Nando Reis volta ao palco do P12, na Capital, para cantar as músicas de “Jardim-pomar”, primeiro disco produzido por selo próprio

Foto: Divulgação

Foto: Carol Siqueira

Com 55 anos recém-completados, Nando Reis se apresenta no palco do P12 neste sábado (20). Desta vez, o público vai poder conferir a turnê do disco Jardim-pomar, lançado no final de 2016, que retoma parcerias antigas, como os Titãs, e foi o primeiro a ser produzido pelo selo próprio do músico. Por e-mail, Nando bateu um papo com o Clube do Assinante sobre o show, internet, música e a vida. Confira:

Você é um cara que está na estrada desde os anos 1980, sempre com agenda cheia. Já conseguiu ou pretende tirar um tempo off de tudo?

Durante muitos anos, minha vida foi uma desenfreada busca por novidades e experiências, desbravando caminhos, abrindo frentes. Agora já sei o que me interessa, o que gosto. Quero aproveitar meu tempo para me dedicar mais o que me importa. Gosto muito de trabalhar, de estar na estrada, mas não é só isso que me interessa agora. Quero, e estou conseguindo, dosar melhor o tempo de dedicação à profissão com minha vida pessoal. Acho que off de tudo a gente nunca fica, e nem quero, mas o equilíbrio é fundamental hoje para mim.

Jardim-pomar foi seu primeiro disco produzido por selo próprio. Que desafios e aprendizado ficaram dessa experiência?

Muitos. Desde que me tornei independente e tive que aprender e me envolver com a parte comercial, fiz várias experiências para me entender com um mercado que está em permanente transformação. Eu gosto da experiência de ter um disco físico, acho que ele é fundamental para a compreensão da totalidade da criação artística contida nele (a sequência de músicas, a relação multissensorial – auditiva, tátil, olfativa, visual – , a relação do conteúdo sonoro com a arte da embalagem. Enfim, isso se perde um pouco na música digital, mas eu entendi que esse também é o novo modelo de consumo de música. Foi tudo novo, criei modelos próprios, metodologias únicas de trabalho. Aprendi também a viver dentro da minha realidade financeira e fazer um planejamento, já que eu paguei tudo.

Seu último show no P12 foi em janeiro do ano passado, e na época você ainda não tinha começado a turnê de Jardim-pomar. Para quem viu o show de 2017, o que vai ver de mais diferente nesse?

O show da turnê Jardim-pomar reúne algumas músicas do disco de mesmo nome como Só Posso Dizer e Inimitável, além de canções da minha carreira solo como Segundo Sol, All Star e Relicário. O set list foi pensado para contemplar as músicas do último álbum, mas sem deixar de lado os sucessos que o público sempre quer ouvir.

Você fez uma série de vídeos no Youtube sobre as mensagens que recebe inbox no Facebook. Você realmente costuma responder os fãs? Como é sua relação com as redes sociais?

Eu fiquei surpreso com o espanto que causou o fato de eu responder aos fãs. Claro que tenho uma equipe grande que me ajuda com as redes sociais, principalmente quando estou na estrada e tenho menos tempo, mas eu gosto sim de interagir com os fãs, gosto de responder sempre que posso. Nos vídeos que fiz para o Youtube, aproveitei o momento e expliquei vários trechos de músicas que o público tinha dúvida ou que eu achava que poderia causar alguma pergunta.

Assista a um dos vídeos da série:

Nando Reis

Quando: sábado (20), com abertura da casa das 11h às 22h e show previsto para às 20h
Onde: P12 (Servidão José Cardoso de Oliveira, s/n, Jurerê Internacional, Florianópolis)
Quanto: R$ 100 pista 6º lote. Sócio do Clube do Assinante e acompanhante têm 20% de desconto na compra do ingresso antecipado na loja Ingresso Rápido do Beiramar Shopping (Rua Bocaiúva, 2468, Centro, Florianópolis)

Leia mais:

Programe-se: Arena Show de Verão terá shows de samba e pop rock a partir de 20 de janeiro

Crítica: a história por trás de uma super-heroína no filme “Professor Martson e as Mulheres-Maravilhas”

Sobrenatural – A Última Chave: novo filme da franquia reafirma a tendência do terror