Dieta da saúde planetária: conheça o regime com menos carne e mais vegetais que beneficia o planeta

Pesquisadores sugerem cardápio com nutrientes capazes de alimentar a população global nos próximos anos

Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Até 2050, estima-se que seremos 10 bilhões de pessoas no mundo. Como alimentar essa gente toda e ainda reduzir os danos ao planeta são algumas das preocupações de um grupo de cientistas que elaborou a “dieta da saúde planetária”, publicada na semana passada no periódico The Lancet.

Conforme a CNN, o regime prevê cortar pela metade o consumo de carne e açúcar e aumentar o consumo de frutas, vegetais e oleaginosas. Dessa forma, acreditam os pesquisadores, seriam prevenidas mais de 11,6 milhões mortes prematuras a cada ano.

O texto, assinado pelo professor de epidemiologia e nutrição de Harvard Walter Willett, faz uma pelo à cooperação e compromissos globais para mudar as dietas para padrões saudáveis — geralmente baseado em plantas —, reduzir o desperdício de alimentos e implementar melhorias significativas de sustentabilidade nas práticas de produção de alimentos.

— Estamos em um caminho que leva a um planeta seriamente degradado. Se nos importamos com o mundo em que nossos filhos e netos viverão, precisamos transformar nossas dietas e a forma como produzimos nossa comida. Um benefício imediato será melhorias em nossa saúde e bem-estar — disse Willett ao site de Harvard.

Essa dieta recomenda a ingestão de 2,5 mil calorias por dia, das quais a maioria deve ser de vegetais. Ela permite uma porção de carne vermelha ou duas de peixe por semana. O restante das proteínas deve ser proveniente de leguminosas ou oleaginosas. Leite é limitado a um copo por dia, assim como queijo e manteiga devem ser reduzidos. Ovos devem ser consumidos, no máximo, duas vezes por semana.

Produção alimentar sustentável

A pesquisa, que envolveu 37 cientistas de 16 países, aponta que as mudanças na dieta da população deve vir combinada com uma melhor produção de alimentos e redução de desperdícios. Segundo os autores, a agricultura deve ser voltada para a produção de culturas ricas em nutrientes, com uma melhor gestão do uso das terras. Isso envolve a redução das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa, como o metano (produzido na digestão de vacas e outros animais) e do óxido nitroso (emitido a partir dos solos agrícolas).

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