“Eu sou um caipira roqueiro”, diz Almir Sater, que faz quatro shows em SC

Ícone da música caipira, cantor faz shows entre hoje e domingo em Joinville, Criciúma, Blumenau e Florianópolis

Almir Sater (Foto: Rafaela Martins, BD, 21/07/11)

 

O resultado de uma longa parceria com o músico Renato Teixeira será apresentado por Almir Sater em Santa Catarina nesta semana. O cantor chega nesta quinta-feira ao Estado, onde se apresenta em Joinville. Sater toca na sexta em Criciúma, no sábado em Blumenau e no domingo em Florianópolis. Os ingressos têm descontos de até 50% para sócios do Clube NSC.

Sater tem uma boa relação com SC, onde o público costuma lotar os shows:

— Me sinto honrado com o prestígio que recebo dos catarinenses — comemora.

Nesta entrevista, ele fala sobre o que vai apresentar no Estado, sua relação com outros estilos musicais, como o rock, e explica que não conhece os novos nomes do sertanejo.

Como serão os shows aqui no Estado?

Esse show é em cima de dois discos que fiz com Renato Teixeira. Um chamado Ar, outro +Ar. São trabalhos que gostei muito e tenho viajado o Brasil fazendo esse show. O Renato não vai junto, mas eu toco estas canções.

Como está sendo o retorno do público?

Eu estou achando lindo. Meu público é muito bom, nunca reclamou do meu repertório. E o público de Santa Catarina é especial, gosta do som que eu faço. Por isso eu volto.

Você costuma vir ao Estado mesmo sem ser para fazer shows?

Ultimamente, na minha vida, eu só conheço lugares fazendo shows. Quando eu paro, que eu tiro minhas férias, eu vou lá para o meu canto. Eu sou um produtor rural também. Mas quando eu viajo com meu som, eu aproveito pra visitar os lugares, pra conhecer. SC é especial, é bom estar de volta.

Já são quantos anos de carreira?

São uns 40 anos, muita estrada.

Seu nome sempre é lembrado quando se fala da música sertaneja de raiz. As gerações que cresceram ouvindo o sertanejo universitário conhecem você, frequentam seus shows?

Eu não sei. Tenho um público muito fiel, pessoas que gostam do meu show, e tem desde que crianças até pessoas de bastante idade. É um som popular, pra quem gosta de viola, de folk, de músicas do interior. Mas eu sou meio roqueiro também. Meu som não é sertanejo, ele é pop. O que eu sou é um violeiro. Me permito tocar uns “modão caipira”.

Li em entrevistas suas que você se considera mais roqueiro do que sertanejo. É isso mesmo?

Eu sou um caipira roqueiro (risos).

Mas isso tem a ver com o que você consome de música ou o que produz?

Se você pegar os últimos discos com o Renato, vai ver que isso está presente. É que eu gravei alguns clássicos sertanejos, Chalana, e eu gosto também. Mas o meu som de composição é bem pessoal, vem de coisas que escuto.

E o que você costuma ouvir?

O mesmo que eu ouvia antigamente. Gosto muito do Zé Ramalho, Alceu Valença, Sá, Rodrix e Guarabyra, Renato Teixeira, Zé Geraldo, Milton Nascimento. Esses sons.

Você dialoga com os novos nomes do sertanejo, como Marília Mendonça, Henrique e Juliano?

Eu não conheço, não. Não pessoalmente. Eu moro longe, um pouco lá no Pantanal, um pouco na Serra da Cantareira, muito nos hotéis do Brasil, então não tenho muito contato com eles.

A gente também já viu você na televisão, atuando em novelas como O Rei do Gado. Sente falta de fazer isso?

Não, eu já pendurei meu texto. O que me dá emoção é música, eu estava sentindo que novela só me cansava, então eu parei.

Mas na época em que atuou na TV, você chegou a receber o título de galã nacional. Como foi essa repercussão? Te envaidecia?

Eu já fui jovem também, né (risos). Aproveitei bastante. Hoje eu sou um senhor, mas estou inteiro [tem 62 anos]. Eu me cuido. Brincadeira, a genética ajuda muito.

A genética também ajuda a ter pique pra continuar na estrada?

Isso é a emoção. Eu gosto do meu trabalho. Quando estou gravando tenho emoções profundas, que só consigo na música. E é isso que eu busco. Sem emoção, não tem graça. Quero continuar produzindo, esse é meu sonho. Enquanto eu puder tocar e compor, eu quero estar nesse mundão.

Serviço

Almir Sater em SC

Quando:

14/3, 21h, Joinville (Teatro da Liga)

15/3, 21h, Criciúma (Teatro Elias Angeloni)

16/3, 20h30min, Blumenau (Teatro Carlos Gomes)

17/3, 20h, Florianópolis (Teatro Ademir Rosa – CIC)

Quanto: A partir de R$ 90. Em Joinville, desconto de 20% para sócio do Clube NSC e acompanhante na compra do ingresso antecipado no site Ticketcenter. Em Criciúma, Blumenau e Florianópolis, o desconto é de 50% na compra no site Blueticket.

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