Cultura e tradição marcam a Festa do Divino Espírito Santo que acontece neste sábado na Capital

O Ciclo do Divino Espirito Santo é uma tradição em Florianópolis, onde ocorre todos os anos dois sábados antes do domingo de Pentecostes, sendo que os festejos seguem até meados de setembro. Neste ano, a abertura acontece no dia 25 de maio, com programação a ser realizada no interior da Catedral Metropolitana.

As festas acontecem em 14 comunidades da Capital, onde se mesclam elementos religiosos, seculares e folclóricos.

Na manhã do dia 25 de maio haverá a apresentação dos casais festeiros de 2019, o hasteamento das bandeiras, a benção dos pães e o lindo cortejo imperial com desfile pelas ruas do centro da cidade.

A Festa do Divino Espírito Santo é uma manifestação cultural marcante na religião do litoral catarinense, que acontece também em municípios vizinhos como São José, Palhoça, Governador Celso Ramos e Santo Amaro da Imperatriz.

Cabe lembrar que a Festa do Divino é Patrimônio Cultural Imaterial, justificando assim este título pois tem a participação e devoção dos fieis de grande parcela da população.

Além de ser uma celebração que faz parte da vida das comunidades que realizam essas festas, tendo grande influência do povoamento açoriano e madeirense.

A abertura do Ciclo do Divino do Divino Espírito Santo terá a seguinte programação:

25 de maio (sábado) – 9h às 12H
8:30h Concentração dos casais
9h Benção dos pães
9:30h Apresentação dos casais festeiros 2019
das localidades de Florianópolis
e Municípios convidados
10:15h Fala das autoridades
10:40 Hasteamento das bandeiras: Açores, Divino e Florianópolis
11h Cortejo e desfile pelas ruas centrais da cidade

Um pouco da tradição:

Segundo pesquisas de historiadores o início da festa em Portugal, se deu a devoção da Rainha Santa Isabel de Portugal (1270-1336), que era casada com Dom Dinis, Rei de Portugal, fazendo uma promessa para que encerrasse as desavenças entre o esposo e o filho, o Príncipe Afonso.

Na época os conflitos eram freqüentes porque o Rei demonstrava maior interesse por Afonso Sanches, outro descendente que foi concebido fora do casamento.

Temendo pela morte de um dos dois durante as brigas, a Rainha naquela altura prometeu ao Espírito Santo que faria um dia de culto e entregaria ao próprio uma coroa, se a paz voltasse ao reino.

O pedido foi atendido e para agradecer ao divino, a Rainha Isabel levou à Igreja do Espírito Santo a coroa. No dia de Pentecostes quando fez a entrega, formou-se uma solene procissão com nobres carregando estandartes enfeitados.

A partir daí por determinação da Casa Real, a festa passou a se realizar todos os anos na mesma data, também fora das fronteiras do território português. Sendo assim, a história e a tradição foi trazida a Florianópolis, ou mesmo para Desterro pela colonização açoriana em que passou a celebrar as Festas do Divino.

Curiosidade:

A tradição é tão forte e visível nas comunidades que realizam as festas, que em algumas delas moradores abrem as suas casas, para fazer a Novena ao Divino, rezada e cantada parcialmente em latim como na comunidade do Ribeirão da Ilha, e após o término da reza há uma confraternização com uma mesa farta de doces e salgados oferecida pelos donos da casa. Em Santo Antonio de Lisboa toda a novena é rezada e cantada em latim.

Os participantes da novena rezam, cantam e se emocionam pela fé em devoção ao Espírito Santo, que em respeito ao costume fortalece a cultura, e depositam amor ao se dedicarem à realização da festa, e assim como a Rainha Isabel obteve a sua graça, os fiéis ao fazerem os seus pedidos e serem atendidos também fazem os seus agradecimentos em prol de ações destinadas a caridade.

Foto Divulgação