Djavan fala sobre novo trabalho, “Vesúvio”, que trará para SC em julho

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Foto: Divulgação

Djavan traz para Santa Catarina um espetáculo inédito com as canções do vigésimo quarto álbum da sua carreira. Serão duas apresentações da turnê Vesúvio, mesmo título do álbum lançado no fim do ano passado. Em Joinville, o intérprete se apresenta no dia 5 de julho, no Joinville Square Garden. Em São José, a apresentação será na Arena Petry, no dia 6 de julho. Sócio do Clube NSC tem desconto de 20% na apresentação de Joinville, na compra antecipada, no site da Ticketcenter. Na apresentação de São José o desconto é de 35%, na compra do ingresso antecipado no site Disk Ingressos.

O show é resultado de um processo de nove meses de produção do trabalho que traz 12 canções compostas, arranjadas e produzidas pelo próprio artista. Além de músicas do novo trabalho, como os singles Solitude, Cedo ou Tarde e Vesúvio, o repertório do espetáculo inclui também sucessos já conhecidos do artista alagoano.

 

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— Já vi alguns artistas falando que não gostam de cantar os clássicos, que estão enjoados. Eu não enjoo, porque cada plateia é nova — revela o artista que, por telefone, concedeu uma entrevista exclusiva para a Revista Versar. Confira:

 

Você traz para Santa Catarina a turnê Vesúvio, seu mais recente trabalho. Seu 24º álbum tem 12 faixas inéditas compostas, arranjadas e produzidas por você. Conta um pouco como foi o processo de produção deste projeto.

Eu marco o estúdio mesmo sem ter música, porque é para fechar a agenda de todos que estarão envolvidos no projeto. Marco com bastante antecedência. E aí eu começo a compor. Mas eu não componho tudo, porque eu gosto de fazer também depois que eu já estou no estúdio convivendo com os engenheiros de som, com equipamentos, isso me inspira. Eu faço no máximo quatro ou cinco canções para entrar no estúdio, para dar o start. Não letra, só música, harmonia, melodia, essa coisas. Daí eu vou para o estúdio e começo a trabalhar em tudo, e daí sim eu vou compondo mais. Quando está tudo pronto, arranjado e tudo mais – como a voz na cronologia da gravação, é a última coisa que entra – aí sim, eu começo a escrever as letras. É um processo que todo mundo acha maluco, mas eu estou acostumado.

 

Vesúvio veio durante o processo ou estava entre as canções iniciais?

Não, ela nasceu no meio do processo.

 

E por que escolheu esse nome e porque ela foi a eleita para dar título ao álbum?

Porque além de ser uma música com apelo mais pop, Vesúvio é um nome sugestivo, forte, que advém de uma coisa poderosa que é o vulcão (localizado na cidade de Nápoles, Itália). E eu achei que poderia ser um nome bom, e realmente deu certo.

 

Você falou em entrevistas que esse é um trabalho mais pop?

Esse disco, assim como os outros, traz a diversidade – que é algo que eu sempre busquei na minha vida. E o pop está dentro dessa diversidade. Eu sempre flertei com todos os gêneros, inclusive o pop. Mas o disco não é pop, o que é pop – como eu disse e foi confundido durante o lançamento deste trabalho – são três ou quatro canções, no máximo, nas quais eu queria dar uma linguagem mais fluída, mais fácil. Mas o disco não é pop, é diverso como os outros.

 

E com essa diversidade, como é criar e se reinventar depois de tantos anos na estrada, com tantos álbuns e tantos sucessos. Como é esse desafio para você? Para quem está de fora parece muito difícil esse processo de construção de um novo trabalho, mas para você deve ser algo muito natural, não?

Ser natural não significa que seja fácil, mas é uma coisa que eu busco. Eu busco uma novidade, um frescor, e não por nada, mas é para que eu me mantenha motivado em fazer. Porque em quarenta e tantos anos de carreira você precisa de uma motivação pra fazer mais uma vez. Evidentemente, fazer de novo é uma grande motivação, mas isso só não basta, eu quero me alegrar com uma cara nova, com um formato que chame a atenção de uma geração mais nova, que tá chegando agora. A minha carreira sempre foi envolvida com a recepção de gerações distintas e continua. Nos meus shows dá para ver isso, eu vejo pessoas desde 12 anos até 80 anos de idade, as vezes até menos de 12. Cada vez mais as crianças se cercam dessa obra e querem saber. Isso é uma motivação imensa. É por isso que eu faço.

 

A turnê é do novo trabalho, mas existem canções que não podem ficar de fora do seu repertório?

Já vi alguns artistas falando que não gostam de cantar os clássicos, que estão enjoados. Eu não enjoo, porque cada plateia é nova. Cada dia é um teatro novo, é um lugar de show novo e a plateia muda. A além disso, eu faço novos arranjos para todas as músicas que não são do disco novo. Primeiro pra eu trabalhar, que eu gosto de trabalhar. E é um trabalho novo, diferente. É fazer algo novo para músicas mais antigas. Eu sempre quero dar para essas músicas uma cara mais contemporânea, mais fresca, então é algo que eu faço com prazer. E eu não me canso de cantar Cina, Flor de Liz, Samurai. Canto com o maior prazer.

 

Desse processo de produção do álbum, construção do show até a apresentação, qual parte você mais curte? 

Olha, são duas etapas extremamente distintas a criação das canções – escrever letras, arranjos, gravação do disco e o contato com os músicos direta e indiretamente – é uma coisa insubstituível na minha vida. É talvez o meu momento de autoafirmação, é ali que eu revelo o momento que eu estou vivendo e aquilo fica registrado para sempre. E a outra etapa que é exatamente a etapa da turnê que sai para o mundo todo, e também é maravilhoso, porque você vai manter. Enfim, o contato direto e ver o resultado de um trabalho árduo que é fazer um disco novo com 12 canções novas, isso é gigantesco realmente. Daí você vai colher o resultado junto com as pessoas que é uma coisa maravilhosa, porque elas querem ver, conhecer e se revelar, fazer seus comentários. É um momento muito interessante da minha vida. E os dois são muito diferentes, por isso, não dá para optar pelo melhor ou qual eu gosto mais, porque eu gosto dos dois.

 

Como está sendo o retorno do público para esta turnê?

Eu já fiz 20 ou 21 apresentações e a receptividade é maravilhosa. É um êxito. Acabei de voltar do Chile e da Argentina, e em todos os lugares a receptividade é positivíssima. Tem sido bem gratificante.

 

Tem um bom tempo que não faz show em SC, qual a expectativa para essa apresentação e qual a sua relação com o público catarinense?

Eu adoro cantar aí, a receptividade do público sempre foi muito boa e eu amo Floripa, acho uma cidade belíssima. Gosto da comida, das sequências, e etc. Gosto do povo, é uma cidade de gente muito bacana e bonita. Eu acho que vai ser um sucesso. Vai ser maravilhoso e eu estou ansioso para chegar logo a data de fazer show aí.

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