Entenda quais são os desafios de trabalhar na indústria da moda

Célio Martins Junior, CEO do Grupo Pacífico Sul. Foto Divulgação

Se engana quem acha que ter uma marca é fácil. Que basta ser criativo o suficiente para fazer uma coleção vender e gerar desejo entre os consumidores. Para Célio Martins Junior, CEO do Grupo Pacífico Sul, um dos principais desafios de exercer um cargo tão importante dentro da moda, é saber dosar a criatividade com a visão de negócios.

O empreendedor está à frente de uma das maiores empresas de moda de Santa Catarina – composta por marcas como Lilimoon, Johnny Fox, Infanti – e é referência nos segmentos infantil e infantojuvenil. Agora está expandindo e investindo em negócios de nicho – como a Labellamafia, marca adquirida pelo grupo no primeiro semestre do ano.

Com tamanha experiência na indústria têxtil, o publicitário entende a importância de se manter aberto a novos negócios e parcerias. Tanto que foi convidado a compartilhar seus insights, dicas e conhecimento sobre Business & Marketing dia 10 de setembro, no ONDM – O Negócio da Moda -, evento que debate o tema em diferentes frentes e proporciona ao público um ambiente próprio para o aprendizado e networking.

Em entrevista à Versar, ele revela quais são os desafios de trabalhar com o segmento e visão de futuros. Confira:

Atualmente, quais são os desafios de ser um CEO na área da moda?

Bom, eu acho que um dos grandes desafios de ser um CEO em uma empresa de moda é saber respeitar a proporção, o nicho e a escala que uma marca tem que ter. Acho que o grande erro que muitos CEOs cometem é querer escalar uma marca de nicho, que precisa ser exclusiva. Por mais que a empresa queira escalar, acho muito perigoso perder o ponto e essa marca perder o desejo por conta do excesso de exposição e a inserção de produtos no mercado.

Outro grande desafio, sem dúvida nenhuma, é esse novo conceito omnichannel que a moda vem procurando. Então temos que agradar a todos os canais e precisamos cuidar com o conflito entre eles. Por mais que a Labellamafia trabalhe com vários canais, a gente sempre pensa que todos podem ganhar. Esse é nosso objetivo e é um dos nossos grandes desafios hoje. Por último, trabalhar com pessoas criativas. É um desafio enorme.

Por trás de um criativo tem que ter uma estrutura minimamente organizada, com cronogramas, com entregas. Então o desafio é até que ponto deixar o criativo voar e até que ponto puxá-lo ao chão e fazer com que a coleção seja assertiva, comercial e tenha uma boa interpretação.

O Grupo Pacífico Sul é conhecido por marcas infantis e juvenis e agora a Labellamafia e a LaMafia são as novas integrantes do portfólio. Quando vocês identificaram que era uma boa oportunidade investir nessas marcas?

O Grupo Pacífico Sul é superconsolidado, tem 30 anos e é focado no mercado infantil, mas sempre foi um grupo de moda aberto a desafios e a levar sua eficiência operacional para marcas que pudessem entrar em seu portfólio. Nós já estávamos buscando algumas marcas e identificamos a Labellamafia como uma marca de DNA muito forte e que não concorre com nenhum tipo de produto em nosso portfólio. Então buscamos justamente um nome com DNA, já consagrado e que precisava de uma indústria forte por trás para entregar uma eficiência operacional boa.

Pretendemos aumentar pelo menos 50% do faturamento da LaMafia e da Labellamafia. Temos a convicção de que com toda a sinergia que vamos encontrar, conseguiremos atingir o objetivo e, principalmente, a melhora da margem – importante na geração do resultado.

 

Outros nomes da moda

Além da participação de Célio, o ONDM também contará com outros grandes nomes da moda, como Manuela Bordasch (Steal the Look), Fernanda Simon (Fashion Revolution) e Tiago Durante (Liverpool).

O evento ocorre nos dias 10, 11 e 12 de setembro, em Camboriú.

 

Leia mais:
Nanocosméticos fazem bem para a sua pele e para a natureza
Moda masculina: os anos 1990 estão de volta!
Novo endereço em Florianópolis para cuidar da saúde e do bem-estar