Outubro Rosa: a detecção precoce é a chave para a cura do câncer de mama

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) este é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo

câncer de mama
Foto: Divulgação

Estamos no mês em que o mundo inteiro celebra o Outubro Rosa em prol da prevenção ao câncer de mama. O objetivo de escolher um mês para este movimento é alertar as pessoas, por meio de inúmeras ações, para uma das doenças que mais mata mulheres no mundo.

O movimento teve início nos Estados Unidos, na cidade de Nova Iorque, em 1990. Uma fundação Susan G. Komen For The Cure promoveu uma corrida beneficente para arrecadar dinheiro para o tratamento de mulheres com neoplasia de mama e também alertar e informar a população sobre a doença. Na ocasião, as mulheres correram com laços cor-de-rosa, simulando broches, e este se tornou o símbolo do movimento até hoje.

No Brasil, a campanha Outubro Rosa começou em 2002 quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, ficou iluminado de rosa durante o mês.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) este é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, com 25% dos casos novos a cada ano.

Não existe uma única causa para o câncer de mama e hoje o consideramos multifatorial. Cerca de quatro a cada cinco casos ocorrem após os 50, anos mostrando que a idade é um fator de risco importante para o aparecimento da doença.

O caráter genético corresponde a apenas 5% a 10% dos casos e, apesar disso, tem indicação de rastreamento especial para os familiares da pessoa acometida.

Além da idade e da história familiar, outros fatores de risco são: obesidade, menopausa, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica, não ter tido filhos, não ter amamentado, gestação após os 30 anos, portadores de algumas mutações genéticas, entre outros. Não significa que se você tem o fator de risco terá câncer de mama, mas as chances aumentam. Daí o controle aos fatores de risco modificáveis é fundamental.

Estima-se que até 30% dos casos de câncer de mama possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como: praticar atividade física, dieta balanceada e equilibrada e amamentação.

Na grande maioria das vezes, no estágio inicial, o câncer de mama é assintomático. Mas, os principais sinais e sintomas podem ser o aparecimento de um nódulo na mama, pele avermelhada ou retraída, alterações no bico do seio ou saída espontânea de líquido nos mamilos.

As chances de cura e o tratamento menos agressivo são maiores quanto mais precocemente o câncer for detectado. Logo, é extremamente importante o exame físico das mamas por profissional habilitado bem como a realização de exame complementares como a mamografia.

Ainda assim, o autoexame das mamas pode e deve ser realizado, mas não deve substituir a consulta e avaliação médica. Isso porque normalmente quando descoberto pela própria mulher a neoplasia já está numa fase mais avançada.

O Ministério da Saúde preconiza a mamografia bianual a partir dos 50 anos, já a Sociedade de Mastologia concorda com mamografia anual a partir dos 40 anos como rastreio da doença, recomendação esta que eu concordo e adoto no consultório. Já as mulheres com risco elevado para câncer de mama devem discutir com seu médico a melhor avaliação e indicação para decidir a conduta a ser tomada quanto ao rastreamento.

A detecção precoce ainda é a chave para a cura e também para os tratamentos conservadores, preservando a mama e diminuindo as chances de quimioterapia e radioterapia. Portanto, nesse mês de outubro, fica o alerta – se toca!