Casa-conforto: veja três dicas essenciais na decoração

Primeiramente, procure se conhecer bem quanto ao uso que faz ou pretende fazer da casa, entenda seus hábitos e perceba o que te emociona em decoração

Espaço para a mudança: uma casa montada com móveis soltos pode ser rearranjada a qualquer momento, além de ser mais elegante que aquela com muita marcenaria fixa (Foto: Mariana Boro/Divulgação)

Hoje vou apresentar três dicas transformadoras de decoração: sobre as cores das paredes, sobre o tipo de mobiliário a escolher e também sobre as possibilidades dos tapetes num lar acolhedor. Antes, um alerta: um erro comum de quem se aventura a mobiliar a casa sem auxílio profissional é comprar móveis sem antes medir o espaço disponível para que eles e as pessoas coexistam em harmonia. Há certos aspectos a considerar pra não cometer equívocos irreparáveis na composição de espaços feitos pra morar. Primeiramente, procure se conhecer bem quanto ao uso que faz ou pretende fazer da casa, entenda seus hábitos e perceba o que te emociona em decoração. Pra quê uma supercozinha se você não costuma preparar comida em casa? Planeje o espaço que irá montar e acredite: não existe gotinha mágica pra multiplicá-lo, mas é possível aproveitar cada centímetro de sua área, tanto horizontal quanto verticalmente. Ah, antes de comprar um móvel, compre uma trena.

LIVRE-LEVE-SOLTO

Esta não é uma dica, mas quase um apelo: escolha móveis soltos, e não os fixos, para compor o layout de sua casa. Eles proporcionam mais flexibilidade e muito mais beleza do que a marcenaria fixa. Claro que há cômodos que exigem o aproveitamento de cada centímetro quadrado de área disponível, como cozinhas, áreas de serviço, banheiros e closets. Nesses casos, o mobiliário sob medida é indispensável. Mas, no restante da casa, a fluidez dos móveis soltos garante leveza, frescor e elegância. Basta ficar atento às proporções das peças para garantir que todas as funcionalidades sejam atendidas. Na dúvida sobre o tamanho ideal de uma peça? Compre-a 20% menor que a intenção inicial. Bem melhor sobrar do que faltar espaço. E lembre-se: a parede do hall que vira painel de TV com rack que vira escritório que vira bar e que finalmente torna-se a mesa de jantar? Vamos evitar!

CLARO-ESCURO

Cozy: num lavabo quase sem incidência de luz solar, o tom escuro da madeira nas paredes e teto traz aconchego e beleza (Foto: Mariana Boro, Divulgação)

Como escolher a cor das paredes da sua casa? Conjugue dois critérios: primeiro, o seu gosto pessoal e sua personalidade, pois uma casa autêntica será sempre interessante e acolhedora; segundo, a luminosidade natural dos cômodos, tendo em mente que quanto mais intensa a luz que vem do exterior, melhor funcionarão as cores claras, tanto das tinta quanto de revestimentos de piso, paredes e teto. Ao contrário, quanto mais sombrio o ambiente, mais bonito e aconchegante ele ficará com um esquema cromático escuro. É a luz que é refletida pelas cores de um espaço, então se ele é escuro, pouco vai ajudar fazer paredes claras. Quanto às tendências de cor, a nova “cor do ano”, considere como fontes adicionais de referência para sua escolha, apenas isso. Certamente sua personalidade é menos volátil que as pressões comerciais do mercado de tintas e revestimentos para decoração.

Tudo sobre tapetes

Conforto sob medida: na sala de estar, o tapete acompanha o tamanho do sofá e cobre a área de circulação do ambiente (Foto: Rudi Razador/Divulgação)

Tapetes trazem conforto e beleza aos interiores, mas, como são dos maiores itens numa ambientação, sua escolha deve estar munida de informação e amadurecimento. Veja algumas dicas:

1. O tamanho: o tapete deve ocupar a área de circulação do cômodo em que está, tomando-se como referência o maior móvel solto ali presente. Ele deve ter no mínimo a mesma largura ou ser maior que estes itens. Pense que você vai andar descalço sobre o tapete, e defina a área que ele deverá cobrir.
2. Alongamento: um mesmo tapete que atenda a dois ambientes integrados garante a sensação de ampliação e fluidez do espaço.
3. Evite modismos: os tapetes de boa qualidade não são tão baratos, então vale investir em modelos mais sóbrios que perdurem.
4. Sobreposições: trazem despojamento ao ambiente e criam uma área de cobertura ampla a partir de tapetes menores. O truque é escolher modelos planos pra que o conjunto não fique volumoso e que se evitem tropeços.
5. Nem sempre: o tapete pode não ser essencial pra garantir aconchego a um cômodo. Se o piso for de um material “quente” como a madeira, pode-se dispensar sua presença.
6. Pra todo tipo de espaço: até pra áreas semi-abertas, como varanda. Os emborrachados e vinílicos são duráveis e muito práticos.
7. Tapetes artesanais: os clássicos orientais, os trançados à mão ou em tear, com matérias-primas naturais (lã, viscose, algodão) ou
recicladas, serão sempre atuais. O segredo é buscar equilíbrio.
8. Carpetes: podem ser usados como tapetes, sem estarem fixados ao piso, o que permite serem retirados para limpeza.

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