divulgação

Confira os descontos e serviços das escolas parceiras do Clube NSC

COMBATZ – COMBATIVES TRAINING
O espaço oferece treinos com personal ou em turma, uma ou duas vezes na semana e cursos intensivos com cinco horas de duração. O pacote (duas vezes semanais) custa a partir de R$ 80 e os intensivos partem de R$ 130. Sócios do Clube NSC têm 30% de desconto e pagam R$ 56.
Rua São Paulo, 395, Victor Konder, Blumenau – (47) 99614-3427.

PA-KUA INTERNACIONAL LEAGUE – SC
As aulas partem de R$ 120 (uma vez por semana). Sócios do Clube NSC têm 30% de desconto e, neste caso, pagam R$84 por mês. Consulte o site do Clube NSC para checar as escolas parceiras no Estado, acesse www.clubedoassinantedc.com.br

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