Neto de Tom Jobim, Daniel Jobim faz show no Jurerê Jazz em homenagem ao avô

Daniel Jobim
Ana Migliari/Divulgação

Apesar de estar completando seis décadas este ano, a Bossa Nova ainda é uma das revoluções mais atuais da música brasileira. Neto de Tom e filho do violinista Paulo Jobim, Daniel Jobim cresceu com o gênero pulsando nas veias. Ainda na adolescência fez jus ao sobrenome e aos 15 anos já trabalhava como músico profissional. Se especializou, estudou piano clássico, música popular, harmonia funcional e arranjo. Além dos projetos com o avô, Daniel gravou ao lado de grandes artistas brasileiros e estrangeiros como Dorival Caymmi, João Gilberto, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa, Maria Bethânia, Lisa Ono, John Pizzarelli, Milton Nascimento, Stevie Wonder, Sting, entre outros.

Aos 45 anos e com um currículo premiado, o artista sobe hoje ao palco do hotel Il Campanário, em Jurerê Internacional,  para se apresentar ao lado do pai – no violão -, Paulo Braga na bateria e Rodrigo Villa no Contrabaixo no Jurerê Jazz Festival, em um concerto acústico dedicado ao repertório do avô. Sócios do Clube NSC têm desconto de 20% na compra do ingresso antecipado na loja Ingresso Rápido.

Batemos um papo com Daniel sobre seus trabalhos, a expectativa para o evento e, claro, sobre sua herança musica. Confira:

Qual a responsabilidade de um músico que carrega o sobrenome Jobim?

É sem dúvida uma grande responsabilidade. Ao mesmo tempo é tudo bem natural pra mim, não me sinto pressionado pois cresci no meio dessa música maravilhosa e me sinto em casa quando estou interpretando o repertório do meu avô. A Bossa Nova completa 60 anos em 2018, e é uma honra poder viajar pelo mundo mostrando nossa música para as novas gerações e perceber como as pessoas ainda se emocionam com as canções de Tom Jobim.

Você esteve recentemente no palco com o cantor e guitarrista norte-americano John Pizzarelli, que lançou um repertório em homenagem a parceria Sinatra e Jobim. Como é participar de um trabalho que reforça a importância de seu avô para música mundial?

É muito gratificante. Fico muito feliz de cantar com um músico extraordinário como John Pizzarelli. Já nos conhecemos e trabalhamos juntos há mais de quinze anos. Quando ele gravou um disco em homenagem à Bossa Nova, em 2004, iniciamos uma grande parceria. Sobre nossa última turnê, foi um grande prazer… foi foi um dos maiores encontros musicais da história e é meu disco preferido.

Dizem que a música brasileira, especialmente a Bossa Nova, é mais reconhecida lá fora. Você acredita nisso?

Não. Também é muito reconhecida aqui e tem um papel fundamental no Brasil. Claro que a música brasileira, e em especial a bossa nova, é renomada em todo mundo. Até em lugares onde nem sabem onde fica o Brasil, conhecem Garota de Ipanema. Isso prova a importância da música para um país como formadora da identidade cultural.

Quais as suas principais referências na música nacional e internacional?
Amo a música em suas diversas formas e gostaria de destacar artistas com os quais tive a sorte de trabalhar, como Milton Nascimento (fizemos uma linda turnê juntos), o guitarrista Michael Sembello (guitarrista de Stevie Wonder), com quem fiz um projeto chamado The Bridge, além do próprio Pizzarelli, Stevie Wonder e muitos outros. E além do meu avô, uma das principais referências musicais para mim é o rei do pop, Michael Jackson.

Que show você apresentará no Jurerê Jazz Festival?

Todos os sucessos de meu avô, de Águas de Março a Garota de Ipanema, mostrando os arranjos originais, as harmonias e voicings da Bossa Nova, e estarei acompanhado por meu pai, Paulo Jobim, no violão. Além dele, estarão o lendário baterista Paulo Braga, que acompanhava meu avô e Elis Regina, e o super contrabaixista Rodrigo Villa.

O que você está produzindo para este ano?

Além da turnê com o meu quarteto que vou apresentar no Jurerê Jazz, tenho um projeto solo com músicos internacionais. Farei um show com convidados no Copenhagen Jazz Festival, na Dinamarca, um dos festivais mais tradicionais da Europa, e uma turnê pelo Japão com a cantora Lisa Ono. Também estou gravando um disco de canções autorais com alguns convidados para lançar esse ano.

Daniel Jobim no Jurerê Jazz Festival

Hoje, às 21h

Quanto: R$ 200. Sócio do Clube NSC e acompanhante têm 20% de desconto na compra do ingresso na loja Ingresso Rápido do Beiramar Shopping (Rua Bocaiúva, 2.468, Centro).
Onde: Il Campanario (Av. dos Búzios, 1.760, Jurerê Internacional).

 

 

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