“Cabe a nós cantar letras com conteúdo de paz”, diz Armandinho, que toca em festival em Floripa

Nesta entrevista, Armandinho fala sobre o evento e a música

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Foto: Divulgação

O Freedom Music Festival ocorre neste sábado, dia 1°, em Florianópolis. Armandinho e as bandas Maneva, Onze:20 e Dazaranha fazem parte da programação, levando ao público músicas inspiradoras sobre o amor, espírito livre e boas vibrações. Nesta entrevista, Armandinho fala sobre o evento e a música:

Como você avalia a importância de um festival como o Freedom, que reúne grandes bandas de reggae nacional com uma mensagem positiva?

A maior importância do Freedom é que a gente passou por uma eleição em que a metade dos brasileiros ficou de um lado, metade de outro, com muito ódio, muita gente desconfiada. Então cabe a nós, através da música, cantar letras com conteúdo de paz, de amor, de união. Porque é assim que se chega onde a gente quer.

Você tem uma relação muito forte com Santa Catarina. Por que escolheu o Estado para viver?

O pai da minha mãe é de Tubarão, então eu passei toda a minha infância indo de Porto Alegre pra Tubarão. Uma parte da família é catarina. Agora minhas filhas são catarinenses. Não tem essa divisão no meu coração. Eu me sinto em casa tanto no Rio Grande do Sul quanto aqui. Eu tenho amor pelos dois estados, pela região Sul, que eu represento. Aqui é minha casa, como Porto Alegre também é. Eu vejo que muitas pessoas têm orgulho de o Armandinho se inspirar nas praias de SC, como eu fico feliz de os gaúchos também terem orgulho de eu ter nascido lá, estudado lá, aprendido a tocar em Porto Alegre. Eu sou daqui e ponto.

Além da própria carreira, você também incetiva muitos jovens músicos, como foi o caso de Vitor Kley, que o considera um padrinho. Como avalia o trabalho dele?

Hoje não tem mais espaço para os malucos criativos, os doidões, que faziam obras-primas. Infelizmente, com a internet, as pessoas não pesquisam mais o passado e as coisas vão se transformando. Poucos têm influencia do passado. Eu fico feliz que o Vitor é um menino que ouve as enciclopédias, que mesmo fazendo música pop, que toca no rádio — que também tem muita influência do seu produtor, seu empresário, que é um mestre nisso, que é o Rick Bonadio — também consegue preservar um pouco da música antiga e as poesias da velha guarda. Eu fico feliz de ter participado disso, mas acho que o mérito é dele.

Percebe que há muitos novos nomes de talento surgindo no cenário musical em SC?

Tô ligado que existe um movimento de bandas novas que estão surgindo aí. É ótimo isso. Tá na hora da gente levar a música catarinense para o mundo. Quando eu posso ajudar e sinto que o artista tem a ver comigo, eu apoio. Não pode ser uma coisa forçada, tem que ter uma convivência. A gente tem que tocar junto, não pode ser só profissional. Acho que depois do John Bala, Iriê, Tijuquera, Dazaranha e outras bandas do estado que fizeram nome, talvez tenha esquecido alguma, tá na hora de renovar e vir uma garotada nova, mostrando que esse paraíso aqui é fonte de inspiração para muita música boa.

O que o público pode esperar do teu show no Freedom?

O público não pode esperar nada porque nem eu espero! Meu show é uma bagunça, eu vou indo na louca, a música que vem na cabeça eu toco. A galera pediu, toquei. Ou sinto que é hora de tocar. E acho que é justamente essa a magia que sempre teve. A galera curte um show do Armando na semana passada e na outra semana é totalmente diferente. Mas sempre recheado das velhas canções e dos sucessos que a galera quer ouvir.

Serviço:

Freedom Music Festival

Com Atrações: Armandinho, Maneva, Onze:20 e Dazaranha

1° de dezembro, em Florianópolis

Ingressos: Desconto de 30% para sócio do Clube NSC e acompanhante na compra antecipada pelo site Blueticket.

Local: Stage Music Park – Rod. Maurício Sirotsky Sobrinho, 1050 – Jurerê