Folianópolis encerra com É oTchan, Tomate e Saulo na avenida

Saulo, resgatando as raízes africanas da música baiana, entrou na avenida com a participação especial do Dazaranha

É o Tchan no Folianópolis
É o Tchan no Folianópolis (Foto: Luiz Fernando Carreirão)

Depois de dois dias emocionantes na Passarela Nego Quirido, o Folianópolis encerrou com muito saudosismo na noite deste sábado. O trio do É o Tchan sacudiu os foliões com as músicas que fizeram sucesso na década de 90. Beto Jamaica, ao lado de Compadre Washington, cantou os hits que levaram o axé para fora do Brasil.

– O axé tem seus altos e baixos, mas nunca sai da boca do povo. Temos aí bandas novas surgindo em Salvador, e o axé é isso aí. É só ver essa avenida em Florianópolis para garantir que o ritmo está cada vez mais vivo – disse Beto.

Um dos nomes do axé que está conquistando novos espaços no cenário nacional, Tomate passou pelo Folianópolis na última noite do evento. Ao som do coro “eu não vou embora”, o cantor fez os foliões esquecerem do cansaço de três dias de festa.

– Eu só espero sobreviver para a próxima edição – comentou Mariana Paizana, que veio do interior do Paraná e não deixou de correr atrás do trio.

Fotos: Beatriz Cerino

Leandro Pinheiro também ignorou a dor nos pés e pulou por mais uma madrugada a dentro.

– Cansaço acontece durante o dia, agora já até esqueci o que é isso… com essa energia aqui não dá pra parar.

A diversidade de sons do Folianópolis também impressionou os foliões. Saulo, resgatando as raízes africanas da música baiana, entrou na avenida com a participação especial do Dazaranha, que deu o tom do trio na primeira volta da passarela.

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