Filtro solar na infância reduz risco de câncer de pele na vida adulta, diz estudo

Pesquisa fez uma análise de dados de mais de 1,7 mil pessoas na Austrália

Filtro na infância tem efeito protetor ao longo da vida. Foto: Pixabay / Divulgação

Usar filtro solar diariamente é uma das principais recomendações médicas para prevenir o câncer pele. O que um grupo de australianos descobriu, agora, foi a relação entre o uso desse produto na infância com o risco de desenvolver a doença na vida adulta. Publicado no periódico Jama Dermatology, o estudo considerou dados de quase 1,7 mil pessoas.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores consideraram autorrelatos e relatos dos pais sobre exposição ao sol e uso de filtro solar durante a infância e a vida adulta. Como conclusão do levantamento, os pesquisadores descobriram que usar o produto na infância reduz em 40% o risco de desenvolver melanoma na comparação com aqueles que raramente o utilizam.

— Nosso estudo mostra que o filtro solar na infância e na vida adulta foi protetor contra o melanoma em pessoas jovens, entre 18 e 40 anos, com risco reduzido entre 35% e 40% em relação àqueles que não usavam com frequência — disse, ao site da universidade, Anne Cust, uma das líderes do estudo.

Vale lembrar que as indicações médicas para exposição solar para crianças com menos de seis meses são: dar preferência aos horários em que o sol não esteja forte e não usar produto algum, pois a pele dos bebês é sensível e acaba absorvendo os cremes. Dos seis meses aos dois anos, recomenda-se uso de filtros físicos – aqueles que agem como uma barreira,apenas refletindo os raios. Geralmente, eles têm a indicação “baby” no rótulo. Entre dois e 12 anos, pode-se aplicar os filtros infantis, normalmente uma mistura do físico e do químico.