André Groh: Didi Wagner fala sobre empoderamento, carreira e apresenta canal no YouTube

Didi Wagner

Didi Wagner, ou Adriana Golombek Wagner (42), começou a se chamar Didi muito antes de ser VJ na MTV, e se assegura que o nome vem do berço. O simpático apelido que a apresentadora carrega é da infância, quando a paulista era apenas apaixonada por música e videoclipes. Paixão que a levou ao primeiro trabalho na televisão, apresentando um programa em 2000 na MTV, ao lado de Marcos Mion. Até então, a modelo recém-casada com o empresário Fred Wagner nem imaginava que a carreira dispararia a ponto de a posicionar como uma das principais apresentadoras de canal pago no Brasil.

Recebemos Didi na última terça-feira, 20, num camarim do Balneário Shopping, antes de subir ao palco do Elas Balneário, onde bateu um papo no talk show mediado pela jornalista Roberta Dietrich e falou da carreira, e como equilibra a carreira entre filhos, viagens e vida pessoal. A equipe do marketing, uma fã e eu esperávamos a apresentadora com uma mesa de café. Didi Wagner chegou com uma equipe enxuta, uma assessora e sem holofotes exagerados. Antes do evento, tentou que sua passagem fosse a mais discreta possível, mesmo assim, não deu para esconder que a apresentadora de tantos Rock in Rio, Lollapalooza e diversos shows musicais ou roteiros de viagens está passando à frente no corredor.

Fotos Guma Miranda

André Groh*: Sua primeira vez em Balneário Camboriú?
Didi Wagner: Sabe que não, estive aqui a primeira vez, não sei precisar quando, mas foi para gravar o Verão da MTV. Faz no mínimo 12 anos que vim, porque sai da MTV em 2006.

A.G.: Como é essa rotina de maternidade, carreira, viajar e ficar tanto tempo fora?
D.W.: É a realidade de todas as mães que também são profissionais. Sempre precisa contar com a colaboração de um parceiro, avós ou babá para dar um certo suporte, e ao mesmo tempo administrar esse equilíbrio entre profissão e vida pessoal. Hoje por exemplo vim pra cá com minha filha mais nova doente, no telefone: ‘Ju, você está melhor? Dá para ir para a escola?’. Mas indiquei um remédio para ela com ajuda de uma pessoa que trabalha comigo em casa, pelo telefone, ‘Pega o remédio que está no armário tal’, e por aí vai.

A.G.: Como aproveita o tempo em casa com os filhos?
D.W.: Vejo que as pessoas tem muito minha imagem de uma pessoa que é profissional e mãe, mas vou te ser sincera. Acho que tenho na verdade uma condição muito privilegiada, porque que minha agenda é flexível. Trabalho bastante, mas sou dona dos meus horários. Tirando quando faço viagens, e aí realmente me ausento por um tempo mais longo. Mas hoje e amanhã estou aqui (em Balneário Camboriú), só que quando chego em São Paulo, terei uma reunião só 18h, então tem um intervalo de horas que me permite dar certa atenção para minha vida pessoal. Agora essas mulheres que trabalham com hora marcada em escritório e com uma agenda super regrada, tem uma vida muito mais difícil. Tenho uma condição mais fácil para tentar esse equilíbrio, do que mães que trabalham das 8h às 17h todos os dias. Elas fazem mágica [rs].

A.G.: Você viaja bastante, e ainda faz coberturas de shows musicais. Como são esses eventos?
D.W.: É uma experiencia muito proveitosa, porque música é uma das vertentes que adoro cobrir. Mas é uma situação que é sempre um pouco tensa, porque é ao vivo, com várias situações imprevisíveis, e peculiaridades que acontecem só numa transmissão ao vivo. Apesar que num festival de música também tem um roteiro a ser seguido, você está na mão de bandas, artistas… Enfim, tudo pode acontecer.

A.G.: Você é um exemplo de empoderamento feminino hoje.
D.W.: Jura?

A.G.: E você foi escolhida para estar nesse evento justamente por ter esse equilíbrio na vida entre vida pessoal e profissional. Como você se sente sendo essa mulher, e tomando essa posição na sociedade?
D.W.: Vou te ser sincera, fico grata em ouvir isso. Mas eu não me assumo tomando esse papel, acho que tem mulheres que representam o empoderamento com muito mais força e fatores do que euzinha [rs]. Nesse sentido não me empodero tanto, de falar que realmente eu sou um exemplo.

A.G.: Você também tem um canal no YouTube, é para o tempo livre?
D.W.: Sim, ainda tem essa função e estou feliz. É uma produção independente, sou eu que coordeno essa história toda. Tem uma colaboração de uma equipe, com roteirista, enfim. Esse é um projeto meu que está indo super bem.

A.G.: De onde partiu essa ideia de se aproximar do YouTube?
D.W.: Para ser sincera, é aquela coisa do caminho sem volta. Eu continuo no Multishow, e em abril estreia outra temporada nova do Lugar (in) Comum. São oito episódios inéditos, e ainda assim, não dá para ficar fora do YouTube. Ensaiei muito tempo na minha cabeça antes de ingressar, e analisei todos os pontos.

A.G.: É um público diferente.
D.W.: Será que aceitam uma menininha que não tem 18 anos? [rs] Mas resolvi dar a cara a tapa. É porque existe um conflito interno da minha parte. Ainda estou engatinhando no projeto, e quero chegar mais longe.

*Colunista André Groh/Especial

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