Especialistas questionam eficácia do autoexame na prevenção do câncer de mama

câncer de mama
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Por Camila Kosachenco

Usado preventivamente no combate ao câncer de mama, o autoexame ainda não teve sua eficácia comprovada cientificamente. Bastante recomendada na década de 1990, a técnica, em alguns casos, mascarava o problema, pois as mulheres não encontravam nada e se sentiam protegidas.

Diversos estudos concluíram que a taxa de mortalidade era similar entre as que se examinavam em casa e as que não o faziam. Identificar um tumor depende de fatores como a localização e o tamanho do nódulo, que só é palpável quando já tem de 1,5 a 2 centímetros. Outra polêmica é a idade certa para fazer a mamografia, tema que tem gerado divergência entre especialistas.

Conhecer o próprio corpo

Ao contrário do compromisso mensal com o autoexame, a sugestão é que as mulheres conheçam o próprio corpo, o que as tornaria capazes de perceber diferenças ou sinais que podem indicar algum problema. Observar-se no banho, ao passar creme, nas relações sexuais ou até mesmo parada em frente ao espelho pode ajudar nesse conhecimento.

– Não dá para dizer que se examinar não é importante. É obrigação se conhecer. Se o autoexame não tem benefícios reais e científicos, deve haver outros exames que podem fazer a diferença e quem exerce esse papel é a mamografia – destaca Ruffo de Freitas Junior, da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Ao notar nódulos de qualquer tamanho, retração da mama, uma mama maior do que a outra, pele mais repuxada ou outras alterações, a mulher deve, obrigatoriamente, procurar um médico.

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