Filme sobre grupo de catch catarinense Golden Flecha será exibido no FAM

22º Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2018 começa nesta terça-feira e vai até domingo (24), no Centro de Cultura e Eventos da UFSC

Amigos voltaram a vestir os trajes no documentário Flecha Dourada. Foto: Divulgação/Novelo Filmes

O curta Flecha Dourada, dirigido pela catarinense Cíntia Domit Bittar, da Novelo Filmes, conta a história dos lutadores do grupo Golden Flecha que voltam ao ringue depois de 50 anos para reviver a era gloriosa do catch em Santa Catarina. O documentário é uma das produções catarinenses de destaque no FAM 2018, que começa nesta terça-feira, em Florianópolis, e será exibido nesta sexta-feira (22), às 19h, na Mostra Curtas Catarinenses.

O filme está no primeiro turno dos indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2018 e esteve na seleção oficial de festivais importantes como a 21º Mostra de Cinema de Tiradentes (2018) e o 27º CurtaCinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro (Competitiva Nacional). O curioso é que a equipe da Novelo Filmes conheceu a história do Golden Flecha por meio de uma matéria publicada no Diário Catarinense em 2013.

As lutas de catch dominavam as telas nos anos 1960 e fazem parte da memória de muitos brasileiros. Em Santa Catarina, o catch também teve uma era de glória. O grupo Golden Flecha, por exemplo, foi criado por Germinal Moreira, indígena que andava vestido como se estivesse na aldeia e que criou o personagem Flecha Dourada – um lutador que usava capa, máscara e calção estampados de oncinha. 

Flecha Dourada. Foto: Arquivo pessoal

No documentário, quem resgata essa história é seu filho, Cairê Piragibe Barcelos, que herdou a paixão pelo personagem e pela luta do pai. Cairê, que faleceu em maio, aparece no filme ao lado dos amigos e ex-colegas de luta Águia Veloz, Mercury, Cometa, Deiris Salaam, Sombra e Tauros.

“O catch é uma arte. É uma luta de brincadeira”, explica Cometa durante o curta. É um estilo de luta em que os atletas fazem piruetas e um teatro para simular brigas em um ringue. O espetáculo ficou famoso com os lutadores mascarados mexicanos. Um dos truques usados no ringue é o da garrafa com um recipiente interno e sangue falso – para a plateia, parecia que o vaso guardava água, mas quando ele se quebrava na cabeça do adversário o rosto se enchia de suco de groselha e mel.

Assista ao trailer:


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