Filme “Annabelle, De Volta para Casa” encerra a trilogia

Foto Divulgação

Andrey Lehnemann – especial

Após três filmes sobre a boneca que havia roubado a cena no primeiro filme do universo de Invocação do Mal, é perceptível como os três longas são distintos um do outro – tanto em função das mudanças de diretores quanto da abordagem em si.

O primeiro filme era basicamente um anseio de dar razão à existência de um filme sobre a boneca, com a mão de James Wan sendo pesada na produção para conferir a tensão e maravilhamento desejável. No segundo, o melhor deles, sugeria-se um mundo muito maior do que o da boneca, enquanto Annabelle imprimia em seu recurso visual um medo físico palpável.

Bastava aparecer, que a boneca causava frisson, algo que A Freira tentaria emular em seu filme solo, inclusive. Aqui, no terceiro exemplar, De Volta para Casa, o mundo dos Warren e a nostalgia de tudo que vimos até então nas produções de James Wan nos toma por arrebato. Sob esta ótica, ainda que esteja muito longe de ser um filme brilhante, o novo Annabelle carrega a magia de seu universo consigo.

Escrito e dirigido por Gary Dauberman, a partir de uma ideia dele e de James Wan, o novo filme da boneca do mal retorna às raízes do primeiro Invocação do Mal, ao trazer os demonologistas encontrando Annabelle pela primeira vez. No retorno para a casa, com ela no banco de trás, Lorraine começa a notar que a figura é usada como um ímã para espíritos maléficos.

Desta forma, Ed e a esposa se previnem de imediato, colocando a boneca num vidro religioso que contém seu mal. Porém, uma jovem acha uma boa ideia entrar no museu para falar com o falecido pai e acaba libertando Annabelle para uma última noite de terror.

Linha de raciocínio

A bem da verdade, não há sentido no roteiro ou no período temporal em que a história se passa. Dauberman é previsivelmente raso na forma como encara seus personagens, dando personalidades apenas para conseguir manter uma linha de raciocínio na direção de onde realmente quer chegar – as múltiplas possibilidades que se encontram no porão macabro dos Warren. E, nisto, ele se dá bem.

A cena de Daniela no porão pela primeira vez é uma das mais tensas daquele mundo. Igualmente, as associações com outros filmes da franquia e até mesmo de James Wan, a verdadeira inspiração nostálgica por detrás do exemplar, são estimulantes. Há o balanço, o corredor, os quadros e as freiras num colégio que são usados como rimas visuais com o segundo filme de Invocação do Mal, assim como a televisão, o controle remoto e o velho padre.

E até mesmo outros filmes, como Sobrenatural, parecem ser homenageados, com a fotografia ressaltando luzes, névoas ou a porta vermelha da casa dos Warren ser exatamente a mesma do segundo filme, estrelado por Rose Byrne e por Patrick Wilson.
Annabelle, De Volta para a Casa não é um filme genérico. É bem resolvido, inteligente e que, ainda que não possua novidades, é uma obra que sabe aonde precisa (e quer) chegar.

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