“No teatro me renovo, me inspiro”, diz Rodrigo Lombardi sobre peça que chega a SC

Ator chega a Florianópolis com a peça "Um panorama visto da ponte" e fala sobre o trabalho na dramaturgia

Rodrigo Lombardi em "Um panorama visto da ponte" (Fotos: Ale Catan/Divulgação)

Duas gerações de atores consagrados, Rodrigo Lombardi e Sérgio Mamberti sobem ao palco do Teatro Ademir Rosa (CIC) nesta quinta-feira, 14, em um grande texto do teatro, com Um Panorama Visto da Ponte. O texto é um dos clássicos de Arthur Miller (1915-2005), considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. Nesta entrevista, Lombardi fala sobre este trabalho, sobre sua história no teatro, na TV e o status de sex symbol.

A peça Um Panorama Visto da Ponte, que chega a Florianópolis, é um clássico e uma união de diferentes gerações. O que os catarinenses podem esperar?

O público vai encontrar um clássico, de um dos grandes do teatro, com uma direção precisa do Zé Henrique, que dialoga com o momento presente, sendo atemporal, e que se comunica com o público de uma forma muito direta e intensa. Miller dizia querer fazer um teatro de qualidade mas acessível ao público. É isso que queremos fazer. Espero que vocês gostem!

Qual a diferença entre atuar no teatro e na TV? Tem alguma preferência?

Se você perguntar para alguém a diferença de vôlei de praia e o vôlei de quadra vão falar pra você que é um outro esporte. O palco é uma troca instantânea com o público, a peça depende do público, o público tem uma função no teatro, ele participa. Na televisão, você faz, errou? Volta. Você tem a grandiosidade da produção da TV, trocar lente, dá close, enquanto no teatro tudo você que faz. O teatro foi a minha primeira casa. Antes de atuar trabalhei em diferentes funções no teatro e logo depois já comecei a atuar. Poder estar no palco é um grande privilégio e é também um grande desafio. Voltar num texto do grande Arthur Miller, com a direção do genial Zé Henrique, ao lado de três gerações de atores, dividindo a cena com nosso querido Sérgio, tudo isso é um grande presente! No teatro me renovo, me inspiro e me comunico diretamente com o público, numa conexão muito forte entre artista e plateia. Me reencontro.

Como foi fazer a série Carcereiros, já que tratou de assuntos densos e de muita relevância social?

Não tive tempo de fazer laboratório para a primeira temporada e fui aprendendo tudo na prática e nas gravações, sempre com muita troca de informações e experiências com direção, autores, roteiristas e equipe técnica. É um dos meus melhores trabalhos justamente por ter uma equipe em total sintonia, com muito entrosamento e de muita intensidade. Quando se faz um trabalho sobre o sistema penitenciário no Brasil, você aprende que o sistema nada mais é que uma experiência com seres humanos. Abaixo disso só experiência com ratos, no campo da pesquisa. É ver pessoas confinadas que, com o tempo, vão acabar entrando em conflito.

O que este trabalho te ensinou?

Fazendo o Adriano, tive que passar por um olhar para um assunto novo. Quando você mergulha nesse universo, você aprende. Não é uma questão de aceitar, não é uma questão de entender, é uma questão de humanizar. Você humaniza essas pessoas. O condenado não é um demônio. Muitas vezes, ele está ali sem precisar estar ali. Existem consequências diferentes para o mesmo crime, porque você tem mais dinheiro ou menos dinheiro. (…) Você aprende a ser humano, a raciocinar, a entender. Eu aprendi a ser mais cidadão com essa série.

Você virou assunto no Big Brother Brasil ao ser eleito pelas mulheres o homem mais sexy do Brasil. Como você reage ao receber esse tipo de elogio? Se considera um homem bonito?

É engraçado quando recebo fotos minhas com legendas engraçadas. Apesar de não ter muito tempo para acompanhar isso (nas redes sociais), acho que é uma brincadeira legal com o material que a gente joga para o mundo. É bom ver que o mundo se diverte com a dramaturgia.

Serviço

“Um Panorama Visto da Ponte”

Data: Quinta-feira, 21h

Local: Teatro Ademir Rosa – CIC (Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)

Quanto: A partir de R$ 100. Sócio do Clube NSC tem 40% de desconto na compra no Disk Ingressos.

Para ser sócio do Clube NSC, você precisa assinar um dos jornais DC, Santa ou AN em Loja NSC. Com planos a partir de R$ 9,90 por mês, você tem acesso a todo o conteúdo de notícias e tem direito a utilizar os descontos do Clube em festas, shows, restaurantes, cinema, educação, serviços e muito mais.

Leia também:

Livro revela a história de um dos mais importantes grupos de teatro de Santa Catarina