Férias escolares ‘desconectadas’ são mais saudáveis, aponta especialista

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Foto: Divulgação

Em época de férias, o mundo digital costuma ser um grande atrativo tanto para os pequenos como para os pais. Seja a televisão, computador, tablets ou smartphones, opções não faltam para manter crianças e jovens entretidos. Mas qual é o limite entre o entretenimento saudável e o uso prejudicial desses aparelhos?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), menores de dois anos não devem ser expostos às telas digitais, pois podem ter o desenvolvimento cognitivo comprometido. Para crianças entre 2 e 5 anos, o ideal é limitar o tempo de exposição a 1 hora por dia.

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Para a pedagoga Caroline Serqueira, o acesso facilitado aos dispositivos móveis, como tablets e smartphones, é a melhor explicação para o grande consumo dos conteúdos disponíveis.

— As tecnologias fazem parte do nosso cotidiano e as crianças estão passando cada vez mais tempo em frente às telas, pois têm em mãos dispositivos que são portas para o mundo digital. Os adultos, isto é, a própria família, está promovendo o acesso a esses conteúdos — comenta.

Ela apoia a determinação da SBP, pois os impactos na saúde das crianças são grandes, apesar de silenciosos.

— Alterações na visão, dificuldade na hora de dormir e comprometimento das habilidades sociais são consequências da grande exposição ao mundo digital — alerta.

No Brasil, cerca de 90% das casas com crianças e/ou adolescentes têm um ou mais smartphones, de acordo com a última pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

Apesar das crianças se adaptarem rapidamente às novas tecnologias, intuitivas e atrativas, a linha entre o estímulo positivo e o prejudicial é tênue e deve ser acompanhada de perto. Caroline alerta que o diálogo por parte dos pais é essencial.

— Sem dúvidas existem muitos conteúdos, como jogos e vídeos, que podem contribuir para o desenvolvimento das crianças, mas o acompanhamento da família é indispensável. É preciso conhecer os canais que as crianças consomem, impor limites, regras e também garantir que tenham acesso a outras atividades fora do mundo digital.

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