Figurino evidencia diferenças de época e de personalidades em nova novela das sete

O Tempo Não Para, que estreia dia 31 de julho, acompanha a história de uma família congelada, em 1886, que desperta nos dias de hoje e precisa lidar com os choques temporais

Betina, vivida por Cleo (Foto: Raquel Cunha/TV Globo)

As singularidades dos núcleos “congelados” e “contemporâneos” e o choque proveniente do encontro entre personagens de séculos diferentes, na próxima novela das sete, O Tempo Não Para, terão destaque com o trabalho das áreas de figurino e caracterização. A figurinista Paula Carneiro adotou cores mais vivas e quentes para a família Sabino Machado e seus agregados, enquanto os personagens de 2018 seguem uma linha com cores mais sóbrias. Já as diferenças na caracterização, assinada por Juliana Mendes, ficam por conta de penteados, cortes de cabelos e tatuagens.

A propósito, o visual dos personagens “contemporâneos” é bem representativo das mudanças que ocorreram nesses 132 anos em que a família ficou dentro de um bloco de gelo: a equipe explora cortes mais curtos para as mulheres, o que era improvável em 1886, além de cabelos coloridos e raspados.

Entre os “congelados”, há muita textura, xadrez e listras misturadas no mesmo look. Por exemplo, a protagonista, Marocas (Juliana Paiva), é dona de uma personalidade forte e isso fica perceptível no visual dela. A maioria das mulheres da época usava “anquinha”, uma espécie de armação sob as saias para dar volume, mas ela não é adepta desse artifício.

— Marocas não é uma mocinha típica daquela época. Queríamos que sua personalidade, força e beleza, que são muito exclusivas, ficassem bem marcadas no figurino — conceitua Paula.

Marocas, personagem de Juliana Paiva (Foto: João Miguel Júnior/TV Globo)

Peças em couro colorido são marca da personagem. Uma das composições é casaco de couro azul, saia pintada a mão, corset de couro vinho e pochete. Ela também usa muito obi, uma faixa típica japonesa, de couro. Esse conceito também acompanha a caracterização de Marocas, que, já em 1886, tem uma postura mais moderna, de vanguarda.

— Trabalhamos com tranças mais soltas e largas. Na época, as mulheres usavam os cabelos presos, então isso já é um sinal da independência dela — comenta Juliana Mendes.

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Visual reflete personalidade

Direto para o século XXI, todo o engajamento social e estilo de vida sustentável de Samuca (Nicolas Prattes) se refletem em sua forma de se vestir. Ele preza pelo conforto acima de tudo: calça de sarja, camiseta e sandálias de cortiça. Já Carmen (Christiane Torloni), sua mãe, é uma mulher cosmopolita e moderna, que com um simples blazer e uma camisa tem seu charme e sensualidade visíveis. Betina (Cleo) tem um estilo mais clean. É adepta de casaco com pele falsa, sapatos sem salto e roupa de veludo molhado. A diferença entre Marocas e Betina é evidente no figurino e também na caracterização. Enquanto Marocas tem um cabelo longo, Betina usa um corte curto e com mechas mais claras.

Outro elemento de caracterização que marca a diferença entre épocas é a tatuagem, que no século XIX era usada apenas por piratas e presidiários. Isso causará um enorme estranhamento – e muitas confusões – por parte dos “congelados” diante de personagens como Elmo (Felipe Simas) e Betina (Cleo), que têm diversas tatuagens visíveis.

O Tempo Não Para, próxima novela das 19h, que estreia dia 31 de julho, acompanha a história de uma família congelada, em 1886, que desperta nos dias de hoje e precisa lidar com os choques temporais. De Mario Teixeira, com direção artística de Leonardo Nogueira, a novela tem previsão de estreia para julho. A obra conta com colaboração de Bíbi Da Pieve, Marcos Lazarini e Tarcísio Lara Puiati, e direção-geral de Marcelo Travesso e Adriano Melo.

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