Sandro Clemes: Design é unir o útil à experiência funcional e à apreensão sensorial

Um pequeno abridor de envelopes tem forma anatômica, pura e singular. Leve como um pássaro - Foto Cláudia Pixu, divulgação

Um pequeno abridor de envelopes tem forma anatômica, pura e singular. Leve como um pássaro – Foto Cláudia Pixu, divulgação

O design é muita coisa, seu conceito é abrangente, complexo. Mas uma maneira de entender o seu resultado é: design é para resolver problemas aliando função e forma. Com essa nobre missão, o designer desenvolve o trabalho de criação e depuração de um bem útil à experiência funcional e à apreensão sensorial. Urdir, filtrar, condensar e sintetizar. Esses são processos que conduzem àquilo que é, e que não deve ser mais, nem menos. Alcançar o essencial é, também, realizar o potencial denso das coisas do mundo. O bom design, então, pode ser muito simples, mas nunca será banal.

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Frescor industrial

Aludir formas, texturas e técnicas tradicionais no design de mobiliário, por meio de materiais simples e inusitados, é o mérito da poltrona PK6, do designer paranaense Paulo Kobylka. A peça é uma das mais inovadoras presentes na mostra Casa Cor Santa Catarina 2017, em Florianópolis.

Poltrona PK6 se destaca no projeto de Pedro Tessarollo e Jairo Lopes na Casa Cor SC – Foto Sandro Clemes

“Belezas são coisas acesas por dentro”

O verso de Péricles Cavalcanti inspira uma sugestão de decoração que deixa qualquer lugar mais aconchegante e bonito: a luz indireta. A iluminação plena de um ambiente tem a função relevante de permitir o uso seguro e efetivo das funcionalidades do espaço, mas o aconchego vem mesmo da luz amena e difusa de luminárias de mesa, piso e parede. Acenda cotidianamente um abajur, ao invés da luz geral, pois além de consumir menos eletricidade, você ganha beleza e conforto num espaço mais intimista.

A luminária de mesa Atollo, criada em 1977 pelo italiano Vico Magistretti: geometria essencial com luz acolhedora – Foto Divulgação