Documentário “Meiembipe: Uma história esquecida no tempo” será lançado amanhã no CIC

Foto: Divulgação

Documentário “Meiembipe: Uma história esquecida no tempo” que relata a história do povo pré-colombianos na Ilha de Santa Catarina e o processo de colonização na região será lançado no Cinema do CIC, no dia 28 de novembro, às 20h. Entrevistas com historiadores e antropólogos conduzem a narrativa da obra com depoimentos que mesclam história, experiências vividas e sotaques típicos da região sul. O documentário retrata além das questões culturais indígenas a Saga de Aleixo Garcia, primeiro português a ter contato com os índios do litoral catarinense que ao ouvir falar do Império Inca faz a Rota do Peabiru tornando se também o primeiro europeu a ter contato com o povo Inca.

Confira uma entrevista com Jorge Baggio, diretor do documentário.

 

Qual o tema do documentário?

Meiembipe: Uma história esquecida no tempo relata a vida dos povos pré-colombianos que viviam no litoral de Santa Catarina dos quais há registros de mais de 10 mil anos atrás. O documentário aborda o modo como os índios viviam, seus hábitos e o equilíbrio com que se relacionavam com a natureza, todos aspectos relatados por historiadores, arqueólogos e pesquisadores. Embora a influência cultural desses povos possa ainda hoje ser percebida na nossa cultura, entendemos que o resgate dessa cultura pode contribuir profundamente com um modo mais sustentável e harmônico de desenvolvimento.

 

Por que decidiu fazer um documentário sobre este tema?

Minha família é de jornalistas, cineastas e a comunicação está na nossa alma. O interesse pela história e a cultura sempre esteve presente nos encontros de família e quando começamos a nos aprofundar na pesquisa foi inevitável a vontade de compartilhar com o público leigo (crianças, jovens e adultos) um pouco da história da nossa região, porque desta forma contribuímos a consolidar a identidade cultural, que é uma das bases para criarmos ambientes sustentáveis.

Sem identidade cultural ficamos vulneráveis, cidades sustentáveis são cidades fortes culturalmente. O filme pode ser utilizado para ilustrar as aulas de história, artes, língua portuguesa, geografia e ciências. São disciplinas que falam sobre o período pré colombiano e às vezes, fica muito abstrato, com recursos audiovisuais podemos ilustrar o homem do Sambaqui, os indígenas, o legado deixado por esses povos que muitas vezes ficam esquecidos no tempo.

 

Qual a sua profissão

Estudei Engenharia ambiental na UFSC e sou formado em Cinema pela Unisul. Trabalho há mais de 10 anos produzindo documentários. Sou fundador da B7 films que produziu meus documentários ao longo desses anos. A Produtora é especializada em produções audiovisuais e projetos culturais e está há mais de 8 anos no mercado.

Alguns dos documentários que já realizamos: “Jamais algum Poeta teve Tanto pra Contar”; “Descaminhos da Coxilha Rica”; “Arte, Inovação e Sustentabilidade”, entre outros.

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