Diversificação e alocação de investimentos: veja dicas que todo investidor precisa saber

A diversificação dentro da alocação se faz importante para diminuir o risco de uma carteira de investimentos e melhorar a rentabilidade

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Todo o investidor já ouviu a famosa frase “não coloque todos os ovos em uma mesma cesta”. Jargão batido no mercado financeiro, a frase faz referência à diversificação de investimentos, parte importante para uma boa carteira. Mas além disso, também é necessário fazer a alocação adequada dos recursos. Os dois princípios andam de mãos dadas e o sucesso dos resultados depende tanto de um quanto de outro.

Apesar de muita gente achar que os conceitos são sinônimos, alocação e diversificação são duas coisas diferentes. O primeiro estabelece a base para a estrutura do portfólio, informando quanto deve-se colocar em cada classe de ativos (renda fixa, multimercados, renda variável, etc). O segundo faz referência aos ativos em si, que irão compor a carteira de investimentos (títulos públicos, CDBS, LCI, LCA, fundos, etc). O objetivo é encontrar a melhor relação entre risco e retorno através da divisão adequada dos recursos a serem investidos, quanto à prazo e volatilidade, expectativas e perfil de cada investidor.

É comum encontrar investidores que possuem um único ativo em sua carteira ou até mesmo várias aplicações atreladas ao mesmo indicador financeiro, muitas vezes até com uma boa taxa, que acreditam estar fazendo um bom investimento. Porém, ter boas taxas e fazer uma divisão das aplicações não implica necessariamente em realizar alocação e diversificação.

Se existisse o melhor investimento, todas as outras aplicações e classes de ativos não precisariam existir, pois todo o recurso do mercado seria direcionado a uma única aplicação.

É necessário compreender que uma ou outra classe de ativos não é melhor nem pior que outra, ela apenas é mais adequada a um determinado perfil de investidor. De maneira geral, o que existe é investimento inadequado, e não investimento ruim.

Um estudo realizado com os 100 fundos mais rentáveis do mercado norte-americano mostrou que o mais importante no longo prazo para uma carteira de investimentos não é ser bom na escolha dos ativos (stock selection), ou muito menos acertar o momento certo de comprar ou vender (Market timing). Estes dois fatores contribuem respectivamente com 4,8% e 1,8% da rentabilidade, enquanto realizar uma alocação adequada dos ativos representa mais de 91% do excesso do retorno no longo prazo.

A diversificação dentro da alocação se faz importante para diminuir o risco de uma carteira de investimentos e melhorar a rentabilidade. Existem dois tipos de risco no mercado. O primeiro tipo é o diversificável, ele é inerente a uma empresa ou a um determinado setor ou classe de ativos. Ele pode ser eliminado com a diversificação de ativos — é inversamente proporcional ao número de ativos de uma carteira, quanto mais ativos temos em uma carteira menor o risco diversificável. Esse risco não deve afetar os investidores, pois ele pode ser eliminado à medida que adicionamos ativos em uma carteira.

O risco diminui com o aumento do número de ativos em uma carteira. Quando se tem somente um ativo e adicionamos o segundo, eliminamos 50% do risco diversificável, porém a partir do nono ativo a eliminação do risco é bastante pequena e pouco significante. Por mais que sejam adicionados papeis na carteira, nunca será possível eliminar 100% do risco e sempre restará o risco sistêmico — este último não temos como eliminar.

Diversificação

Como podemos notar, o incremento de retorno e a diluição do risco de uma carteira de investimentos passa necessariamente por uma estratégia adequada de alocação e diversificação dos recursos. Permanecer na inércia, independentemente do momento, não é a melhor decisão, uma vez que com o ganho, a volatilidade é absorvida e a performance compensa.

Importante salientar que para cada tipo de investidor existe um portfólio adequado que deve ser respeitado. É preciso entender os objetivos de cada um para que se possa realizar a distribuição adequada dos recursos, trazendo o menor risco para o maior retorno possível.

Texto escrito por Douglas Warmeling, CFP®

Quer conhecer mais sobre a importância da diversificação contato@manchesterinvest.com.br

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